{"id":56248,"date":"2013-09-25T14:27:28","date_gmt":"2013-09-25T17:27:28","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=56248"},"modified":"2013-09-25T15:20:11","modified_gmt":"2013-09-25T18:20:11","slug":"sincretismo-religioso-e-lendas-de-belem-pa-sao-retratados-na-leitura-dramatica-%e2%80%98o-santo-espantalho%e2%80%99-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=56248","title":{"rendered":"Sincretismo religioso e lendas de Bel\u00e9m (PA) s\u00e3o retratados na leitura dram\u00e1tica \u2018O Santo Espantalho\u2019, no Rio"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;O Santo Espantalho&#8221;, segunda pe\u00e7a do <em>Ciclo de Leituras Dram\u00e1ticas da Funarte,<\/em> encenada na noite da \u00faltima ter\u00e7a-feira (24\/9), levou ao palco da Sala Sidney Miller, no Rio, os alunos da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Sob a dire\u00e7\u00e3o de Luiz Fernando Lobo, a pe\u00e7a retrata a hist\u00f3ria de dois compadres: Luiz e Joventino, trabalhadores de ro\u00e7ado e companheiros de farra, e os falsos milagres ap\u00f3s a morte de um deles. Prestigiaram a apresenta\u00e7\u00e3o o  presidente da Funarte, Guti Fraga, a diretora executiva  Myriam Lewin, o coordenador da CGPA (Coordena\u00e7\u00e3o Geral de Planejamento e Administra\u00e7\u00e3o), Paulo Grij\u00f3, a coordenadora de Teatro,  Heloisa Vinad\u00e9, entre outros convidados.<\/p>\n<p>A ideia de levar aos palcos textos premiados pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte foi do presidente da institui\u00e7\u00e3o, Guti Fraga, que acompanha toda a prepara\u00e7\u00e3o e, ainda, a interpreta\u00e7\u00e3o da obra, juntamente com o Centro de Artes C\u00eanicas da Funda\u00e7\u00e3o. As leituras acontecem sempre \u00e0s ter\u00e7as-feiras, \u00e0s 18h30, na Sala Funarte  Sidney Miller, Centro do Rio.<\/p>\n<p>\u2018O Santo Espantalho\u2019, de autoria de Carlos Alberto Bitencourt, foi contemplado pela institui\u00e7\u00e3o, em 2003, no Pr\u00eamio Funarte de Dramaturgia, categoria Teatro Adulto \u2013 Regi\u00e3o Norte. No texto, repleto de humor e cr\u00edtica, um espantalho \u00e9 confeccionado para homenagear o amigo morto e \u00e9 colocado no meio da planta\u00e7\u00e3o para afugentar os passarinhos. Entretanto, Pai Serafim, catador de tralhas e interpretado pelo diretor do espet\u00e1culo, Luiz Fernando Lobo, considerando o seu achado uma apari\u00e7\u00e3o sagrada no meio do mato, atribui ao espantalho a condi\u00e7\u00e3o de santo milagreiro e n\u00e3o se limita apenas a lev\u00e1-lo para sua tenda de umbanda, mas espalha de um canto a outro da cidade os \u2018falsos milagres\u2019 do santo espantalho. A\u00ed come\u00e7a o confronto entre ele e o p\u00e1roco, vivido por Clauser Macieski, da Funarte. Com interesses escusos, o padre leva o \u2018santo\u2019 para sua igreja, alegando ser o local mais apropriado.<\/p>\n<p>Lembran\u00e7as folcl\u00f3ricas e evoca\u00e7\u00f5es tradicionais e l\u00fadicas da terra natal do autor, Bel\u00e9m do Par\u00e1, tamb\u00e9m s\u00e3o utilizadas na obra. O elenco foi formado por Carolina Dessandre (Idalina); Beto Rossi (Luiz); Monique Vaille (Erondina); Fabio de Deus (Erismar e sacrist\u00e3o); Carolina Godinho (Oscarina); Nirley Lacerda, como Bentina; al\u00e9m dos atores como \u2018Povo\u2019 e \u2018Coro\u2019.\u00a0 Luiz Fernando Lobo destacou a import\u00e2ncia desta iniciativa da Funarte de interpretar textos premiados e, ainda, trabalhar com jovens talentos nas artes c\u00eanicas: \u201c\u2018\u00c9 a primeira vez que trabalho com eles (alunos da CAL), foi bem bacana. O texto \u00e9 interessante. Enfim, este tipo de leitura \u00e9 importante porque voc\u00ea coloca textos que a gente n\u00e3o conhece e o p\u00fablico tamb\u00e9m passa a conhecer\u201d, ressalta o diretor.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre o diretor<\/strong><br \/>\nLuiz Fernando Lobo \u00e9 diretor art\u00edstico e fundador da Companhia Ensaio Aberto. Dramaturgo, ator e professor de interpreta\u00e7\u00e3o, realizou cursos em diversos pa\u00edses e participou de v\u00e1rios festivais internacionais. Em cinema, trabalhou com o diretor Silvio Tendler. Dentre os trabalhos mais importantes, dirigiu Tambores da Noite, Cemit\u00e9rio dos Vivos, Cabar\u00e9 Youkali, A M\u00e3e, Companheiros, Morte e Vida Severina, Missa dos Quilombos, Havana Caf\u00e9 e Olga Ben\u00e1rio: um breve futuro. Codirigiu com S\u00e9rgio Britto as \u00f3peras Judas em S\u00e1bado de Aleluia e II Campanello. Codirigiu com Jo\u00e3o das Neves a Missa dos Quilombos, de Milton Nascimento, num espet\u00e1culo de rua reunindo os mais importantes atores negros do Brasil, nos 100 anos da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura.<\/p>\n<p>Em 2002, ganhou o Pr\u00eamio Golfinho de Ouro pelo reconhecimento do conjunto de sua obra. Em 2007, dirigiu o show da posse do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Em 2008 e 2009, dirigiu o Pr\u00eamio Ordem do M\u00e9rito Cultural, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Teatro Casa Grande, respectivamente. Em 2009, dirigiu a Terceira Jornada de Inclus\u00e3o da Pessoa com Defici\u00eancia, no Pal\u00e1cio das Artes, em Belo Horizonte. Dirigiu 30 filmes para a campanha \u201cIgual a voc\u00ea\u201d, contra o estigma e o preconceito \u2013 uma iniciativa do Programa Conjunto das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre HIV\/Aids \u2013 UNAIDS; ACNUR; UNESCO; UNIFEM E UNODC. Em 2010, dirigiu Terra de Livres, numa produ\u00e7\u00e3o de Marcello Dantas, um espet\u00e1culo de rua com 120 atores, em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, e o espet\u00e1culo de abertura da 3\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Cultura.<\/p>\n<p><strong>Sobre o Ciclo de Leituras Dram\u00e1ticas<\/strong><br \/>\nO objetivo \u00e9 levar aos palcos textos da dramaturgia brasileira contempor\u00e2nea premiados pela Funarte. As pe\u00e7as que integram a programa\u00e7\u00e3o foram vencedoras do Pr\u00eamio Funarte de Dramaturgia entre 2003 e 2005. Apresentado sempre \u00e0s ter\u00e7as-feiras, \u00e0s 18h30, na Sala Sidney Miller, o Ciclo vai at\u00e9 dezembro, com entrada gratuita. A pr\u00f3xima leitura ser\u00e1 da pe\u00e7a \u2018A filha do teatro\u2019, de Lu\u00eds Augusto da Veiga Reis, no dia 1\u00ba de outubro. A programa\u00e7\u00e3o estreou no dia 17 de setembro, com a interpreta\u00e7\u00e3o de \u2018Pierrot\u2019, de Paschoal Carlos Magno. O elenco foi formado somente por servidores e colaboradores da Funarte. O diretor do Centro de Artes C\u00eanicas, Antonio Gilberto, dirigiu a montagem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O Santo Espantalho&#8221;, segunda pe\u00e7a do Ciclo de Leituras Dram\u00e1ticas da Funarte, encenada na noite da \u00faltima ter\u00e7a-feira (24\/9), levou ao palco da Sala Sidney Miller, no Rio, os alunos da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). 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