{"id":107070,"date":"2018-05-02T18:01:02","date_gmt":"2018-05-09T21:01:02","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=107070"},"modified":"2018-05-09T18:01:02","modified_gmt":"2018-05-09T21:01:02","slug":"%e2%80%98kateco-%e2%80%93-dancas-negras%e2%80%99-se-apresenta-no-cacilda-becker","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=107070","title":{"rendered":"\u2018Katec\u00f4 \u2013 Dan\u00e7as Negras\u2019 se apresenta no Cacilda Becker"},"content":{"rendered":"<p>Em projeto contemplado pela Funarte no Edital de Espet\u00e1culos de Artes C\u00eanicas e M\u00fasica 2018,\u00a0\u00a0A montagem<em>Katec\u00f4 \u2013 Dan\u00e7as Negras<\/em> fica em cartaz no per\u00edodo de 2 a 6 de maio, no Teatro Cacilda Becker, no Largo do Machado \u2013 Catete. O espet\u00e1culo do Coletivo Muanes Dan\u00e7ateatro, inspirado em tradi\u00e7\u00f5es do povo africano Bakongo e na filosofia africana, se apresenta de quarta a domingo, sempre \u00e0s 19h, com ingressos a R$40 (meia entrada a R$ 20).<\/p>\n<p>O conceito em que se baseia a pe\u00e7a \u00e9 a sabedoria kongo, ramo do grupo \u00e9tnico banto, localizado no centro-sul africano. O trabalho se desenvolve em torno da narrativa dos \u201cquatro momentos do sol\u201d, que faz parte da tradi\u00e7\u00e3o desse povo. O mito divide a exist\u00eancia humana em quatro etapas diferentes, simbolizadas pelas fases que o sol percorre no c\u00e9u. Esses instantes s\u00e3o: a inf\u00e2ncia, a maturidade, a velhice e o momento da desencarna\u00e7\u00e3o \u2013 apresentados de forma c\u00edclica e cont\u00ednua. O roteiro \u00e9 baseado na leitura desse legado cultural a partir de estudos do\u00a0Dr. Kimbwand\u00e8nde Kia Bunseki Fu-Kiau, fil\u00f3sofo zairense de 84 anos.<\/p>\n<p>Com Katec\u00f4, o Muanes busca\u00a0abordar \u201co movimento das identidades\u201d da cultura do Brasil na perspectiva afro-brasileira. O trabalho \u00e9 constru\u00eddo a partir de lembran\u00e7as dos artistas participantes \u2013 recorda\u00e7\u00f5es de dan\u00e7a e de vida \u2013; e dos sentidos dos bailarinos, \u201cmesmo que j\u00e1 desfeitos em vagas lembran\u00e7as\u201d, diz o grupo.\u00a0\u201cO espet\u00e1culo interpela o tempo atrav\u00e9s de um mergulho po\u00e9tico em nossas mem\u00f3rias e lugares no mundo\u201d, comenta o coletivo. \u201cAl\u00e9m da cultura do corpo que a expressa, Katec\u00f4 extrapola seus limites e engendra narrativas de temporalidade, senioridade, oralidade e ancestralidade, em um vi\u00e9s contempor\u00e2neo\u201d, completam os artistas.<\/p>\n<p><strong>Sobre o Muanes Dan\u00e7ateatro<\/strong><\/p>\n<p>O Coletivo Muanes Dan\u00e7ateatro, sob a dire\u00e7\u00e3o de Denise Zenicola, trabalha com dan\u00e7a afro contempor\u00e2nea h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Segundo a core\u00f3grafa e os bailarinos, \u201ca dan\u00e7a, sob a forma de doa\u00e7\u00e3o pessoal, \u00e9 um pulsar de movimento e inten\u00e7\u00e3o que deixa um pouco de si em marcas ritual\u00edsticas, tanto no corpo de quem dan\u00e7a como no de quem a v\u00ea e se articula entre sagrado e profano, alinhavando tempos diversos\u201d. Os artistas lembram que a dan\u00e7a \u00e9 um elemento cultural determinante na \u00c1frica, assim como no Brasil, e que, como proposto por Bunseki Fu-Kiau, o \u201ccantar-dan\u00e7ar-batucar\u201d constitui-se<\/p>\n<p>como presen\u00e7a c\u00eanica nos padr\u00f5es e acentos coreogr\u00e1ficos africanos; e podem definir uma \u201cfilosofia<\/p>\n<p>de origem\u201d e \u201cest\u00e9tica de ser no mundo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Para participar da \u201cLista amiga\u201d (ingressos a pre\u00e7o de meia entrada) os interessados devem deixar seus nomes no mural do evento at\u00e9 as 14h do dia 02\/04, quarta-feira<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre o povo Bakongo*<\/strong><\/p>\n<p>A etnia Bakongo (do dialeto nativo quikongo \u201cba\u2019kongo\u201d: o mesmo que kongo com o prefixo ba-, que indica plural) ou Bacongo, \u00e9 um ramo do grupo \u00e9tnico bantu que vive numa larga faixa ao longo da costa atl\u00e2ntica de \u00c1frica, desde o Sul do Gab\u00e3o at\u00e9 Angola, passando pela Rep\u00fablica do Congo (RC), por Cabinda e pela Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC). H\u00e1 registros hist\u00f3ricos dos Bakongo nessas regi\u00f5es pelo menos desde o S\u00e9culo XIII. Eles formavam o reino do Kongo, que, at\u00e9 \u00e0 chegada dos portugueses, no fim do s\u00e9culo XV, era forte e unificado. Sua capital ficava na atual regi\u00e3o da Prov\u00edncia do Zaire. No per\u00edodo colonial, o reino foi dividido em Congo portugu\u00eas (em Angola); Congo belga (na R.D.C) e Congo franc\u00eas (na R.C).<\/p>\n<p>*Fonte:\u00a0<a title=\"https:\/\/www.angolaformativa.com\" href=\"https:\/\/www.angolaformativa.com\/\">https:\/\/www.angolaformativa.com<\/a><\/p>\n<p><strong><em>Katec\u00f4<br \/>\n<\/em><\/strong><strong><em>Dan\u00e7as negras<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\nDire\u00e7\u00e3o Geral: Denise Zenicola. Coreografias: Denise Zenicola e D\u00e9bora Campos<br \/>\nBailarinos\/Performers: \u00c1lvaro Santos, C\u00e1tia Costa, D\u00e9bora Campos, Gizele Alves e Isabela\u00a0Oliveira Percuss\u00e3o: Marcos Rum. Prepara\u00e7\u00e3o Corporal: Denise Zenicola e D\u00e9bora Campos. Prepara\u00e7\u00e3o Vocal: Leo Fran\u00e7a. Figurino e Adere\u00e7o: L\u00e9a Schmidt e Mirian Meee. Desenho de Luz: Pedro Struchiner. Edi\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo: Lucas Zenicola. Arte Gr\u00e1fica: Renata Giannattasio. Dire\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o: Tain\u00e1 Louven<\/p>\n<p>Projeto contemplado pela Funarte no Edital de Espet\u00e1culos de Artes C\u00eanicas e M\u00fasica 2018<\/p>\n<p><strong>De 02 a 06 de maio de 2018, quarta a domingo, \u00e0s 19h<\/strong><\/p>\n<p><strong>Teatro Cacilda Becker<\/strong><br \/>\nRua do Catete, 338, Largo do Machado \u2013 Catete \u2013 Rio de Janeiro (RJ)<\/p>\n<p>Ingressos: R$40. Meia entrada: R$20<\/p>\n<p><strong>Para participar da \u201cLista amiga\u201d (valor de meia-entrada) os interessados devem deixar seus nomes no mural do evento at\u00e9 as 14h do dia 02\/04, quarta-feira<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a class=\"first-child last-child\" title=\"Acesse a p\u00e1gina do Coletivo Muanes aqui\" rel=\"noopener\" href=\"https:\/\/pt-br.facebook.com\/coletivo.muanes.dancateatro\/\" target=\"_blank\"><strong>Acesse a p\u00e1gina do Coletivo Muanes aqui<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a class=\"first-child last-child\" title=\"Acesse aqui texto do Dr.\u00a0Kimbwand\u00e8nde Kia Bunseki Fu-Kiau\" rel=\"noopener\" href=\"https:\/\/estahorareall.files.wordpress.com\/2015\/07\/dr-bunseki-fu-kiau-a-visc3a3o-bantu-kongo-da-sacralidade-do-mundo-natural.pdf\" target=\"_blank\"><strong>Acesse aqui texto do Dr. <\/strong><strong>Kimbwand\u00e8nde Kia Bunseki Fu-Kiau<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em projeto contemplado pela Funarte no Edital de Espet\u00e1culos de Artes C\u00eanicas e M\u00fasica 2018,\u00a0\u00a0A montagemKatec\u00f4 \u2013 Dan\u00e7as Negras fica em cartaz no per\u00edodo de 2 a 6 de maio, no Teatro Cacilda Becker, no Largo do Machado \u2013 Catete. 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