{"id":103064,"date":"2017-10-26T17:53:59","date_gmt":"2017-10-26T19:53:59","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=103064"},"modified":"2017-11-01T12:13:49","modified_gmt":"2017-11-01T14:13:49","slug":"%e2%80%98negritudes-convergentes-dancas-independentes%e2%80%99-estreia-no-complexo-cultural-funarte-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=103064","title":{"rendered":"\u2018Negritudes convergentes: dan\u00e7as independentes\u2019 estreia no Complexo Cultural Funarte SP"},"content":{"rendered":"<p>No dia 1\u00ba de novembro, quarta-feira, tem in\u00edcio o projeto\u00a0<em>Negritudes Convergentes: dan\u00e7as independentes<\/em>, da Cia. Sansacroma. A companhia foi contemplada no Edital de Ocupa\u00e7\u00e3o da Sala Ren\u00e9e Gumiel 2017 e segue em temporada no Complexo Cultural Funarte SP at\u00e9 o dia 26 de novembro.<\/p>\n<p>Criada e dirigida pela atriz, dan\u00e7arina e core\u00f3grafa Gal Martins, a Cia. Sansacroma celebra 15 anos de atividades. O per\u00edodo das apresenta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 oportuno: em novembro, comemora-se o m\u00eas da consci\u00eancia negra. O projeto, que tem como base a periferia da zona sul de S\u00e3o Paulo, aborda rela\u00e7\u00f5es com o corpo, a ra\u00e7a e as classes sociais. Os moradores dessa regi\u00e3o enfrentam realidades comuns \u00e0s demais \u00e1reas perif\u00e9ricas das grandes metr\u00f3poles e muitas das quest\u00f5es cotidianas s\u00e3o inseridas nas pesquisas em dan\u00e7a. No entanto, essa produ\u00e7\u00e3o de conhecimento nem sempre alcan\u00e7a visibilidade no cen\u00e1rio art\u00edstico. Tendo como eixo curatorial os \u2018corpos marginais\u2019 e as \u2018pluralidades em dan\u00e7a\u2019, o projeto re\u00fane coletivos que questionam padr\u00f5es hegem\u00f4nicos e refletem o universo multifacetado da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica contempor\u00e2nea na cidade e no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na abertura da ocupa\u00e7\u00e3o, dia 1\u00ba de novembro, \u00e0s 19h, o grupo exibe o document\u00e1rio\u00a0<em>Outras portas, outras pontes<\/em>, de Tat\u00e1 Amaral, realizado no terminal de Cap\u00e3o Redondo. Esse \u00e9 o primeiro v\u00eddeo da s\u00e9rie\u00a0<em>Causando na Rua<\/em>, composta por 13 epis\u00f3dios de 26 minutos, filmados em S\u00e3o Paulo, Santo Andr\u00e9 e Osasco. Cada epis\u00f3dio acompanha um grupo, duo ou coletivo que usa a rua como espa\u00e7o de arte, criatividade e comunica\u00e7\u00e3o. As a\u00e7\u00f5es s\u00e3o definidas como \u201cativismo art\u00edstico\u201d. Ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o do filme, haver\u00e1 um di\u00e1logo, com media\u00e7\u00e3o de Gal Martins e participa\u00e7\u00e3o de Flip Couto (integrante da Cia. Sansacroma, artista de dan\u00e7a e produtor cultural, com forma\u00e7\u00e3o em hip-hop), Paula Salles (integrante da Ouvindo Passos Cia. de Dan\u00e7a, formada em Dan\u00e7a pela Unicamp e p\u00f3s-graduada em Estudos Contempor\u00e2neos em Dan\u00e7a pela UFBA), Tiago S. Meira, conhecido como \u2018Boogaloo Begins\u2019 (integrante do grupo Chemical Funk, licenciado em dan\u00e7a, pesquisador e arte-educador) e Silvana de Jesus (integrante do grupo Bataker\u00ea, p\u00f3s-graduanda em Hist\u00f3ria e Cultura Afro-brasileira e Ind\u00edgena, por A Casa Tombada &#8211; FACON).<\/p>\n<p>No dia 2 de novembro, quinta, \u00e0s 19h, s\u00e3o exibidos os dois primeiros v\u00eddeos do projeto\u00a0<em>Retratos \u2013 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o: nossas e nossos griots<\/em>. Griots s\u00e3o personagens da estrutura social de grande parte dos pa\u00edses da \u00c1frica Ocidental. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 informar, educar e entreter, atuando como guardi\u00e3es da tradi\u00e7\u00e3o oral de seu povo. Com cerca de 15 minutos de dura\u00e7\u00e3o, cada epis\u00f3dio da s\u00e9rie retrata uma personalidade que vive em S\u00e3o Paulo e transmite conhecimento em diversas \u00e1reas. No primeiro v\u00eddeo, assinado por \u00c9rico Santos, o homenageado \u00e9 Sebasti\u00e3o Biano (98 anos), \u00faltimo remanescente da forma\u00e7\u00e3o original da Banda de P\u00edfanos de Caruru. O pifeiro (nome dado a quem toca a t\u00edpica flauta nordestina) j\u00e1 tocou para Lampi\u00e3o (em 1927, no interior pernambucano) e se lembra com detalhes da ocasi\u00e3o. Biano continua na ativa e acaba de lan\u00e7ar seu primeiro disco solo\u00a0<em>Sebasti\u00e3o Biano e seu Terno Esquenta Mui\u00e9<\/em>(Selo SESC). J\u00e1 o segundo filme da s\u00e9rie, de Ver\u00f4nica Santos, apresenta Raquel Trindade, filha do poeta Solano Trindade. Nascida em Recife (PE), criada no Rio de Janeiro e, atualmente, residente em S\u00e3o Paulo, Raquel fundou o Teatro Popular Solano Trindade, em Embu das Artes. Assim, mant\u00e9m vivos o legado e a heran\u00e7a do pai, que, em 1950, criou o Teatro Popular Brasileiro, no Rio de Janeiro, em parceria com Maria Margarida Trindade, sua primeira esposa e m\u00e3e de Raquel, e com o amigo e pesquisador \u00c9dson Carneiro.<\/p>\n<p>Nos dias 2 e 3 de novembro, \u00e0s 19h30, a Corp\u00f3rea Companhia de Corpos apresenta o espet\u00e1culo\u00a0<em>R\u00e9s<\/em>, que tem como principal tem\u00e1tica o universo do encarceramento feminino e a vulnerabilidade das mulheres no Brasil. O espet\u00e1culo de dan\u00e7a prop\u00f5e uma an\u00e1lise art\u00edstica e po\u00e9tica sobre as estat\u00edsticas que envolvem o sistema de encarceramento em massa.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos dias 4 e 5 de novembro, s\u00e1bado, \u00e0s 19h30, e domingo, \u00e0s 18h30, fica em cartaz o projeto\u00a0<em>Pequenas Dan\u00e7as<\/em>. Flip Couto apresenta a obra\u00a0<em>Sangue<\/em>, que tem como ponto de partida o ambiente dos bailes black dos anos 70. Inspirada em festas de bairros, reuni\u00f5es de fam\u00edlias negras e diversas rela\u00e7\u00f5es presentes no cotidiano das cidades, a coreografia tem o depoimento como disparador de sensa\u00e7\u00f5es, sonoridades, gestos, imagens e ritmos. Os est\u00edmulos criam um fluxo de improvisa\u00e7\u00e3o por meio da troca entre as pessoas, o que culmina no resgate e na transforma\u00e7\u00e3o das mem\u00f3rias individuais. O processo promove encontros entre o p\u00fablico e a obra, que se diluem no mesmo espa\u00e7o e transformam-se em uma coisa s\u00f3. Em seguida, Tiago S. Meira \u2018Boogaloo Begins\u2019 apresenta\u00a0<em>Sentir na Pele<\/em>. A obra aborda o corpo negro, transformado por a\u00e7\u00f5es opressoras, que se \u201cafirma em sua negritude\u201d. O espet\u00e1culo questiona o corpo na sociedade em que vive: no presente est\u00e1 o negro do passado, e o ancestral est\u00e1 no descendente.<\/p>\n<p>O projeto\u00a0<em>Negritudes convergentes<\/em> apresenta, ainda, um espet\u00e1culo para o p\u00fablico infantojuvenil:\u00a0<em>Praga da dan\u00e7a<\/em>, do Coletivo Desvelo, em cartaz nos dias 4 e 5 de novembro, s\u00e1bado, \u00e0s 17h, e domingo, \u00e0s 18h. No s\u00e9culo XVI, uma estranha epidemia matou centenas de pessoas na cidade francesa de Estrasburgo: elas dan\u00e7aram sem descanso por dias seguidos at\u00e9 seus corpos n\u00e3o suportarem mais. Mito ou verdade, essa refer\u00eancia hist\u00f3rica permeia o espet\u00e1culo, que prop\u00f5e uma contamina\u00e7\u00e3o de movimentos entre os corpos dos artistas e os das pessoas que transitam pelo espa\u00e7o onde eles se apresentam. Com o olhar ou o toque, os dan\u00e7arinos lan\u00e7am convites para o p\u00fablico, que pode se juntar a eles na dan\u00e7a. O fim da apresenta\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio da hist\u00f3ria original, \u00e9 uma grande celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Projeto\u00a0<em>Negritudes convergentes: dan\u00e7as independentes<\/em><\/strong><br \/>\nContemplado no Edital de Ocupa\u00e7\u00e3o da Sala Ren\u00e9e Gumiel 2017<\/p>\n<p><strong>Complexo Cultural Funarte SP<\/strong><br \/>\n(Alameda Nothmann, 1058, Campos El\u00edseos)<\/p>\n<p><strong>Document\u00e1rio:\u00a0<em>Outras portas, outras pontes<\/em><\/strong><br \/>\n<strong>Di\u00e1logo<em>: Negritudes convergentes<\/em><\/strong><br \/>\nDia 1\u00ba de novembro. Quarta, \u00e0s 19h.<br \/>\nGratuito<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 120 minutos. Classifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria: livre<\/p>\n<p>Media\u00e7\u00e3o: Gal Martins (Cia. Sansacroma) | Participa\u00e7\u00e3o: Flip Couto (Cia. Sansacroma), Paula Salles (Ouvindo Passos Cia. de Dan\u00e7a), Tiago S. Meira \u2018Boogaloo Begins\u2019 (Chemical Funk) e Silvana de Jesus (Bataker\u00ea)<\/p>\n<p><strong>V\u00eddeos:\u00a0<em>Sebasti\u00e3o Biano<\/em> e\u00a0<em>Raquel Trindade<\/em><\/strong><br \/>\n<strong>Projeto\u00a0<em>Retratos \u2013 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o: nossas e nossos griots<\/em><\/strong><br \/>\nDia 2 de novembro. Quinta, \u00e0s 19h.<br \/>\nGratuito<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 30 minutos. Classifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria: livre<\/p>\n<p><strong>Espet\u00e1culo:<em> R\u00e9s<\/em><\/strong><br \/>\nDias 2 e 3 de novembro. Quinta e sexta, \u00e0s 19h30.<br \/>\nIngressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) \u2013 Cart\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o aceitos<br \/>\nEntrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cec\u00edlia<br \/>\nA bilheteria abre uma hora antes do espet\u00e1culo.<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 50 minutos. Classifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria: 12 anos<\/p>\n<p>Ficha t\u00e9cnica:<br \/>\nConcep\u00e7\u00e3o e Dire\u00e7\u00e3o: Ver\u00f4nica Santos | Int\u00e9rpretes Criadores: D\u00e9bora Mar\u00e7al, Malu Avelar e Ver\u00f4nica Santos | Dire\u00e7\u00e3o Musical: Melvin Santhana | Trilha Sonora: Melvin Santhana e Manass\u00e9s N\u00f3brega | Prepara\u00e7\u00e3o de corpo c\u00eanico: William Simpl\u00edcio | Provocadores: Dina Alves e William Simpl\u00edcio | Ilumina\u00e7\u00e3o: Danielle Meireles | Figurino: Debora Mar\u00e7al e Wellington Ad\u00e9lia | Video-performance: Noelia N\u00e1jera | Fotos: Gal Oppido | Projeto Gr\u00e1fico: Noelia N\u00e1jera | Produ\u00e7\u00e3o Executiva: UTPA<\/p>\n<p><strong>Espet\u00e1culos:\u00a0<em>Sangue <\/em>e\u00a0<em>Sentir na Pele<\/em><\/strong><br \/>\nProjeto: Pequenas Dan\u00e7as<br \/>\nDias 4 e 5 de novembro. S\u00e1bado, \u00e0s 19h30, e domingo, \u00e0s 18h30.<br \/>\nIngressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) \u2013 Cart\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o aceitos<br \/>\nEntrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cec\u00edlia<br \/>\nA bilheteria abre uma hora antes do espet\u00e1culo.<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 60 minutos. Classifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria: livre<\/p>\n<p>Fichas t\u00e9cnicas:<br \/>\nSangue \u2013 Com Flip Couto<br \/>\nSentir na Pele \u2013 Com Tiago S. Meira \u2018Boogaloo Begins\u2019<\/p>\n<p><strong>Espet\u00e1culo infanto-juvenil:\u00a0<em>Praga da Dan\u00e7a<\/em><\/strong><br \/>\nDias 4 e 5 de novembro. S\u00e1bado, \u00e0s 17h, e domingo, \u00e0s 16h.<br \/>\nGratuito<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 60 minutos. Classifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria: livre<\/p>\n<p>Ficha t\u00e9cnica:<br \/>\nDire\u00e7\u00e3o e concep\u00e7\u00e3o: Djalma Moura | Int\u00e9rpretes criadores: Erico Santos, Juliana Nascimento, M\u00f4nica Caldeira, Victor Amaro, Heloisa Amazonas, Piu Domin\u00f3 e Renato Almeida | Cria\u00e7\u00e3o musical: Leandro Perez | Figurino: Coletivo Desvelo | Produ\u00e7\u00e3o: Djalma Moura<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong><br \/>\n(11) 3662-5177<br \/>\nfunartesp@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 1\u00ba de novembro, quarta-feira, tem in\u00edcio o projeto\u00a0Negritudes Convergentes: dan\u00e7as independentes, da Cia. Sansacroma. A companhia foi contemplada no Edital de Ocupa\u00e7\u00e3o da Sala Ren\u00e9e Gumiel 2017 e segue em temporada no Complexo Cultural Funarte SP at\u00e9 o dia 26 de novembro. 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