{"id":57643,"date":"2013-10-16T13:38:57","date_gmt":"2013-10-16T16:38:57","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=57643"},"modified":"2013-10-16T13:46:44","modified_gmt":"2013-10-16T16:46:44","slug":"funarte-mg-abre-as-portas-para-o-fan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=57643","title":{"rendered":"Funarte MG abre as portas para o FAN"},"content":{"rendered":"<p>Neste m\u00eas, Belo Horizonte se transforma na capital da arte e cultura negra. De 22 a 27 de outubro, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura, promove a 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>Festival de Arte Negra \u2013 FAN<\/strong>resgatando a for\u00e7a regional que o caracteriza como um dos maiores festivais dedicados \u00e0 arte e \u00e0 cultura negra fora do continente africano. \u201cDepois de acompanhar de perto todas as edi\u00e7\u00f5es do FAN, sentimos que era o momento de trabalhar de dentro para fora, n\u00e3o perdendo as refer\u00eancias internacionais que fazem parte de sua hist\u00f3ria, continuando a promover o interc\u00e2mbio cultural entre pa\u00edses, mas valorizando os talentos locais e regionais que sempre foram a base do festival\u201d, explica Maur\u00edcio Tizumba, diretor art\u00edstico do 7\u00b0 FAN.<\/p>\n<p>A escolha do tema\u00a0<em>Um lugar no mundo: Afroam\u00e9rica<\/em> reflete o interesse da curadoria em compreender os lugares do negro no mundo em todas as suas dimens\u00f5es: social, regional, internacional e geopol\u00edtica, apontando as discuss\u00f5es para al\u00e9m da mera localiza\u00e7\u00e3o espacial. \u201cIsso \u00e9 um reflexo natural das di\u00e1sporas. O negro saiu da \u00c1frica e tomou diferentes caminhos. Aqueles que chegaram por aqui constru\u00edram sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria\u201d, explica Rui Moreira, coordenador das artes c\u00eanicas nesta edi\u00e7\u00e3o do FAN. A proposta \u00e9 compreender a ocupa\u00e7\u00e3o pelo vi\u00e9s da expans\u00e3o territorial, diferente do contexto da escravid\u00e3o, apresentando a cultura africana como constituinte da modernidade, e n\u00e3o como v\u00edtima dessa evolu\u00e7\u00e3o social. \u201cNo Brasil, por exemplo, a metalurgia foi amplamente influenciada pelo conhecimento que o negro tinha dessa t\u00e9cnica. O Barroco, ponto alto da civiliza\u00e7\u00e3o brasileira, contou com negros em todos os setores, de arquitetos a pedreiros, passando pelos artistas, entre eles, nosso grande Mestre Aleijadinho\u201d, completa Ricardo Aleixo, coordenador geral e da \u00e1rea de literatura que comp\u00f5e a programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O conceito do ser feminino \u00e9 outro ponto que recebe grande destaque na programa\u00e7\u00e3o: na moda, com a realiza\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Mostra Brasil Afro-Moda; na m\u00fasica, com o show\u00a0<em>Cantoras<\/em>, composto integralmente por 12 mulheres int\u00e9rpretes e instrumentistas; na gastronomia, com a guardi\u00e3 da cozinha, a Yabass\u00e9, Mametu Mukamba ou Vodunsi Ponsil\u00e8, aquela que \u201cmuito faz e pouco fala\u201d; nas artes pl\u00e1sticas, com a mostra instala\u00e7\u00e3o\u00a0<em>deumlugarnomundo<\/em>, que convida 10 artistas a representarem o universo feminino nos mais diversos suportes; nas artes c\u00eanicas, com a oficina de oralidade da contadora de hist\u00f3rias Inno Sorsy. Enfim, em todas as \u00e1reas que comp\u00f5em a grade do festival. \u201cNa cultura africana, o papel da mulher \u00e9 central. O candombl\u00e9, com suas mulheres poderosas e guerreiras, representa bem isso, ao contr\u00e1rio da cultura branca ocidental. A necessidade de cotas de g\u00eanero nos partidos pol\u00edticos que nunca s\u00e3o preenchidas por falta de candidatas \u00e9 um claro exemplo do longo caminho a percorrer e, consequentemente, da necessidade em se falar sobre o assunto\u201d, afirma Ricardo.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o do 7\u00b0 FAN, que \u00e9 correalizado pela Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos do Centro de Cultura de Belo Horizonte (AMICULT), \u00e9 um reflexo direto de sua proposta conceitual. As atra\u00e7\u00f5es gratuitas incluem artistas representantes de diversas nacionalidades, incluindo brasileiros, africanos, argentinos e mexicanos; dos mais diferenciados segmentos culturais: m\u00fasica, moda, literatura, artes c\u00eanicas, artes pl\u00e1sticas e manifesta\u00e7\u00f5es populares. Locais como o\u00a0<strong>Circuito Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o, a Funarte MG, o Iphan, o CentoeQuatro, al\u00e9m dos Centros Culturais da Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura (todos em Belo Horizonte)<\/strong> receber\u00e3o trabalhos art\u00edsticos e discuss\u00f5es tem\u00e1ticas que v\u00e3o transformar a capital mineira em um dos grandes polos de produ\u00e7\u00e3o, difus\u00e3o, contextualiza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise da arte negra na atualidade.<\/p>\n<p><strong>Destaques da programa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o do Festival de Arte Negra em 2013 est\u00e1 segmentada em seis grandes \u00e1reas art\u00edsticas, trabalhadas por diferentes coordenadores, o que garantiu sua extrema qualidade e diversidade.<\/p>\n<p><strong>Mostra Movimentos Urbanos<\/strong><\/p>\n<p>Realizada entre os\u00a0<strong>dias 17 e 26 de outubro<\/strong> nos\u00a0<strong>Centros Culturais Lagoa do Nado (regional Pampulha), Vila Santa Rita (regional Barreiro), Salgado Filho (regional Oeste) e Alto Vera Cruz (regional Leste)<\/strong>, a\u00a0<strong>7\u00b0 Mostra Movimentos Urbanos<\/strong><strong> <\/strong>oferece uma programa\u00e7\u00e3o diversificada, que valoriza a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica local e j\u00e1 prepara o p\u00fablico para as atra\u00e7\u00f5es do FAN.<\/p>\n<p><strong>Moda<\/strong><\/p>\n<p>A abertura do FAN ser\u00e1 marcada por cores vibrantes, estampas \u00e9tnicas, muito movimento e personalidade com a\u00a0<strong>1\u00aa Mostra Brasil Afro-Moda<\/strong>. No\u00a0<strong>dia 22 de outubro, a partir das 19h, na Funarte MG<\/strong>, sete marcas especializadas em moda afro apresentam suas cole\u00e7\u00f5es ao som de uma trilha sonora ao vivo, executada pelos violonistas Alisson Salvador e Nat Rodrigues, al\u00e9m do solo \u00e0 capela de Carlos Negreiro. A iniciativa &#8211; que inclui semin\u00e1rios, desfiles e festas &#8211; prop\u00f5e a discuss\u00e3o da vestimenta enquanto cultura, atitude e identidade das mulheres e do provo de pele negra. \u201cQueremos contribuir para a reflex\u00e3o acerca da pol\u00edtica nacional de moda e sua rela\u00e7\u00e3o com a moda afro-brasileira para fomentar nosso mercado\u201d, explica Makota Kizandembu, coordenadora de moda.<\/p>\n<p><strong>Literatura<\/strong><\/p>\n<p>Um dos pontos centrais do\u00a0<strong>Ciclo de Debates<\/strong> que ser\u00e1 realizado\u00a0<strong>entre os dias 23 e 26 de outubro<\/strong> \u00e9 a discuss\u00e3o levantada pelo argentino\u00a0<strong>Washington Cucurto<\/strong>. O escritor debate a descoberta e valoriza\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a negra na Argentina, que h\u00e1 apenas tr\u00eas anos incluiu afro-americanos e outras etnias na pesquisa oficial do Censo.<\/p>\n<p>Ainda no campo das ideias, a professora\u00a0<strong>Fernanda Felisberto<\/strong>, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apresentar\u00e1 sua pesquisa sobre as mulheres escritoras negras no M\u00e9xico, pa\u00eds em que a popula\u00e7\u00e3o afro-americana \u00e9 pequena e socialmente invis\u00edvel. A estudiosa busca um ponto de contato entre a realidade mexicana e a brasileira, que possui registros de escritoras negras desde o s\u00e9culo XIX, que padecem da mesma invisibilidade.<\/p>\n<p><strong>Artes da cena<\/strong><\/p>\n<p>Grandes personalidades participam desta edi\u00e7\u00e3o do FAN. A contadora de hist\u00f3rias de renome internacional\u00a0<strong>Inno Sorsy<\/strong> e a dan\u00e7arina\u00a0<strong>L\u00e9nablou<\/strong> s\u00e3o alguns destaques das atra\u00e7\u00f5es previstas. Em sua oficina, Sorsy reinventa a antiga tradi\u00e7\u00e3o familiar de transmitir costumes e conhecimentos pela oralidade. J\u00e1 a performance da dan\u00e7arina e tamb\u00e9m pesquisadora L\u00e9nablou mostrar\u00e1 toda expressividade da artista, por meio do estilo de dan\u00e7a intitulado\u00a0<em>Techni\u00b4Ka<\/em>, enraizada na heran\u00e7a folcl\u00f3rica tradicional de Guadalupe (Caribe).<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Leituras Dram\u00e1ticas<\/strong> oferece mais um espa\u00e7o para reflex\u00e3o acerca da dramaturgia e sua rela\u00e7\u00e3o com outras \u00e1reas do conhecimento, como a psicologia ou a filosofia. J\u00e1 o\u00a0<strong>Ensaios Abertos<\/strong> e o\u00a0<strong>Palestras-Debate<\/strong> traduzem uma converg\u00eancia de coletivos e artistas c\u00eanicos interessados na capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e na realiza\u00e7\u00e3o de interc\u00e2mbios art\u00edsticos dentro da pr\u00f3pria cidade, nacionais e internacionais.<\/p>\n<p><strong>Artes visuais<\/strong><\/p>\n<p>Lan\u00e7ar um olhar sobre os afro-amer\u00edndios, compreender o conceito do feminino nesse universo e a miscigena\u00e7\u00e3o \u00e9tica-cultural nas tr\u00eas Am\u00e9ricas. Essa \u00e9 a ideia central que guia a exposi\u00e7\u00e3o\u00a0<em>\u201c<strong>deumlugarnomundo<\/strong>\u201d.<\/em> A mostra reunir\u00e1 trabalhos de 10 artistas, dentre pinturas, desenhos, instala\u00e7\u00f5es, objetos, esculturas, fotografias e videoartes. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 destruir o lugar das diferen\u00e7as e propor o encontro de culturas e o compartilhamento de ideias entre os povos. \u201cEsses artistas est\u00e3o muito al\u00e9m do discurso da ra\u00e7a de cada um. O que prop\u00f5em \u00e9 um di\u00e1logo de como o corpo feminino afro-amer\u00edndio \u00e9 mostrado, como os seus valores podem ser discutidos a partir da heran\u00e7a da di\u00e1spora africana no mundo e em Minas Gerais\u201d, destaca o coordenador de artes visuais do FAN, Ant\u00f4nio S\u00e9rgio.<\/p>\n<p>As obras n\u00e3o discutem sexualidade ou g\u00eanero, mas promovem a discuss\u00e3o do universo do imagin\u00e1rio feminino, dos reais valores que ele deve ocupar em nossa sociedade, e criam novas propostas que possam contribuir para o entendimento da arte contempor\u00e2nea e de seus reais valores socioculturais.<\/p>\n<p><strong>M\u00fasica<\/strong><\/p>\n<p>Quatro shows in\u00e9ditos, criados especialmente para o FAN, ser\u00e3o destaque na programa\u00e7\u00e3o musical:\u00a0<strong><em>Bala da Palavra<\/em><\/strong><em>,<\/em><em> <\/em>um Hip Hop com tambores que prima pela sonoridade das misturas;\u00a0<strong><em>Roda de Sopros<\/em><\/strong>, destacando a import\u00e2ncia que os metais t\u00eam nas m\u00fasicas negras, como a\u00a0<em>black music<\/em>;\u00a0<strong><em>M\u00e3e de Todos os Santos<\/em><\/strong><em>,<\/em> dirigido pela DJ Black Josie<em> <\/em>mostra a for\u00e7a de um espet\u00e1culo cem por cento feminino, que valoriza a mulher enquanto ser art\u00edstico e promove o encontro de diferentes t\u00e9cnicas e estilos;\u00a0<strong><em>Jogo de Mestres<\/em><\/strong>, os grandes artistas do jazz mineiro\u00a0<strong>Nen\u00e9m e Ezequiel Lima<\/strong>, convidam F<strong>abiana Cozza e Vander Lee<\/strong> para uma\u00a0<em>jam session<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cEstamos valorizando, sobretudo, as experi\u00eancias coletivas que v\u00e3o se traduzir em apresenta\u00e7\u00f5es exclusivas para o festival, mas com potencial de promover encontros duradouros, se for do desejo do grupo\u201d, comenta S\u00e9rgio Perer\u00ea, coordenador de m\u00fasica.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de m\u00fasicas de\u00a0<strong>Marku Ribas<\/strong> nas quatro apresenta\u00e7\u00f5es presta a ele uma delicada homenagem, refor\u00e7ando sua versatilidade enquanto compositor e a import\u00e2ncia desse talento mineiro, que merece sempre ser relembrada e valorizada.<\/p>\n<p><strong>Cinema<\/strong><\/p>\n<p>A s\u00e9tima arte n\u00e3o poderia ficar de fora. Uma sele\u00e7\u00e3o especialmente feita para o FAN vai ocupar a sala de cinema do<strong>CentoeQuatro<\/strong>.\u00a0<strong><em>Paz no Mundo Camar\u00e1<\/em><\/strong><em> <\/em>(2012), de Carem Abreu e Jorge Moreno, sobre a capoeira angola;\u00a0<strong><em>Lumumba<\/em><\/strong>(2000), de Raoul Peck, ao mesmo tempo fic\u00e7\u00e3o e document\u00e1rio hist\u00f3rico, comp\u00f5e um belo retrato de Patrice Lumumba, um dos her\u00f3is da independ\u00eancia do\u00a0<strong>Congo e o novo<\/strong><strong> <\/strong><strong><em>Ra\u00e7a<\/em><\/strong><strong> <\/strong>(2013) de Joel Zito e Megan Mylan, document\u00e1rio que discute temas que se complementam, como a invisibilidade do negro e a \u201cbatalha\u201d de dez anos at\u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o do Estatuto da Igualdade Racial no Congresso Nacional, s\u00e3o alguns dos filmes previstos na programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Neg\u00f3cios<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Oj\u00e1 Mercado de Cultura<\/strong> tem de tudo um pouco: roupas, livros, biojoias, sapatos, artesanato, comidas e muitos outros itens poder\u00e3o ser conhecidos, experimentados e adquiridos nesse grande mercado popular. \u201cO p\u00fablico poder\u00e1 ver de perto a obra de artistas de renome internacional, como o ceramista Vander Marc\u00edlio ou as m\u00e1scaras africanas, trazidas pelo nigeriano Olusegun Ak\u00ecnrul\u00ec, al\u00e9m de degustar del\u00edcias t\u00edpicas, como a tapioca, o acaraj\u00e9 e at\u00e9 mesmo drinques especiais. A livraria e editora Mazza, especializada na divulga\u00e7\u00e3o de escritores negros, apresentar\u00e1 seus t\u00edtulos cl\u00e1ssicos e mais recentes lan\u00e7amentos\u201d, cita Carlandreia Ribeiro, coordenadora do Oj\u00e1.<\/p>\n<p><strong>O Festival<\/strong><\/p>\n<p>O Festival de Arte Negra \u00e9 dedicado \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o e \u00e0 difus\u00e3o da arte negra. Suas refer\u00eancias articulam desde as ra\u00edzes ancestrais da cultura negra \u00e0s express\u00f5es de sua contemporaneidade. Com periodicidade bienal, o festival compreende uma ampla programa\u00e7\u00e3o cultural, marcada pela diversidade de linguagens art\u00edsticas e pela participa\u00e7\u00e3o de artistas, grupos e pesquisadores da arte e da cultura negra. Desde 1995 atua como um importante instrumento para valoriza\u00e7\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es populares, para impulsionar a forma\u00e7\u00e3o de um mercado local e fomentar a inser\u00e7\u00e3o de artistas da cidade nos circuitos culturais. Suas atividades tamb\u00e9m provocam diversificadas reflex\u00f5es, e promovem a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso ao bem cultural pelos diversos setores da cidade.<\/p>\n<p><strong>7\u00b0 FAN \u2013 FESTIVAL DE ARTE NEGRA<\/strong><\/p>\n<p><strong>PROGRAMA\u00c7\u00c3O FUNARTE MG<\/strong><\/p>\n<p><strong>Oficinas de Capacita\u00e7\u00e3o Art\u00edsticas e T\u00e9cnicas de Arte*<\/strong><\/p>\n<p>Conduzidas pelos dan\u00e7arinos\u00a0<strong>L\u00e9nablou<\/strong> (Point a Pitre \/ Guadalupe-Caribe) e\u00a0<strong>Luis Ferron<\/strong> (SP), as oficinas t\u00eam como objetivo expor e analisar as semelhan\u00e7as e diversidades do interc\u00e2mbio cultural entre pa\u00edses afro-americanos. Durante o processo de imers\u00e3o, esses mestres na arte de dan\u00e7ar v\u00e3o se revezar na explana\u00e7\u00e3o de suas experi\u00eancias, promovendo 30horas\/aula para os participantes.<\/p>\n<p>Mestres da dan\u00e7a afro-brasileira foram convidados para ministrar m\u00f3dulos de aulas que integrar\u00e3o a oficina.\u00a0\u00a0<strong>Evandro Passos<\/strong> (Belo Horizonte),\u00a0<strong>J\u00fania Bertolino<\/strong> (Belo Horizonte) e\u00a0<strong>Carlos Afro<\/strong><strong> <\/strong>(Belo Horizonte), atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o dos movimentos de homens e mulheres negros ir\u00e3o discutir did\u00e1tica, pedagogia de ensino e difus\u00e3o das dan\u00e7as afro na Am\u00e9rica.<\/p>\n<p><em>Dias 20 a 25 e outubro<\/em><em><br \/>\nHor\u00e1rios: 10h \u00e0s 13h e 14h \u00e0s 17h<br \/>\nLocal: Funarte MG<br \/>\nCapacidade: 10 alunos<br \/>\nP\u00fablico alvo: <\/em>Artistas da cena, bailarinos e ou dan\u00e7arinos (dan\u00e7a afro brasileira, dan\u00e7a contempor\u00e2nea, dan\u00e7as folcl\u00f3ricas e outras), atores e m\u00fasicos que atuam em musicais.<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es para inscri\u00e7\u00f5es:\u00a0<a href=\"mailto:marah.costa@pbh.gov.br\" target=\"_blank\">marah.costa@pbh.gov.br<\/a><br \/>\nObs: As inscri\u00e7\u00f5es s\u00e3o gratuitas.<\/p>\n<p><strong><em>*Essa a\u00e7\u00e3o faz parte das Oficinas de Capacita\u00e7\u00e3o Art\u00edstica e T\u00e9cnica em Dan\u00e7a da Funarte 2013.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Laborat\u00f3rio Inno Sorsy e contadores de hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p><strong>Inno Sorsy<\/strong> \u00e9 professora, int\u00e9rprete e contadora de hist\u00f3rias de renome internacional nascida na fronteira entre Gana e Togo. A proposta do laborat\u00f3rio \u00e9 uma montagem e apresenta\u00e7\u00e3o de uma performance para crian\u00e7as em parceria com convidados mineiros.<\/p>\n<p>Inno segue\u00a0 e reinventa uma longa tradi\u00e7\u00e3o familiar\u00a0 de contar hist\u00f3rias. Nos \u00faltimos anos foi convidada para representar a tradi\u00e7\u00e3o oral que liga o passado e o futuro, participando do Primeiro Festival Internacional de Contadores de Hist\u00f3rias (<em>Storytelling<\/em>) no Brasil. Tamb\u00e9m participou da expedi\u00e7\u00e3o \u201cAra Watasara\u201d, um projeto da Universidade do Amazonas, recolhendo mem\u00f3rias de vida e a tradi\u00e7\u00e3o oral dos habitantes ao longo das margens do rio Solim\u00f5es. Ela tem trabalhado extensivamente na Europa para centros de atendimento a jovens infratores em Berlim, Madri e Viena. Colaborou com a tradu\u00e7\u00e3o para o Ingl\u00eas de \u201cContos de Nasrudin\u201d (contos da tradi\u00e7\u00e3o Sufi) e escreveu \u201cTwo Brothers\u201d para a publica\u00e7\u00e3o \u201cContos de \u00c1frica\u201d, organizada por Mary Medlicott-Kingfisher. No Brasil ela j\u00e1 publicou \u201cO Homem Sem Sorte\u201d e tem co-autoria com Gislayne Avelar Matos no livro \u201cO Of\u00edcio do Contador de Hist\u00f3rias\u201d.<\/p>\n<p><em>Dias: 20 a 24 de outubro<\/em><em><br \/>\nHor\u00e1rio: 09h \u00e0s 13h \/ 18h \u00e0s 21h<br \/>\nLocal: Funarte MG<\/em><\/p>\n<p><strong>Um Rio de Janeiro a Janeiro: Cia Rubens Barbot<\/strong><\/p>\n<p><em>Um Rio de Janeiro a Janeiro<\/em> \u00e9 um espet\u00e1culo de dan\u00e7a contempor\u00e2nea com m\u00fasicas de Cartola, Paulinho da Viola, Luis Melodia, Agri\u00e3o, Jorge Arag\u00e3o e Carlinhos Daf\u00e9, que se prop\u00f5e a mostrar um olhar sobre a gestualidade do carioca, seu humor, seu deboche, sua sensualidade, seu ritmo e suas hist\u00f3rias corporais.<\/p>\n<p>Primeira companhia negra de dan\u00e7a contempor\u00e2nea, a Rubens Barbot foi fundada em 1990 no Rio de Janeiro e mant\u00e9m at\u00e9 hoje, mais de vinte anos depois, um trabalho singular, com a miss\u00e3o art\u00edstica e pol\u00edtica de criar um centro de refer\u00eancia voltado para a pesquisa do gesto, movimento e imagens extra\u00eddos de corpos afro brasileiros, com suas hist\u00f3rias corporais e suas ra\u00edzes africanas, compondo com esse material uma linguajem genuinamente afro brasileira.<\/p>\n<p><em>Dias: 23 e 24 de outubro<\/em><em><br \/>\nHor\u00e1rio: 20h<br \/>\nLocal: Funarte MG<\/em><\/p>\n<p><strong>Workshop de turbanteiras<\/strong><\/p>\n<p>O Workshop abordar\u00e1 temas relacionados \u00e0s hist\u00f3rias e aos mitos dos pa\u00edses africanos, promovendo di\u00e1logos reflexivos a respeito de arqu\u00e9tipos, estere\u00f3tipos\u00a0e constru\u00e7\u00e3o de identidade, al\u00e9m de revisitar a mem\u00f3ria cultural afro-brasileira. O p\u00fablico poder\u00e1 participar da elabora\u00e7\u00e3o de turbantes, faixas e len\u00e7os.<\/p>\n<p><em>Dia: 26 de outubro<\/em><em><br \/>\nHor\u00e1rio: 14h \u00e0s 18h<br \/>\nLocal: tenda do OJ\u00c1 Mercado de Cultura \u2013 Funarte MG<br \/>\nConvidadas:<br \/>\n&#8211; Enia Dara -BH \/Marca: Enia Dara<br \/>\n&#8211; Rosangela Nascimento-SSA\/Marca: Drika Arte em Acess\u00f3rios<br \/>\n&#8211; Celia Sampaio-SL<br \/>\n&#8211; Ial\u00ea Garcia- BSB\/Marca: Acess\u00f3rios Yalod\u00ea<br \/>\nCapacidade: 15 (inscri\u00e7\u00e3o no local at\u00e9 1 hora antes)<br \/>\nTrazer o tecido para o Turbante<br \/>\nP\u00fablico alvo:\u00a0A partir de 15 anos.<\/em><\/p>\n<p><strong>Carolina: O Luxo do Lixo<\/strong><\/p>\n<p>\u201cCarolina, o luxo do lixo\u201d \u00e9 um espet\u00e1culo baseado no livro \u201cO Quarto de Despejo\u201d, de Carolina Maria de Jesus. Com adapta\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o do ator Wilson Rabelo e dire\u00e7\u00e3o de Denise Zenicola, o mon\u00f3logo traz a hist\u00f3ria de uma catadora de lixo narrada por um Griot, contador de hist\u00f3rias africano.<\/p>\n<p><em>Dias: 24 e 25 de outubro<\/em><em><br \/>\nHor\u00e1rio: 20h<br \/>\nLocal: Funarte MG<\/em><\/p>\n<p><strong>Oj\u00e1 Mercado de Cultura<\/strong><\/p>\n<p>O Oj\u00e1 Mercado de Cultura tem de tudo um pouco: roupas, livros, biojoias, sapatos, artesanato, comidas e muitos outros itens poder\u00e3o ser conhecidos, experimentados e adquiridos nesse grande mercado popular. \u201cO p\u00fablico poder\u00e1 ver de perto a obra de artistas de renome internacional, como o ceramista Vander Marc\u00edlio ou as m\u00e1scaras africanas, trazidas pelo nigeriano Olusegun Ak\u00ecnrul\u00ec, al\u00e9m de degustar del\u00edcias t\u00edpicas, como a tapioca, o acaraj\u00e9 e at\u00e9 mesmo drinques especiais. A livraria e editora Mazza, especializada na divulga\u00e7\u00e3o de escritores negros, apresentar\u00e1 seus t\u00edtulos cl\u00e1ssicos e mais recentes lan\u00e7amentos\u201d, cita Carlandreia Ribeiro, coordenadora do Oj\u00e1.<\/p>\n<p><em>Dia: 22 a 26 de outubro<br \/>\nHor\u00e1rio: 11h \u00e0s 23h<br \/>\nDia: 27 de outubro<br \/>\nHor\u00e1rio: 11h \u00e0s 18<br \/>\nLocal: Funarte MG<\/em><\/p>\n<p><strong>Funarte MG<br \/>\nRua Janu\u00e1ria, 68 &#8211; Floresta &#8211; BH\/MG<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong><strong>Informa\u00e7\u00f5es: <\/strong><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Partnersnet Comunica\u00e7\u00e3o &#8211; (31) 3029. 6855 | 6869<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste m\u00eas, Belo Horizonte se transforma na capital da arte e cultura negra. 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