{"id":104031,"date":"2017-11-23T16:39:42","date_gmt":"2017-11-23T18:39:42","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=104031"},"modified":"2017-11-30T14:34:21","modified_gmt":"2017-11-30T16:34:21","slug":"edicoes-funarte-obras-teatrais-de-plinio-marcos-chega-ao-publico-paulistano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=104031","title":{"rendered":"Edi\u00e7\u00f5es Funarte: &#8216;Pl\u00ednio Marcos \u2013 obras teatrais&#8217; chega ao p\u00fablico paulistano"},"content":{"rendered":"<p>Foi no dia 28 de novembro, ter\u00e7a-feira, na Funarte S\u00e3o Paulo, o lan\u00e7amento da cole\u00e7\u00e3o <em>Pl\u00ednio Marcos \u2013 obras teatrais <\/em><em>em SP<\/em><em>.<\/em> Editados pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte, os seis volumes que comp\u00f5em a colet\u00e2nea in\u00e9dita de pe\u00e7as do escritor trazem a \u00faltima revis\u00e3o de conte\u00fado realizada pelo dramaturgo. Para essa edi\u00e7\u00e3o, foram selecionados os 29 textos conclu\u00eddos pelo autor \u2013 dez deles publicados pela primeira vez. Organizador da cole\u00e7\u00e3o, o cr\u00edtico e professor de Teoria Liter\u00e1ria Alcir P\u00e9cora far\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o da colet\u00e2nea, acompanhado do filho de Pl\u00ednio Marcos, o tamb\u00e9m dramaturgo Leo Lama, roteirista do espet\u00e1culo <em>Prisioneiro de uma can\u00e7\u00e3o<\/em>, que ser\u00e1 apresentado, logo ap\u00f3s, na Sala Guiomar Novaes. O evento conta com a parceria da Associa\u00e7\u00e3o Paulista dos Amigos da Arte \u2013 APAA e da Secretaria da Cultura do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_104495\" aria-describedby=\"caption-attachment-104495\" style=\"width: 420px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Plinio-Marcos-Obras-Teatrais_lancamento-em-SP_organizador-Alcir-Pecora-e-filho-de-Plinio_nov.2017.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-104495  \" title=\"Plinio Marcos Obras Teatrais_lancamento em SP_organizador Alcir Pecora e filho de Plinio_nov.2017\" src=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Plinio-Marcos-Obras-Teatrais_lancamento-em-SP_organizador-Alcir-Pecora-e-filho-de-Plinio_nov.2017.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"284\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-104495\" class=\"wp-caption-text\">Alcir P\u00e9cora e Leo Lama. Foto: Sharine Melo - Funarte SP<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos seis volumes de <em>Pl\u00ednio Marcos \u2013 obras teatrais<\/em> est\u00e3o textos consagrados, como\u00a0<em>Navalha na carne<\/em>,\u00a0<em>Dois perdidos numa noite suja<\/em>,\u00a0<em>O Abajur lil\u00e1s <\/em>e\u00a0<em>Quando as m\u00e1quinas param<\/em>. O organizador da publica\u00e7\u00e3o \u00e9 o cr\u00edtico e professor de literatura da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Alcir P\u00e9cora. Ele acrescentou a cada livro an\u00e1lises dos textos de Pl\u00ednio Marcos. No lan\u00e7amento, o ensa\u00edsta far\u00e1 uma apresenta\u00e7\u00e3o da colet\u00e2nea, no Centro de Conviv\u00eancia Waly Salom\u00e3o.\u00a0Fotos, cartazes, imagens de textos escritos \u00e0 m\u00e3o pelo dramaturgo e outras curiosidades \u2013 como ingressos teatrais \u2013 ilustram a obra. Essa iconografia tem a assinatura de Ricardo Barros, filho de Pl\u00ednio. A atriz, ex-esposa do autor teatral e m\u00e3e de seus tr\u00eas filhos, Walderez de Barros, estabeleceu a vers\u00e3o final das pe\u00e7as.<\/p>\n<p>Cada um dos volumes foi definido com base numa linha tem\u00e1tica principal, \u201cdistinta em termos de significa\u00e7\u00e3o e de composi\u00e7\u00e3o, a ponto de ser poss\u00edvel destac\u00e1-la no conjunto da obra&#8230;\u201d \u2013 explica o organizador. O Volume 1,<em> Atr\u00e1s desses muros, <\/em>re\u00fane as pe\u00e7as cujas personagens encontram-se na pris\u00e3o. O segundo livro,\u00a0<em>Noites sujas, <\/em>mostra<em> <\/em>personagens sem ocupa\u00e7\u00e3o ou subempregados, no limite da sobreviv\u00eancia nas grandes cidades. O Volume 3<em>, Pomba roxa, <\/em>re\u00fane as pe\u00e7as que giram em torno da figura da prostituta. A quarta publica\u00e7\u00e3o<em>, Religiosidade subversiva, <\/em>traz as pe\u00e7as que o pr\u00f3prio autor reuniu num livro, com esse tema e com o mesmo t\u00edtulo \u2013 e mais o texto\u00a0<em>O homem do caminho. <\/em>O<em> <\/em>Volume 5<em>, No reino da banalidade, <\/em>re\u00fane textos em que se destaca a descri\u00e7\u00e3o dos \u201ch\u00e1bitos pequeno-burgueses\u201d \u2013 cr\u00edtica, c\u00f4mica ou tragic\u00f4mica. J\u00e1 o sexto t\u00edtulo,\u00a0<em>Roda de samba\/Roda dos bichos, <\/em>apresenta o teatro musical e tamb\u00e9m a obra infantil de Pl\u00ednio Marcos \u2013 leia a descri\u00e7\u00e3o completa de cada t\u00edtulo abaixo.<\/p>\n<p>O objetivo da cole\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Pl\u00ednio Marcos \u2013 obras teatrais<\/em> \u00e9 dar ao p\u00fablico uma vers\u00e3o \u201cabsolutamente confi\u00e1vel\u201d das pe\u00e7as do dramaturgo \u2013 baseada sempre na \u00faltima modifica\u00e7\u00e3o feita por ele pr\u00f3prio. \u201cUm autor da grandeza de Pl\u00ednio Marcos tem o direito de ter o conjunto da sua obra publicada de maneira correta e fidedigna\u201d, comenta Alcir P\u00e9cora. \u201cOutro crit\u00e9rio universal adotado foi o de apenas publicar, neste momento, as pe\u00e7as cujos originais, ou mesmo c\u00f3pias, constassem do acervo de forma \u00edntegra, e dadas como finalizadas pelo pr\u00f3prio Pl\u00ednio Marcos\u201d, destaca o estudioso \u201cA convic\u00e7\u00e3o que animou todos os esfor\u00e7os necess\u00e1rios para o preparo da atual edi\u00e7\u00e3o foi a de introduzir a obra de Pl\u00ednio Marcos no \u00e2mbito de um repert\u00f3rio cultural atuante no s\u00e9culo XXI\u201d, conclui.<\/p>\n<figure id=\"attachment_104123\" aria-describedby=\"caption-attachment-104123\" style=\"width: 420px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Eflyer-Lancamento-Colecao-Plinio-FunarteSP-900x590px2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-104123 \" title=\"Lan\u00e7amento Cole\u00e7\u00e3o Pl\u00ednio Marcos: obras teatrais na Funarte SP\" src=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Eflyer-Lancamento-Colecao-Plinio-FunarteSP-900x590px2.jpg\" alt=\"Lan\u00e7amento Cole\u00e7\u00e3o Pl\u00ednio Marcos: obras teatrais na Funarte SP\" width=\"420\" height=\"276\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-104123\" class=\"wp-caption-text\">Convite. Programa\u00e7\u00e3o Visual Funarte<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Sobre o espet\u00e1culo<\/span><\/p>\n<p><em> Prisioneiro de uma can\u00e7\u00e3o <\/em>\u00e9 baseado em um trabalho pouco divulgado de Pl\u00ednio Marcos: suas poesias e letras de m\u00fasicas. As letras que ele escreveu para suas pe\u00e7as foram musicadas por seu filho Leo Lama, tamb\u00e9m dramaturgo, que criou o roteiro do espet\u00e1culo, baseado nas m\u00fasicas de\u00a0<em>Balada de um palha\u00e7o, Quer\u00f4 &#8211; Uma reportagem maldita, Madame Blavatsky, A Mancha roxa. <\/em>Leo ainda utilizou trechos de livros e poesias de Pl\u00ednio, incluindo uma poesia in\u00e9dita, escrita em 1990 e musicada por ele em janeiro de 2000. Um ator-cantor e uma atriz-cantora que recebem os nomes de Helena e Bobo Plin, personagens de <em>Madame Blavatsky<\/em> e <em>Balada de um Palha\u00e7o<\/em>, narram e cantam o roteiro escrito por Lama.<\/p>\n<figure id=\"attachment_104087\" aria-describedby=\"caption-attachment-104087\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Leo-Lama-Prisioneiro.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-104087\" title=\"Leo Lama - Prisioneiro\" src=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Leo-Lama-Prisioneiro.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"268\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-104087\" class=\"wp-caption-text\">Leo Lama, em &quot;Prisioneiro&quot;<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Sobre Pl\u00ednio Marcos<\/strong><\/p>\n<p>Pl\u00ednio Marcos (Santos \u2013 SP, 1935 \u2014 S\u00e3o Paulo \u2013 SP, 1999),\u00a0foi palha\u00e7o, camel\u00f4, ator,\u00a0dramaturgo, diretor teatral e escritor. Escreveu 31 pe\u00e7as \u2013 quatro delas inacabadas \u2013, al\u00e9m de outros textos liter\u00e1rios.\u00a0Pe\u00e7as suas foram traduzidas, publicadas e encenadas em\u00a0<a title=\"L\u00edngua francesa\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADngua_francesa\" target=\"_blank\">franc\u00eas<\/a>,\u00a0<a title=\"L\u00edngua espanhola\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADngua_espanhola\" target=\"_blank\">espanhol<\/a>,\u00a0<a title=\"L\u00edngua inglesa\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADngua_inglesa\" target=\"_blank\">ingl\u00eas<\/a> e\u00a0<a title=\"L\u00edngua alem\u00e3\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADngua_alem%C3%A3\" target=\"_blank\">alem\u00e3o<\/a> \u2013 parte delas\u00a0adaptada para cinema e TV.\u00a0Recebeu seis pr\u00eamios Moli\u00e8re de melhor autor, por\u00a0<em>Navalha na carne<\/em> e\u00a0<em>Dois perdidos numa noite suja <\/em>e outras obras<em> \u2013<\/em> entre<em> <\/em>os 33 pr\u00eamios que ganhou.\u00a0Tamb\u00e9m foi um atuante jornalista.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 1968, o teatro de Pl\u00ednio Marcos era sistematicamente censurado.\u00a0<em>Navalha na carne <\/em>e\u00a0<em>Dois perdidos numa noite suja, <\/em>mesmo depois de apresentadas em diversas regi\u00f5es do Brasil, foram interditadas em todo o pa\u00eds. Foi preso pelo Ex\u00e9rcito, e liberado, dias depois, por interfer\u00eancia de um amigo influente. Em 1969, foi para a cadeia de novo, porque n\u00e3o acatou a interdi\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>Dois perdidos numa noite suja<\/em>, em que trabalhava como ator; e libertado, por interfer\u00eancia de v\u00e1rios artistas. Foi detido ainda v\u00e1rias outras vezes, para interrogat\u00f3rio. Era considerado \u201cmaldito\u201d pela ditadura militar e por quem a apoiava. \u201cDe repente, todas as minhas pe\u00e7as foram proibidas. Por qu\u00ea? [&#8230;]. H\u00e1 17 anos [1973] pago o pre\u00e7o de nunca escrever para agradar aos poderosos [..]. A solid\u00e3o, a mis\u00e9ria, nada me abateu, nem me desviou do meu caminho de cr\u00edtico da sociedade, de rep\u00f3rter inc\u00f4modo e at\u00e9 provocador. Eu estou no campo. N\u00e3o corro. N\u00e3o saio. E pago qualquer pre\u00e7o pela p\u00e1tria do meu povo\u201d, desabafou Pl\u00ednio Marcos.<\/p>\n<p>Sua dramaturgia \u00e9 marcada por essa persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e pela censura, que, por mais implac\u00e1vel que fossem, n\u00e3o fizeram com que ele desistisse. Ao contr\u00e1rio: quando n\u00e3o\u00a0pode mais produzir, dirigir e atuar, produziu contos, novelas, reportagens e cr\u00f4nicas, muitas delas publicadas nas p\u00e1ginas de importantes jornais e revistas do pa\u00eds (<em>\u00daltima Hora<\/em>,\u00a0<em>Veja<\/em>,\u00a0<em>Folha de S. Paulo, O Pasquim, Opini\u00e3o <\/em>e outros) e foi reconhecido por seu valor. Muito mais foi impresso em edi\u00e7\u00f5es baratas, feitas pelo pr\u00f3prio autor, vendidas por ele mesmo, na rua e nas portas de teatros e universidades. Intitulando-se \u201crep\u00f3rter de um tempo mau\u201d, comentou: \u201cMaldito seja eu e que escarrem no meu nome, se algum dia eu deixar de ir ao encontro dos que v\u00eam de mim, por pregui\u00e7a ou apodrecido pelo sucesso\u201d. Ele falava de seus personagens, sempre retratos de perdedores, encarcerados, perseguidos, desesperan\u00e7ados, famintos e enfermos.<\/p>\n<p>Pl\u00ednio Marcos faleceu aos 64 anos, em S\u00e3o Paulo, em 1999, ap\u00f3s dois derrames e uma infec\u00e7\u00e3o pulmonar.\u00a0Reconhecendo a grandeza \u00fanica da obra do dramaturgo, em 2001, a sala de espet\u00e1culos c\u00eanicos da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes, em Bras\u00edlia, passou a ser chamada de Teatro Funarte Pl\u00ednio Marcos.<\/p>\n<p><strong>Sobre Alcir P\u00e9cora<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 professor titular de Teoria Liter\u00e1ria da Unicamp. Como cr\u00edtico de literatura, publicou v\u00e1rios ensaios. \u00c9 membro da Accademia Ambrosiana de Mil\u00e3o, junto \u00e0 Se\u00e7\u00e3o Borromaica. Entre outras obras, escreveu\u00a0<em>Teatro do Sacramento <\/em>(1994); <em>M\u00e1quina de g\u00eaneros<\/em> (2001) e\u00a0<em>Rudimentos da vida coletiva<\/em> (2002). \u00c9 organizador de\u00a0<em>A Arte de Morrer<\/em> (1994),\u00a0<em>Escritos hist\u00f3ricos e pol\u00edticos do Padre Vieira<\/em> (1995), Serm\u00f5es I e II (2000-2001);\u00a0<em>As Excel\u00eancias do governador<\/em> (2002); <em>Lembran\u00e7as do Presente<\/em> (2006); <em>\u00cdndice das Coisas Mais Not\u00e1veis<\/em> (2010); <em>Por que Ler Hilda Hilst<\/em> (2010). Editou as Obras Reunidas de Hilda Hilst e de Roberto Piva.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Leia mais sobre cada t\u00edtulo<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Volume 1 \u2013 <\/span><em>Atr\u00e1s desses muros<\/em><\/p>\n<p>O livro re\u00fane dramaturgia de Pl\u00ednio Marcos cujas personagens encontram-se na pris\u00e3o \u2014 notadamente,\u00a0<em>Barrela<\/em>, o primeiro texto teatral de Pl\u00ednio Marcos, cuja primeira vers\u00e3o \u00e9 de 1958;\u00a0<em>A Mancha roxa<\/em>, escrita 30 anos depois; e\u00a0<em>Ora\u00e7\u00e3o para um p\u00e9 de chinelo<\/em>, de 1969, ano em que, \u201ca despeito de proibidas, as pe\u00e7as de Pl\u00ednio balizavam todo o teatro brasileiro: cr\u00edticos, p\u00fablico universit\u00e1rio ou n\u00e3o, e ainda o surgimento da chamada \u2018nova dramaturgia\u2019\u201d (de\u00a0<em>Atr\u00e1s desses muros<\/em> \u2013 Alcir P\u00e9cora).<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Volume 2 \u2013 Noites sujas<\/span><\/p>\n<p>O segundo t\u00edtulo traz textos cujo n\u00facleo est\u00e1 em personagens e situa\u00e7\u00f5es \u201ccaracter\u00edsticas do grupo social usualmente chamado de lumpesinato ou de subproletariado\u201d, pessoas sem ocupa\u00e7\u00e3o ou com ocupa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, que lidam, no limite da sobreviv\u00eancia, com o dia a dia das grandes cidades. \u201cNo caso do teatro de Pl\u00ednio Marcos, esse grupo \u00e9 especialmente importante e va\u00adriado, incluindo estivadores, chapas do mercado, mendigos, catadores de papel, pequenos golpistas, b\u00eabados, drogados, etc.\u201d (de\u00a0<em>Noites sujas<\/em>, do organizador). Est\u00e3o nesse livro a famosa obra\u00a0<em>Dois perdidos numa noite suja<\/em> (1966),\u00a0<em>Quando as m\u00e1quinas param <\/em>(1967); e\u00a0<em>Jornada de um imbecil at\u00e9 o entendimento <\/em>e <em>Homens de papel, <\/em>ambas de 1968.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Volume 3\u2013 Pomba roxa<\/span><\/p>\n<p>O terceiro livro agrupa as pe\u00e7as cujo centro gira em torno da figura da prostituta, retratada em seus v\u00e1rios ambientes \u2013 principalmente o quarto de pens\u00e3o, o bordel, as ruas e o cabar\u00e9 \u2013, e das situa\u00e7\u00f5es a que esse tipo de personagem \u00e9 associado: \u201cas agruras do of\u00edcio, com suas doen\u00e7as, v\u00edcios, espancamentos; as contradi\u00e7\u00f5es entre a explora\u00e7\u00e3o comercial e o amor do cafet\u00e3o; as taras e car\u00eancias dos clien\u00adtes; a const\u00e2ncia do suic\u00eddio; o prec\u00e1rio glamour; a esperan\u00e7a de deixar a prostitui\u00e7\u00e3o; as dificuldades da gravidez e os sacrif\u00edcios para criar filhos; a decad\u00eancia f\u00edsica etc.\u201d. Fazem parte desse volume duas das pe\u00e7as mais bem-sucedidas de Pl\u00ednio Marcos:\u00a0<em>Navalha na carne<\/em> (1967), cuja protagonista, a meretriz Neusa Sueli, \u201c\u00e9 provavelmente a personagem mais c\u00e9lebre de toda a sua dramaturgia\u201d \u2013 diz Alcir P\u00e9cora \u2013; e\u00a0<em>O Abajur lil\u00e1s<\/em> (1969); al\u00e9m de\u00a0<em>Quer\u00f4, uma reportagem maldita<\/em> (1979).<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Volume 4 \u2013 Religiosidade subversiva<\/span><\/p>\n<p>A quarta obra agrega os tr\u00eas textos que o pr\u00f3prio autor reuniu sob o mesmo t\u00edtulo, num livro que lan\u00e7ou em 1986, a saber:\u00a0<em>Jesus\u2011Homem<\/em> (1978);\u00a0<em>Madame Blavatsky<\/em> (1985); e\u00a0<em>Balada de um palha\u00e7o<\/em> (1986). O organizador acrescentou ainda\u00a0<em>O homem do caminho<\/em> (vers\u00e3o final de 1996).<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Volume 5 \u2013 No reino da banalidade<\/span><\/p>\n<p>Na dramaturgia desse volume \u201cocorre uma invers\u00e3o da dominante esot\u00e9rica ou pseudofilos\u00f3fica\u201d em Pl\u00ednio Marcos, se direciona para a descri\u00e7\u00e3o dos \u201ch\u00e1bitos pequeno-burgueses\u201d \u2013 cr\u00edtica, c\u00f4mica ou tragic\u00f4mica. O livro inclui nove trabalhos, entre pe\u00e7as completas. S\u00e3o elas:\u00a0<em>Signo da discoteque <\/em>(1979),\u00a0<em>O assassinato do an\u00e3o do caralho grande<\/em> (1995),\u00a0<em>O bote da loba<\/em> (1997) e\u00a0<em>A dan\u00e7a final<\/em> (\u00faltima vers\u00e3o de 1998); al\u00e9m de textos curtos, \u201cesquetes que repassam acontecimentos ou conting\u00eancias da vida pol\u00edtica brasileira\u201d:\u00a0<em>Verde que te quero verde<\/em> (1968);\u00a0<em>Ai, que saudade da sa\u00fava<\/em> (1978);\u00a0<em>No que vai dar isso<\/em> (1994); <em>Leitura capilar<\/em> (1995); e\u00a0<em>Nhe-nhe-nhem ou<\/em> <em>\u00cdndio n\u00e3o quer apito, <\/em>(do mesmo ano).<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Volume 6 \u2013 Roda de samba\/Roda dos bichos<\/span><\/p>\n<p>O sexto e \u00faltimo livro re\u00fane tr\u00eas musicais:\u00a0<em>Balbina de Ians\u00e3<\/em> (1970);\u00a0<em>Feira livre <\/em>(1976);\u00a0<em>O Poeta da vila e seus amores <\/em>(1977); e tamb\u00e9m o teatro infantil de Pl\u00ednio, com mais tr\u00eas pe\u00e7as:\u00a0<em>As aventuras do coelho Gabriel<\/em> (1965);\u00a0<em>Hist\u00f3ria dos bichos brasileiros: O coelho e a on\u00e7a<\/em> (tamb\u00e9m intitulada\u00a0<em>On\u00e7a que espirra n\u00e3o come carne<\/em>), de 1988; e\u00a0<em>Assembleia dos ratos<\/em> (1989). Alcir P\u00e9cora explica que o t\u00edtulo duplo do volume \u201cbusca identificar as duas linhas de for\u00e7a\u201d, o teatro musical e o infantil, sem mistur\u00e1-las, mas propondo alguma rela\u00e7\u00e3o entre elas, \u201ccontemplada na no\u00e7\u00e3o comum de \u2018roda\u2019&#8230; como ciranda, em que se formam grupos que brincam, dan\u00e7am e cantam&#8230;\u201d, comenta o cr\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>Fontes:<\/strong> textos da publica\u00e7\u00e3o, Ger\u00eancia de Edi\u00e7\u00f5es da Funarte e site oficial de Pl\u00ednio Marcos.<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pliniomarcos.com\/\" target=\"_blank\">www.pliniomarcos.com<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Cronologia da obra de Pl\u00ednio Marcos:<br \/>\n<\/strong><a href=\"http:\/\/www.pliniomarcos.com\/teatro_obracompleta.htm\" target=\"_blank\"><strong>www.pliniomarcos.com\/teatro_obracompleta.htm<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Servi\u00e7o<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Pl\u00ednio Marcos \u2013 obras teatrais<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Organiza\u00e7\u00e3o: <\/em><\/strong>Alcir P\u00e9cora<br \/>\n<span style=\"font-weight: bold;\">Edi\u00e7\u00e3o: Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte<\/span><\/p>\n<p>Lan\u00e7amento e palestra com o organizador<br \/>\n<strong>28 de novembro de 2017, ter\u00e7a-feira, \u00e0s 19h<br \/>\nLocal: Centro de Conviv\u00eancia Waly Salom\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Apresenta\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo<strong> <\/strong><em>Prisioneiro de uma can\u00e7\u00e3o<\/em><strong> \u2013 \u00e0s 19h30<br \/>\nLocal: Sala Guiomar Novaes<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica de <em>Prisioneiro de uma can\u00e7\u00e3o<\/em>:<br \/>\n<\/strong>Texto: Pl\u00ednio Marcos<br \/>\nRoteiro, dire\u00e7\u00e3o e m\u00fasicas: Leo Lama<br \/>\nCantora: Fernanda de Paula<br \/>\nViolonista: L\u00e9o Nascimento<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 50 min.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Representa\u00e7\u00e3o da Funarte em S\u00e3o Paulo<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: bold;\">Alameda Nothmann, N\u00ba 1058, Campos El\u00edseos \u2013 S\u00e3o Paulo (SP)<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: bold;\">(21) 3138-9600<\/span><\/p>\n<p><strong><br \/>\nPre\u00e7o: <\/strong>R$ 35 por volume<br \/>\n<strong>Promo\u00e7\u00e3o de lan\u00e7amento:<\/strong> R$ 120 pelos seis livros, ou R$ 20 por volume<br \/>\n<span style=\"font-weight: bold;\">Pre\u00e7o v\u00e1lido somente at\u00e9 o dia 28 de novembro de 2017<\/span><\/p>\n<p><strong> Em caso de remessa, ser\u00e1 acrescentado o valor do frete.<br \/>\n<\/strong><span style=\"font-weight: bold;\">Encomendas e mais informa\u00e7\u00f5es sobre compra:<\/span><\/p>\n<p><a href=\"mailto:livraria@funarte.gov.br\" target=\"_blank\">livraria@funarte.gov.br<\/a> &#8211;\u00a0(21) 2279 8071 | (21) 2279 8070<\/p>\n<p><strong>Envio pelo correio, para todo o Brasil.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre esta edi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Funarte \u2013 Centro de Programas Integrados \u2013 Ger\u00eancia de Edi\u00e7\u00f5es<br \/>\n<a href=\"mailto:edicoes@funarte.gov.br\" target=\"_blank\">edicoes@funarte.gov.br<br \/>\n<\/a>(21) 3971 2056 | (21) 2215 0169<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi no dia 28 de novembro, ter\u00e7a-feira, na Funarte S\u00e3o Paulo, o lan\u00e7amento da cole\u00e7\u00e3o Pl\u00ednio Marcos \u2013 obras teatrais em SP. Editados pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte, os seis volumes que comp\u00f5em a colet\u00e2nea in\u00e9dita de pe\u00e7as do escritor trazem a \u00faltima revis\u00e3o de conte\u00fado realizada pelo dramaturgo. Para essa edi\u00e7\u00e3o, foram&hellip; <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=104031\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">Edi\u00e7\u00f5es Funarte: &#8216;Pl\u00ednio Marcos \u2013 obras teatrais&#8217; chega ao p\u00fablico paulistano<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":76,"featured_media":104490,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,6,8],"tags":[114,1112,158],"class_list":["post-104031","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artes-integradas","category-literatura","category-teatro","tag-dramaturgia","tag-plinio-marcos","tag-teatro-2","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/104031","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/76"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=104031"}],"version-history":[{"count":32,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/104031\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":104122,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/104031\/revisions\/104122"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=104031"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=104031"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=104031"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}