{"id":37199,"date":"2012-06-25T11:35:39","date_gmt":"2012-06-25T14:35:39","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=37199"},"modified":"2012-06-28T15:48:06","modified_gmt":"2012-06-28T18:48:06","slug":"a-analise-do-texto-teatral-de-joao-das-neves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=37199","title":{"rendered":"A an\u00e1lise do texto teatral, de Jo\u00e3o das Neves"},"content":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes lan\u00e7a na sexta-feira (29 de junho), \u00e0s 17h, na Funarte MG, o livro\u00a0<strong><em>A an\u00e1lise do texto teatral<\/em><\/strong>, de Jo\u00e3o das Neves, publicado pela editora Funarte. O evento contar\u00e1 com a presen\u00e7a do presidente Antonio Grassi.<\/p>\n<p>Utilizando-se de tr\u00eas textos da dramaturgia moderna \u2013 <em>Vestido de noiva<\/em>, de Nelson Rodrigues; <em>Os fuzis da Senhora Carrar<\/em>, de Bertold Brecht; e <em>O \u00faltimo carro<\/em>, de autoria pr\u00f3pria \u2013 das Neves procura desvendar todo o processo da cria\u00e7\u00e3o teatral. A partir de exemplos pr\u00e1ticos, prop\u00f5e exerc\u00edcios de an\u00e1lise do texto, envolvendo diferentes vis\u00f5es, seja dos diretores ou dos atores.<\/p>\n<p>&#8220;Recorram \u00e0 f\u00e1bula. Ela mostrar\u00e1 o que \u00e9 essencial, o que \u00e9 secund\u00e1rio e o que \u00e9 descart\u00e1vel&#8221;. Ela est\u00e1 no cerne do drama. E, na recomenda\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o das Neves, parafraseando Brecht, est\u00e1 a chave-tema de seu livro. Segundo ele, conhecer as estruturas do texto \u00e9 fundamental para a (re) cria\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo. Mas esta \u00e9 uma tarefa coletiva e pr\u00e1tica. Por isso, o livro \u00e9 tamb\u00e9m um convite ao processo de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Jo\u00e3o das Neves, a an\u00e1lise pode se dar por meio da divis\u00e3o do texto em seus aspectos mais significativos, esmiu\u00e7ando os dramas, contradi\u00e7\u00f5es, personagens principais e secund\u00e1rios, at\u00e9 que se chegue a um resultado coletivo, fruto da combina\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es do encenador e dos atores, contudo, n\u00e3o deve, jamais, deixar de se utilizar da pr\u00f3pria pr\u00e1tica teatral como terreno onde a an\u00e1lise poder\u00e1 se desenvolver. \u201cN\u00e3o se faz teatro na teoria, teatro se faz, fazendo. \u00c9 na alquimia do encenador e dos atores que a pe\u00e7a se d\u00e1, unindo-se a an\u00e1lise dos elementos e a intui\u00e7\u00e3o dos atores\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para contribuir, a obra traz ainda algumas defini\u00e7\u00f5es cr\u00edticas de termos e conceitos como cen\u00e1rio, di\u00e1logo, a\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica, divis\u00e3o da a\u00e7\u00e3o e personagens.<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o das Neves <\/strong>\u00e9 autor e diretor premiado, e desde in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960, vem deixando sua marca na cultura brasileira. Dirigiu o Teatro de Rua do Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE at\u00e9 o golpe de 1964 e foi um dos fundadores do Grupo Opini\u00e3o, marco da resist\u00eancia contra a Ditadura. Fez um curso de Pr\u00e1ticas em Ci\u00eancias Teatrais, na Alemanha, estagiando no setor de pe\u00e7as radiof\u00f4nicas da Westdeutscher Rundfunk. Dirigiu \u00f3peras contempor\u00e2neas como <em>Continente Zero <\/em>Hora, de Rufo Herrera e <em>Corpo <\/em>Santo, de Jorge Antunes. Roteirizou e dirigiu in\u00fameros shows com os nomes mais significativos da MPB. Escreveu e dirigiu <em>O \u00faltimo <\/em>carro, ganhador de mais de 20 pr\u00eamios, entre eles, o Golfinho de Ouro, tr\u00eas Moli\u00e8re, Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo, etc. \u00c9 autor ainda de <em>Mural mulher; Caf\u00e9 da manh\u00e3; O quintal, e A pandorga e a Lei. <\/em>Em 1986 fundou, no Acre, o Grupo Poronga, para o qual escreveu e dirigiu <em>Tributo a Chico <\/em>Mendes e <em>Cadernos de acontecimentos, <\/em>frutos de suas experi\u00eancias com seringueiros e ribeirinhos. Em 1991, concorre a uma das Bolsas Vitae, dedicando-se ent\u00e3o \u00e0s pesquisas junto \u00e0 Na\u00e7\u00e3o Kaxinaw\u00e1, das quais resultou <em>Yurai\u00e1, o rio do nosso corpo. <\/em>Como diretor, ator, professor, tradutor, escritor, iluminador teatral e radialista acumula ainda muitas experi\u00eancias.<\/p>\n<p>Quem quiser conferir, tem at\u00e9 o dia 29 de julho para assistir, no Teatro Glauce Rocha, no Rio, ao espet\u00e1culo <em>Besouro Cord\u00e3o de Ouro<\/em>, primeiro texto para teatro de Paulo C\u00e9sar Pinheiro, com dire\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o das Neves. \u00a0O espet\u00e1culo fica em cartaz de quinta a s\u00e1bado, \u00e0s 19h; e domingo, \u00e0s 18h.<\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><strong><em>A an\u00e1lise do texto teatral<br \/>\n<\/em><\/strong>De Jo\u00e3o das Neves<br \/>\nEditora: Funarte<br \/>\n120 p\u00e1ginas<br \/>\nISBN 978-85-7507-137-3<\/p>\n<p>Lan\u00e7amento<br \/>\n<strong>29 de junho, sexta-feira, \u00e0s 17h<br \/>\n<\/strong><strong>Informa\u00e7\u00f5es: (31) 3213.7112<br \/>\n<\/strong><strong>Funarte MG<br \/>\n<\/strong>Rua Janu\u00e1ria, 68 \u2013 Floresta \u2013 Belo Horizonte, MG.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes lan\u00e7a na sexta-feira (29 de junho), \u00e0s 17h, na Funarte MG, o livro\u00a0A an\u00e1lise do texto teatral, de Jo\u00e3o das Neves, publicado pela editora Funarte. 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