{"id":33587,"date":"2012-03-26T14:00:06","date_gmt":"2012-03-26T17:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=33587"},"modified":"2012-03-26T14:00:06","modified_gmt":"2012-03-26T17:00:06","slug":"tradicao-judaica-e-tema-de-espetaculo-na-funarte-mg-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=33587","title":{"rendered":"Tradi\u00e7\u00e3o Judaica \u00e9 tema de espet\u00e1culo na Funarte MG"},"content":{"rendered":"<p id=\"internal-source-marker_0.0018697269367226044\" dir=\"ltr\">No dia 30 de mar\u00e7o, Belo Horizonte recebe o espet\u00e1culo A Carpa.  A partir de um texto in\u00e9dito, premiado em concurso promovido pela  Funarte, em 2004, a pe\u00e7a faz curt\u00edssima temporada na capital mineira.  Projeto foi selecionado pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura  2011\/2012.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Com texto de Denise Crispun e Melanie Dimantas, dire\u00e7\u00e3o do premiado diretor da TV Globo, Ary Coslov, com Ivone Hoffmann e Anna Cotrim no elenco, A Carpa coloca em quest\u00e3o uma gera\u00e7\u00e3o que rompeu com a tradi\u00e7\u00e3o e est\u00e1 em crise.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A  Carpa \u00e9 mais do que um peixe. \u00c9 um olhar enternecido e ir\u00f4nico sobre a  tradi\u00e7\u00e3o de um povo. Segundo as autoras, a pe\u00e7a foi escrita a quatro  m\u00e3os, cada uma trazendo suas hist\u00f3rias e frases familiares, mas, que  coladas, pareciam uma s\u00f3.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ivone  Hoffmann e Anna Cotrim se revezam em quatro pap\u00e9is, em duas \u00e9pocas e em  pa\u00edses diferentes: Brasil e R\u00fassia. Uma m\u00e3e que ainda carrega dentro de  si o seu pa\u00eds e as tradi\u00e7\u00f5es dos guetos e uma filha aculturada, que se  casou com um \u201cn\u00e3o judeu\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De  acordo com as atrizes, a pe\u00e7a foi escrita de um f\u00f4lego s\u00f3, \u201cimbu\u00eddas de  um desejo, talvez a princ\u00edpio inconsciente, de falarmos de uma quest\u00e3o  que parecia adormecida, nossa identidade judaica. Sempre nos intrigou o  que ainda carreg\u00e1vamos da Europa e das tradi\u00e7\u00f5es em nossas vidas t\u00e3o  laicas. E chegou uma idade em que viramos m\u00e3es e vimos no espelho os  rostos de nossas m\u00e3es. E pensamos: ser\u00e1 que isso sempre foi assim?  Filhas viram m\u00e3es e t\u00eam filhas que viram m\u00e3es e assim por diante&#8230; E o  que se repete nesse processo? O que se carrega de uma gera\u00e7\u00e3o para  outra? Quando falamos de quem \u00e9 a voz que ecoa? Quando nos encontramos  nunca imaginamos que escrever\u00edamos algo assim t\u00e3o pr\u00f3ximo de nossas  identidades. Em nossas conversas, as ra\u00edzes em comum tornaram-se cada  vez mais presentes quando nos lembr\u00e1vamos da nossa inf\u00e2ncia, dos nossos  pais e av\u00f3s que vieram fugidos da Europa em busca de um recome\u00e7o num  pa\u00eds livre. Eles vinham com esperan\u00e7a, mas traziam em suas malas a  R\u00fassia, a Pol\u00f4nia e a Bessar\u00e1bia. Queriam acima de tudo ser brasileiros,  mas n\u00e3o queriam ser g\u00f3is. N\u00f3s, as crian\u00e7as, pod\u00edamos nos misturar mas  n\u00e3o muito. E em Pessach, a p\u00e1scom judaica, t\u00ednhamos que saber cantar o  \u201cManishtan\u00e1\u201d, afirmam.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De  acordo com Ary Coslov, diretor de \u201cFina Estampa\u201d e ganhador dos Pr\u00eamios  Shell e APTR, em 2008, na categoria Melhor Dire\u00e7\u00e3o, pela pe\u00e7a  \u201cTrai\u00e7\u00e3o\u201d, o espet\u00e1culo aborda as diferen\u00e7as de gera\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s da  rela\u00e7\u00e3o de uma m\u00e3e e uma filha que confrontam suas vis\u00f5es do judaismo e,  mais que isso,\u00a0suas rela\u00e7\u00f5es afetivas. \u201cPoderiam ser crist\u00e3s,  mu\u00e7ulmanas, budistas, n\u00e3o importa. O que importa \u00e9 a resist\u00eancia do  amor, mesmo com a diferen\u00e7a de pontos de vista, das leis da religi\u00e3o e  da vida. O Pessach celebra a liberta\u00e7\u00e3o e, por extens\u00e3o, a busca por um  mundo melhor. \u00c9 isso o que fazem essas mulheres judias da pe\u00e7a, cada uma  a seu modo\u201d, afirma o diretor.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Sinopse:<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A  a\u00e7\u00e3o transcorre em um \u00fanico dia, v\u00e9spera de Pessach, a p\u00e1scoa judaica.  Em torno da feitura do peixe tradicional, m\u00e3e e filha confrontam com  humor amargo suas vis\u00f5es de mundo. Nos limites geogr\u00e1ficos de uma  cozinha, a m\u00e3e, cheia de certezas e valores imut\u00e1veis, e a filha, na  corda bamba entre o que lhe foi legado e o mundo em que vive, t\u00eam que  descobrir um afeto que, apesar de todas as diferen\u00e7as, existe adormecido  entre as duas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Sobre Pessach:<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A  celebra\u00e7\u00e3o de Pessach, a P\u00e1scoa judaica, representa um momento de muita  alegria para o povo judeu, pois relembra a fuga do Egito, onde os  judeus eram escravos. Comandados por Mois\u00e9s, caminharam quarenta anos\u00a0  pelo deserto. Toda uma gera\u00e7\u00e3o ficou pelo caminho e uma outra, nova, sem  as lembran\u00e7as da escravid\u00e3o, chegou \u00e0 Terra Prometida.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Espet\u00e1culo: A Carpa<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Classifica\u00e7\u00e3o: 10 anos<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Temporada: 30\/03 a 01\/04<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Hor\u00e1rio: Sexta e s\u00e1bado \u00e0s 20h e domingo \u00e0s 19h<\/p>\n<p>Local: Funarte MG<br \/>\nEndere\u00e7o: rua Janu\u00e1ria, n\u00ba 68, Floresta, Belo Horizonte<br \/>\nIngressos: R$12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia)<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dura\u00e7\u00e3o: 80 minutos<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es: (31) 3213-3084<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Ficha T\u00e9cnica:<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Autor: Denise Crispun e Melanie Dimantas<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dire\u00e7\u00e3o: Ary Coslov<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assistente de Dire\u00e7\u00e3o: Marcelo Aquino<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Elenco: Ivone Hoffmann e Anna Cotrim<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dire\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o: Celso Lemos<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Cen\u00e1rio: Marcos Flaksman<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ilumina\u00e7\u00e3o: Aur\u00e9lio de Simoni<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Figurino: Kalma Murtinho<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Trilha Sonora: Ary Coslov<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Programa\u00e7\u00e3o Visual: Carolina Montenegro<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Prepa\u00e7\u00e3o Corporal: Esther Weitzman<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assessoria de Imprensa: Luciana Rocha<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o Executiva: Lilian Bertin<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dire\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o: Celso Lemos<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Curr\u00edculos:<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Denise Crispun e Melanie Dimantas \u2013 autora<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">As  duas autoras escrevem, h\u00e1 mais de 25 anos, para cinema, teatro e TV.  Apesar de trajet\u00f3rias diferentes, \u201cA Carpa\u201d surgiu de um encontro e de  uma vontade de refletir sobre a quest\u00e3o judaica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Denise  nasceu no Rio de Janeiro e \u00e9 formada em hist\u00f3ria e tem seu trabalho  mais voltado para teatro infantil e adulto, literatura, roteiros  educativos e \u00e9 tamb\u00e9m colaboradora de novelas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Melanie  nasceu em S\u00e3o Paulo, \u00e9 soci\u00f3loga, escreve roteiros para cinema e  leciona na Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da PUC. \u00c9 consultora do Laborat\u00f3rio  SESC de Roteiros. Juntas escreveram tamb\u00e9m \u201cAcorda, Amanda\u201d, ainda  in\u00e9dita.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nAry Coslov \u2013 diretor<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nasceu  no Rio de Janeiro e come\u00e7ou sua carreira profissional como ator em 1963  com a pe\u00e7a \u201cAonde vais, Isabel?\u201d de Maria In\u00eas de Almeida, no Teatro  Jovem. At\u00e9 1980, participou de mais de 20 pe\u00e7as, tendo atua\u00e7\u00f5es  destacadas em \u201cA Tempestade\u201d de W.Shakespeare (1964), \u201cMortos sem  sepultura\u201d de Jean-Paul Sartre (1965), \u201cA Bossa da conquista\u201d de Ann  Jellicoe (1966), \u201cPequenos burgueses\u201d de Maksim Gorki (1967), \u201cJuventude  em crise\u201d de G. Bruckner (1968), \u201cTango\u201d de S.Mrozeck (1972), \u201cTitus  Andronicus\u201d de W.Shakespeare (1975) e \u201cA Fila\u201d Israel Horowitz (1979).  Como diretor, estreou em 1977 com \u201cPal\u00e1cio do tango\u201d de M.Irene Forn\u00e8s e  at\u00e9 hoje dirigiu mais de 15 pe\u00e7as, entre elas \u201cPedra, a trag\u00e9dia\u201d de  Mauro Rasi, Vicente Pereira e Miguel Falabella (1986), \u201cDona Rosita a  solteira\u201d de Garcia Lorca (1986), \u201cA Bossa da conquista\u201d de Ann Jellicoe  (1996), \u201cO Irresist\u00edvel sr.Sloane\u201d de Joe Orton (2001), \u201cPolaroides  expl\u00edcitas\u201d de Mark Ravenhill (2002) e \u201cTrai\u00e7\u00e3o\u201d de Harold Pinter  (2008), tendo recebido por essa \u00faltima os pr\u00eamios Shell e APTR,  Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro, ambos como melhor  diretor de teatro de 2008. Atuou na televis\u00e3o como ator em diversos  programas e novelas desde 1963 e como diretor \u00e0 partir de 1979, tendo  dirigido at\u00e9 hoje mais de 50 produ\u00e7\u00f5es, entre novelas, miniss\u00e9ries,  seriados, musicais etc, sendo a mais recente, \u201cFina Estampa\u201d, na TV  Globo.<\/p>\n<p><strong>Ivone Hoffmann \u2013 atriz<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Atriz e diretora de teatro. \u00c9 tamb\u00e9m professora de interpreta\u00e7\u00e3o e diretora geral na<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Casa  de Arte Laranjeiras \u2013 CAL. Seus principais trabalhos como atriz s\u00e3o:  Hedda Gabler, de Henrik Ibsen, dir\u00e7\u00e3o de Walter Lima Jr; O Rim, de  Patricia Mello, dire\u00e7\u00e3o de Elias Andreatto; Velhas Raposas, de Lillian  Hellman, dire\u00e7\u00e3o de Naum Alves de Souza; Med\u00e9ia, de Eur\u00edpedes, dire\u00e7\u00e3o  Bia Lessa; Como Aprendi \u00e0 dirigir um carro, de Paula Vogel, dire\u00e7\u00e3o  Felipe Hirsch; A Visita da velha senhora, de Friedrich Durrenmatt;  Tango, Bolero e Ch\u00e1 Ch\u00e1 Ch\u00e1, de Eloy Ara\u00fajo, dire\u00e7\u00e3o Bibi Ferreira, O  Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchekov, dire\u00e7\u00e3o de Ivan de Albuquerque,  entre muitos outros. Por sua interpreta\u00e7\u00e3o em Como Diria Montaigne, de  Wilson Say\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o de Luiz Arthur Nunes, recebeu o Pr\u00eamio Shell de  1995. Pelo conjunto de seus trabalhos como atriz de teatro foi agraciada  em Curitiba com o Pr\u00eamio de Melhor Atriz de teatro em 1981.<\/p>\n<p><strong>Anna Cotrinm &#8211; atriz<\/strong><br \/>\nAnna  Cotrim, atriz paulistana, come\u00e7ou a fazer aulas de teatro ainda em S\u00e3o  Paulo, no Teatro Escola Macuna\u00edna. Se mudou para o Rio de Janeiro no  final dos anos 70, ingressando nessa mesma \u00e9poca no Teatro O  Tabladode\u00a0Maria Clara Machado. Foi aluna e dirigida pela mestra do  teatro infantil em v\u00e1rios espet\u00e1culos. Nos anos 90 fez 3 espet\u00e1culos  junto a\u00a0Cia dos Atores, entre eles &#8220;A Bao A Qu (um lance de dados)&#8221; uma  das primeiras experi\u00eancias e pesquisas de linguagem da companhia. Ainda  em teatro, trabalhou tamb\u00e9m ao lado de\u00a0Augusto Boal, Alcione Ara\u00fajo,  Rubens |Corr\u00eaa\u00a0&#8230;<br \/>\nEm  sua trajet\u00f3ria no cinema tem os longas-metragens:\u00a0&#8220;Nosso Lar&#8221;\u00a0de\u00a0Wagner  de Assis (2009),\u00a0&#8220;\u00daltima Para 174&#8221;\u00a0de\u00a0Bruno Barreto (2008),\u00a0&#8220;Outras  Est\u00f3rias&#8221;\u00a0&#8211;\u00a0Pedro Bial (1999),\u00a0&#8220;Tieta do Agreste&#8221;, de\u00a0Cac\u00e1 Diegues  (1995),\u00a0&#8220;Lamarca&#8221;, de\u00a0S\u00e9rgio Rezende (1994)\u00a0e\u00a0&#8220;Era uma vez &#8230;&#8221;, do  Argentino\u00a0Arturo Uranga (1993).<br \/>\nSua  experi\u00eancia na TV come\u00e7ou em 1994, no programa\u00a0&#8220;Voc\u00ea Decide&#8221;, especial  de final de ano e contou com a dire\u00e7\u00e3o de\u00a0Roberto Talma. Participou das  novelas:\u00a0&#8220;Porto dos Milagres&#8221;\u00a0(2001),\u00a0&#8220;Agora \u00e9 que s\u00e3o  elas&#8221;\u00a0(2003),\u00a0&#8220;P\u00e1ginas da vida&#8221;\u00a0(2006),\u00a0&#8220;O Profeta&#8221;\u00a0(2007).<br \/>\nEm  2008, passou pelos programas:\u00a0&#8220;Toma, L\u00e1, D\u00e1, C\u00e1&#8221;,\u00a0&#8220;Malha\u00e7\u00e3o&#8221;,\u00a0&#8220;Duas  Caras&#8221;,\u00a0&#8220;Dicas de Um Sedutor&#8221;,\u00a0&#8220;Por Toda Minha Vida&#8221;\u00a0(sobre a vida de  Dolores Duran) e\u00a0&#8220;Fa\u00e7a sua Hist\u00f3ria&#8221;, todos na mesma emissora,\u00a0Rede  Globo.<br \/>\nDe  2008 a 2011, foi professora de interpreta\u00e7\u00e3o de teatro no\u00a0Grupo N\u00f3s do  Morro, na Comunidade do Vidigal. Dirigiu com seus alunos da turma de  2009\/2010 o espet\u00e1culo\u00a0&#8220;A Vida Como ela \u00e9&#8221;, baseda nos contos de\u00a0Nelson  Rodrigues.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 30 de mar\u00e7o, Belo Horizonte recebe o espet\u00e1culo A Carpa. A partir de um texto in\u00e9dito, premiado em concurso promovido pela Funarte, em 2004, a pe\u00e7a faz curt\u00edssima temporada na capital mineira. Projeto foi selecionado pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2011\/2012. 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