{"id":55946,"date":"2013-09-17T16:47:32","date_gmt":"2013-09-17T19:47:32","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=55946"},"modified":"2013-11-06T17:24:03","modified_gmt":"2013-11-06T19:24:03","slug":"bienal-de-musica-brasileira-contemporanea-entrevista-com-flavio-silva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=55946","title":{"rendered":"Bienal de M\u00fasica Brasileira Contempor\u00e2nea: entrevista com Fl\u00e1vio Silva"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: medium;\">A XX Bienal de M\u00fasica Brasileira Contempor\u00e2nea \u2013 considerada a mais abrangente mostra da M\u00fasica Erudita Brasileira, ocorrer\u00e1 no per\u00edodo de 27 de setembro a 5 de outubro, no Sal\u00e3o Leopoldo Miguez, da Escola de M\u00fasica da Universidade Federal do Rio de Janeiro \u2013 UFRJ e no dia 6 de outubro, no Theatro Municipal. Nesta entrevista, o respons\u00e1vel pela Bienal, Fl\u00e1vio Silva, music\u00f3logo da Academia Brasileira de M\u00fasica e coordenador de m\u00fasica erudita da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte, realizadora do evento, fala sobre as novidades desta edi\u00e7\u00e3o do evento e sobre o panorama da m\u00fasica cl\u00e1ssica no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><strong>Fl\u00e1vio, a Bienal desse ano contar\u00e1 com nove concertos: oito na Escola de M\u00fasica da UFRJ e o \u00faltimo, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Quais s\u00e3o as novidades dessa XX Bienal?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Do lado dos int\u00e9rpretes, teremos um septeto de violoncelos de Uberl\u00e2ndia (Minas Gerais) e dois conjuntos de S\u00e3o Paulo: o Quarteto Camargo Guarnieri e o duo Kontakte. As Bienais apresentaram pouqu\u00edssimas obras para \u00f3rg\u00e3o; nesta, ser\u00e3o duas: uma em di\u00e1logo com percuss\u00e3o, e outra com um conjunto de sopros. A OSB \u2013 \u00d3pera &amp; Repert\u00f3rio faz sua estreia na s\u00e9rie.  A grande novidade, por\u00e9m, \u00e9 a difus\u00e3o dos concertos pela internet, e a divulga\u00e7\u00e3o dessa difus\u00e3o junto a institui\u00e7\u00f5es musicais de todo o mundo, inclusive com informa\u00e7\u00f5es bil\u00edngues.  Essa difus\u00e3o \u00e9 pensada como uma forma de apoiar a presen\u00e7a da m\u00fasica, do compositor e do int\u00e9rprete brasileiro em escala global.<\/span><\/p>\n<p><strong>Quantas obras foram recebidas e em quais categorias foram divididas?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Foram ao todo recebidas 534 obras para o concurso, que aprovou 33. Se acrescentamos a estas as 39 obras encomendadas, temos 72 em estreia mundial, divididas em seis categorias: orquestras sinf\u00f4nica, de c\u00e2mara e de cordas; conjuntos de seis a dez int\u00e9rpretes; conjuntos de tr\u00eas a cinco int\u00e9rpretes, incluindo coro; solos e duos. As obras de m\u00fasica eletroac\u00fastica e acusm\u00e1tica aparecem nas tr\u00eas \u00faltimas categorias.<\/span><\/p>\n<p><strong>Qual a distin\u00e7\u00e3o entre as obras concursadas e as encomendadas?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">De certa forma, todas as 72 obras s\u00e3o encomendas, pois o concurso tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de encomenda \u2013 s\u00f3 que indireta. No concurso, temos a entrega de partituras para serem analisadas por uma comiss\u00e3o de sele\u00e7\u00e3o, que seleciona as que considera mais apropriadas para serem premiadas. Quanto \u00e0s encomendas propriamente ditas, elas s\u00e3o, em geral, feitas por escolha pessoal de dirigentes de institui\u00e7\u00f5es culturais privadas. Como a Funarte \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o publico, inventamos uma forma de encomendar obras a partir de uma elei\u00e7\u00e3o, onde 67 m\u00fasicos, com participa\u00e7\u00f5es expressivas em Bienais, indicaram, cada um, 10 nomes. As 670 indica\u00e7\u00f5es recebidas beneficiaram cerca de 90 compositores; somando os votos concedidos a cada um deles, chegou-se \u00e0 defini\u00e7\u00e3o dos 40 mais votados e que foram contemplados com encomenda de obra.<\/span><\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea v\u00ea a produ\u00e7\u00e3o da m\u00fasica erudita atualmente no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 muito interessante observar como jovens se interessam pelo estudo e cria\u00e7\u00e3o de obras musicais que dificilmente d\u00e3o algum ibope. As tend\u00eancias s\u00e3o muito variadas; parece haver uma rejei\u00e7\u00e3o crescente a dogmatismos tradicionalistas ou vanguardistas, e isso \u00e9 muito salutar. Antes, havia uma esp\u00e9cie de imperativo de defender id\u00e9ias; agora, \u00e9 como se fosse mais importante se expressar, utilizando os mais variados recursos possibilitados pelas diferentes est\u00e9ticas e t\u00e9cnicas de composi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><strong>Como ficou a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dos compositores nessa Bienal?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o h\u00e1 segredo, nem mist\u00e9rio, nem distin\u00e7\u00e3o ou prefer\u00eancia: onde h\u00e1 ensino e pr\u00e1tica musicais sistem\u00e1ticos e de qualidade, na \u00e1rea da m\u00fasica erudita, aparecem os compositores que se destacam. Na falta deste ensino e desta pr\u00e1tica, o resultado s\u00f3 pode ser coerente com tal car\u00eancia. S\u00e3o essas realidades que fazem com que as regi\u00f5es Sul e Sudeste sejam as que mais compositores abrigam. No Nordeste, o ensino aprofundado de composi\u00e7\u00e3o  desenvolveu-se somente na Para\u00edba e na Bahia. Os quatro estados com maior quantidade de compositores apresentam caracter\u00edsticas diferentes: a vida musical no Rio de Janeiro e na Bahia est\u00e1 centrada nas capitais; no Paran\u00e1 e, sobretudo, em S\u00e3o Paulo, ela \u00e9 mais descentralizada.<\/span><\/p>\n<p><strong>As Bienais, que come\u00e7aram em 1975, em 2015, completar\u00e3o 40 anos. Haver\u00e1 alguma mudan\u00e7a comemorativa nesse ano?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A Bienal de 2011 j\u00e1 trouxe uma enorme mudan\u00e7a: pela primeira vez, todas as obras apresentadas foram pagas. Na de 2013, pode-se comemorar como uma nova vit\u00f3ria a difus\u00e3o mundial das obras apresentadas pela internet, acrescida de intensa propaganda dessa difus\u00e3o \u2013 pois n\u00e3o basta divulgar pela rede mundial: \u00e9 preciso que os poss\u00edveis interessados saibam dessa propaga\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><strong>O ensino regular de m\u00fasica deveria fazer parte do curr\u00edculo escolar?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O que foi proposto e decidido, salvo engano meu, foi a educa\u00e7\u00e3o musical obrigat\u00f3ria. O grande problema ser\u00e1 decidir o que essa educa\u00e7\u00e3o significa, considerando-se a enorme extens\u00e3o territorial do pa\u00eds e sua diversidade musical. Creio que o essencial seja a pr\u00e1tica da m\u00fasica, a sua viv\u00eancia e n\u00e3o o ensino de como ler uma pauta musical. As crian\u00e7as primeiro aprendem a falar, e s\u00f3 depois \u00e9 que s\u00e3o iniciadas \u00e0 leitura; a educa\u00e7\u00e3o musical na escola dispensa o ensino te\u00f3rico de m\u00fasica. O que me parece mais importante, no entanto, \u00e9 a pr\u00e1tica de alguma atividade art\u00edstica colaborativa. E nesse sentido, tanto a m\u00fasica como o teatro e a dan\u00e7a podem ser vistos como igualmente importantes para a sensibiliza\u00e7\u00e3o dos educandos, para o trabalho solid\u00e1rio, para o fortalecimento da aten\u00e7\u00e3o individual.<\/span><\/p>\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia da realiza\u00e7\u00e3o das Bienais no panorama da m\u00fasica erudita nacional e internacional?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">At\u00e9 o momento presente, as Bienais t\u00eam uma import\u00e2ncia muito mais nacional do que internacional. Elas incorporaram uma caracter\u00edstica fundamental, que \u00e9 a da recusa a qualquer sectarismo est\u00e9tico ou ideol\u00f3gico. Sua continuidade \u00e9, por si s\u00f3, um fator de est\u00edmulo para a cria\u00e7\u00e3o e para a interpreta\u00e7\u00e3o de obras musicais novas. Al\u00e9m do mais, todos os compositores que delas participam s\u00e3o convidados para vir ao Rio de Janeiro assistir \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de suas obras, o que permite encontros que dificilmente ocorreriam de outra forma. Volto a falar da import\u00e2ncia da difus\u00e3o via internet dos concertos das Bienais: agora, eles podem ser ouvidos em todo o Brasil, o que antes n\u00e3o ocorria. E como internet representa mundializa\u00e7\u00e3o, s\u00f3 agora \u00e9 que as Bienais podem passar a ter um real papel internacional na difus\u00e3o das obras de nossos criadores.<\/span><\/p>\n<p><strong>Na XII Bienal \u2013 de  25 de outubro a 4 de novembro de 1997, o articulista Cl\u00e1udio Cordovil escreveu no artigo Arte do ru\u00eddo desafia ortodoxia musical, do Jornal do Brasil, do dia 3 de novembro, que \u201ca nossa escuta ainda \u00e9 d\u00e9bil e amestrada\u201d. Ele assistiu \u00e0 infinidade de inusitadas e instigantes \u201cpaisagens sonoras\u201d de m\u00fasica eletroac\u00fastica apresentada. Escreveu: \u201ctrata-se de uma experi\u00eancia para destravar portas da percep\u00e7\u00e3o outrora emperradas e \u00e9 o sonoro a desafiar e esgar\u00e7ar as fronteiras do musical\u201d. Para ele, &#8220;a m\u00fasica eletroac\u00fastica atinge a alma em recantos banidos pela tradi\u00e7\u00e3o musical, que acomodou ouvidos por dois s\u00e9culos, que v\u00e3o de Bach a Verdi&#8221;.  Ele destacou o trabalho de difus\u00e3o de Rodolfo Caesar, que \u201cest\u00e1 para a mesa de som, assim como Glenn Gould est\u00e1 para o piano\u201d. Vc concorda com essa leitura e ponto de vista, sobre a m\u00fasica eletroac\u00fastica?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o gosto da id\u00e9ia de que as pessoas tenham que se esfor\u00e7ar para seguir as especula\u00e7\u00f5es sonoras de A ou de B. A evolu\u00e7\u00e3o do ouvido, tanto do espectador quanto do criador, se processava numa esp\u00e9cie de paralelismo. Nem poderia ser de outra forma: n\u00e3o era poss\u00edvel ser compositor sem ter p\u00fablico. O repertorio dos sons dispon\u00edveis em sistemas organizados para a cria\u00e7\u00e3o musical sofria poucas muta\u00e7\u00f5es, e estas vinham num ritmo que facilitava sua aceita\u00e7\u00e3o e assimila\u00e7\u00e3o, possibilitando a cria\u00e7\u00e3o de obras a partir de linguagens socialmente elaboradas e aceitas. \u00c9 certo que, a partir do in\u00edcio do sec. XIX, as artes musicais se modificaram numa rapidez que n\u00e3o encontra paralelo em nenhuma outra \u00e9poca. N\u00e3o h\u00e1, por\u00e9m, como comparar modifica\u00e7\u00f5es trazidas por Debussy e Stravinski com as que passaram a ser poss\u00edveis a partir das manipula\u00e7\u00f5es propiciadas pelo tratamento eletr\u00f4nico dos sons. No primeiro caso, as modifica\u00e7\u00f5es, de alguma forma, se inseriam em sistemas j\u00e1 assimilados pelos ouvintes; quanto \u00e0 m\u00fasica eletr\u00f4nica, ela n\u00e3o era vincul\u00e1vel a nenhuma linguagem musical previamente conhecida e, sobretudo, vivenciada. As portas da percep\u00e7\u00e3o musical sempre foram sendo alargadas \u2013 mas aos poucos, ainda que com alguns sobressaltos. N\u00e3o acho razo\u00e1vel pretender que as pessoas tenham que aceitar os experimentos com sons eletr\u00f4nicos como sendo obras musicais, ao mesmo t\u00edtulo que as elaboradas a partir de ra\u00edzes solidamente estabelecidas e, sobretudo, vivenciadas. Mas o alargamento do material sonoro \u00e9 irrevers\u00edvel e levou, inclusive, a novas formas de tratar os instrumentos musicais tradicionais na orquestra sinf\u00f4nica. O que me parece importante \u00e9 n\u00e3o acreditar em defini\u00e7\u00f5es do que deva ser a m\u00fasica, ou de como ela deva ser.  Prefiro a posi\u00e7\u00e3o de meu professor Jacques Chailley que, numa pol\u00eamica com Pierre Boulez, dizia: \u201cParem de brandir um livro de receitas! Sirvam-me um bom prato!\u201d. J\u00e1 tive prazer auditivo com obras eletroac\u00fasticas; isso \u00e9 o que me interessa.<\/span><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/musica\/bienal-de-musica-da-funarte-comeca-dia-27-com-mais-de-70-obras-ineditas\/\">Leia a mat\u00e9ria sobre a XX Bienal de M\u00fasica Brasileira Contempor\u00e2nea aqui<\/a><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O evento \u00e9 realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes &#8211; Funarte<br \/>\nMinist\u00e9rio da Cultura<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A XX Bienal de M\u00fasica Brasileira Contempor\u00e2nea \u2013 considerada a mais abrangente mostra da M\u00fasica Erudita Brasileira, ocorrer\u00e1 no per\u00edodo de 27 de setembro a 5 de outubro, no Sal\u00e3o Leopoldo Miguez, da Escola de M\u00fasica da Universidade Federal do Rio de Janeiro \u2013 UFRJ e no dia 6 de outubro, no Theatro Municipal. Nesta&hellip; <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=55946\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">Bienal de M\u00fasica Brasileira Contempor\u00e2nea: entrevista com Fl\u00e1vio Silva<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":81,"featured_media":55961,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[558,1071],"class_list":["post-55946","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica","tag-bienal-de-musica","tag-xx-bienal-de-musica","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/55946","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/81"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=55946"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/55946\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55948,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/55946\/revisions\/55948"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/55961"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=55946"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=55946"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=55946"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}