{"id":50904,"date":"2013-05-24T17:43:32","date_gmt":"2013-05-24T20:43:32","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=50904"},"modified":"2013-05-27T11:12:08","modified_gmt":"2013-05-27T14:12:08","slug":"%e2%80%98azulejos-em-lisboa-%e2%80%93-azulejos-em-brasilia%e2%80%99-sera-inaugurada-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=50904","title":{"rendered":"\u2018Azulejos em Lisboa \u2013 Azulejos em Bras\u00edlia\u2019 ser\u00e1 inaugurada em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o Athos Bulc\u00e3o, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes &#8211; Funarte, inaugura a mostra <em>Azulejos em Lisboa \u2013 Azulejos em Bras\u00edlia,<\/em> na ter\u00e7a-feira, 28 de maio, no Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, Portugal, como parte das comemora\u00e7\u00f5es do<em> <\/em>Ano do Brasil em Portugal 2013<em>.<\/em> A exposi\u00e7\u00e3o tra\u00e7a um paralelo entre obras brasileiras e portuguesas, possibilitando um passeio que desconsidera dist\u00e2ncias hist\u00f3ricas e geogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>A mostra\u00a0<em>Azulejos em Lisboa \u2013 Azulejos em Bras\u00edlia<\/em> \u00e9 um recorte da obra do artista Athos Bulc\u00e3o em di\u00e1logo com a azulejaria portuguesa, e ressalta as caracter\u00edsticas diversas entre as obras brasileiras e portuguesas: as semelhan\u00e7as compositivas, as paletas de cores, as evoca\u00e7\u00f5es aproximativas entre imagens, a l\u00f3gica do processo de montagem. Tamb\u00e9m revela a frui\u00e7\u00e3o da obra naquilo que lhe \u00e9 intr\u00ednseco:\u00a0as possibilidades est\u00e9ticas da composi\u00e7\u00e3o modular. <em>Azulejos em Lisboa \u2013 Azulejos em Bras\u00edlia <\/em>ficar\u00e1 aberta ao p\u00fablico de 29 de maio a 28 de julho de 2013, com entrada franca.<\/p>\n<p><strong>Sobre Athos Bulc\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Athos Bulc\u00e3o foi o principal representante da azulejaria brasileira, e conviveu, aprendeu e foi influenciado por mestres do modernismo, da arquitetura e do urbanismo, como Oscar Niemeyer, C\u00e2ndido Portinari, Burle Marx, L\u00facio Costa, H\u00e9lio Uch\u00f4a, \u00cdtalo Campofiorito, Jo\u00e3o Figueiras Lima e Glauco Campello, entre outros. Companheiro de tantos artistas tornou-se, ele pr\u00f3prio, refer\u00eancia em arte e composi\u00e7\u00e3o modular. Sua obra, que tem fundamento no estilo barroco, espalhou-se por todo o territ\u00f3rio brasileiro, em pain\u00e9is marcantes que n\u00e3o apenas adornam projetos arquitet\u00f4nicos, mas unem-se fisiologicamente \u00e0 constru\u00e7\u00e3o,\u00a0 fornecendo movimento e personalidade. Principalmente ao lado de Oscar Niemeyer, Athos Bulc\u00e3o\u00a0tamb\u00e9m assinou importantes obras na sede do Partido Comunista franc\u00eas, Universidade da Arg\u00e9lia e muitas outras.<\/p>\n<p>Um dos primeiros trabalhos de Athos Bulc\u00e3o foi, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, em Belo Horizonte. O artista colaborou com C\u00e2ndido Portinari, na confec\u00e7\u00e3o dos azulejos de seu painel expressionista para a igreja de S\u00e3o Francisco de Assis, na Pampulha. A azulejaria, principalmente a interna, mantinha um di\u00e1logo direto com as obras barrocas portuguesas, tanto na t\u00e9cnica como na paleta de cores. A inspira\u00e7\u00e3o vem dos azulejos do s\u00e9culo XVIII, influenciados pela porcelana da Companhia das \u00cdndias, sempre em tons azul e branco.<\/p>\n<p>Nos anos 1950, Athos Bulc\u00e3o juntou-se a L\u00facio Costa, Niemeyer e Burle Marx para a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. Inaugurada em 1960, a capital ganhou obras de azulejo na Igrejinha de Nossa Senhora de F\u00e1tima e no Bras\u00edlia Palace Hotel. Seguiram-se pain\u00e9is impressionantes em diversos edif\u00edcios p\u00fablicos, como o Congresso Nacional, o Pal\u00e1cio Itamaraty e a fachada do Teatro Nacional, na Esplanada dos Minist\u00e9rios.<\/p>\n<p>Obras da nova capital foram enriquecidas pelo conceito de \u201ccria\u00e7\u00e3o coletiva\u201d, que Athos desenvolveu ao longo de sua carreira. Alguns pain\u00e9is tinham a interven\u00e7\u00e3o inclusiva dos oper\u00e1rios que participavam de sua constru\u00e7\u00e3o. Os ladrilheiros tamb\u00e9m ajudavam na composi\u00e7\u00e3o, criando, por vezes, formas abstratas, sem desenhos precisos. Dispostos aleatoriamente compunham uma irregularidade r\u00edtmica com as formas e cores.<\/p>\n<p>O trabalho de\u00a0Athos Bulc\u00e3o\u00a0conferiu alma a Bras\u00edlia, com sua ex\u00edmia capacidade de interven\u00e7\u00e3o da arte na arquitetura, utilizando o azulejo e as inova\u00e7\u00f5es de seu uso, avan\u00e7ando em formas geom\u00e9trico-abstratas. Ele \u00e9 o artista da capital. As obras que realizou foram feitas para o conv\u00edvio com a popula\u00e7\u00e3o e carregam a considera\u00e7\u00e3o pela cidade e seus habitantes.<\/p>\n<p>Athos Bulc\u00e3o nasceu no Catete, Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1918, e passou a inf\u00e2ncia em uma casa ampla em Teres\u00f3polis. Foi amigo de alguns dos mais importantes artistas brasileiros modernos, os maiores respons\u00e1veis por sua forma\u00e7\u00e3o. Carlos Scliar, Jorge Amado, Pancetti, Enrico Bianco \u2013 que o apresentou a Burle Marx, Milton Dacosta, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Ceschiatti, Manuel Bandeira, entre outros.<\/p>\n<p>Sua trajet\u00f3ria art\u00edstica \u00e9 especialmente consagrada ao p\u00fablico que entra em contato com sua obra em situa\u00e7\u00f5es cotidianas, quando passa para ir ao trabalho, \u00e0 escola ou simplesmente passeia pela cidade, impregnada pela sua obra, que &#8220;real\u00e7a&#8221; o concreto da arquitetura de Bras\u00edlia. Athos Bulc\u00e3o faleceu, na capital federal, no dia 31 de julho de 2008, aos 90 anos.<\/p>\n<p><strong><em>\u2018Azulejos em Lisboa\u00a0\u2013<\/em><\/strong><strong><em> Azulejos em Bras\u00edlia\u2019<br \/>\n<\/em><\/strong>Em comemora\u00e7\u00e3o ao<em> <\/em>Ano do Brasil em Portugal\u00a02013<strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\nAbertura: <strong>28 de maio, 19h (para convidados)<br \/>\n<\/strong>Local:\u00a0<strong>Museu Nacional do Azulejo \u2013 Lisboa, Portugal<br \/>\n<\/strong>Exposi\u00e7\u00e3o: <strong>29 de maio a 28 de julho de 2013<br \/>\n<\/strong><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Curadoria: Mar\u00edlia Panitz<br \/>\nProjeto Expogr\u00e1fico:\u00a0Caetano Albuquerque<br \/>\nPatroc\u00ednio: Grupo CCR<br \/>\nRealiza\u00e7\u00e3o: Funda\u00e7\u00e3o Athos Bulc\u00e3o<br \/>\nIncentivo: Lei de Incentivo a Cultura &#8211; Minist\u00e9rio da Cultura do Brasil &#8211; Governo Federal<br \/>\nApoio: Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte\/Minist\u00e9rio da Cultura do Brasil\/Embaixada do Brasil em Portugal\u00a0e\u00a0Gabinete C<\/p>\n<p>Entrada\u00a0franca<br \/>\nClassifica\u00e7\u00e3o:\u00a0Livre para todos os p\u00fablicos<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es<br \/>\n<strong>(61) 3322 7801<br \/>\n<a href=\"mailto:fundathos@fundathos.org.br\" target=\"_blank\">fundathos@fundathos.org.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.fundathos.org.br\/\">http:\/\/www.fundathos.org.br<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o Athos Bulc\u00e3o, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes &#8211; Funarte, inaugura a mostra Azulejos em Lisboa \u2013 Azulejos em Bras\u00edlia, na ter\u00e7a-feira, 28 de maio, no Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, Portugal, como parte das comemora\u00e7\u00f5es do Ano do Brasil em Portugal 2013. 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