{"id":63453,"date":"2014-03-20T02:48:50","date_gmt":"2014-03-20T05:48:50","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=63453"},"modified":"2014-03-20T14:10:37","modified_gmt":"2014-03-20T17:10:37","slug":"sala-funarte-lotada-canta-com-ed-motta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=63453","title":{"rendered":"Sala Funarte lotada canta com Ed Motta"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: medium;\">No dia 19 de mar\u00e7o, quarta-feira, Ed Motta apresentou, com entrada gratuita, o show solo <em>AOR<\/em>, na Sala Funarte Sidney Miller, no <em>M\u00fasica no Capanema. <\/em>No show, com casa lotada, O artista entusiasmou o p\u00fablico, ao cantar e tocar, no piano ac\u00fastico, teclado e guitarra, m\u00fasicas compostas por ele, do seu mais novo \u00e1lbum, <em>AOR<\/em> (2013), com o mesmo repert\u00f3rio das turn\u00eas que ele faz por v\u00e1rios pa\u00edses do mundo &#8211; al\u00e9m de seus sucessos. Realizado pela Funarte, o <em>M\u00fasica no Capanema <\/em>inclui na programa\u00e7\u00e3o grandes artistas e grupos da m\u00fasica brasileira, dos mais diversos estilos, sempre \u00e0s 18h30.<\/span><\/p>\n<p>&#8220;Ao chegar na Sala Sidney Miller, lembrei de apresenta\u00e7\u00f5es musicais que me marcaram, no final dos anos 70, in\u00edcio dos anos 80, como a do Azimuth &#8211; um exemplo, para mim, de como fazer um show &#8211; , a do Arthur Verocai, a do Geraldo Azevedo, e muitos outros. O Azimuth \u00e9 um exemplo de grupo que, na \u00e9poca, era muito mais conhecido no exterior do que no Brasil, mas fazia parte desse circuito de m\u00fasica de qualidade, que sempre existiu. A Funarte colabora na divulga\u00e7\u00e3o desse tipo de trabalho&#8221;. Ed destacou que projetos como o <em>M\u00fasica no Capanema<\/em> s\u00e3o fundamentais para a divulga\u00e7\u00e3o cada vez maior de artistas de grande qualidade mas que, \u00e0s vezes, n\u00e3o tem tanta proje\u00e7\u00e3o na m\u00eddia. &#8220;Quando crian\u00e7a, quantas vezes vi apresenta\u00e7\u00f5es bacanas aqui na Sala Funarte Sidney Miller, como no Projeto Seis e Meia. \u00c9 fundamental que ainda exista isso. \u00c9 algo culturalmente democr\u00e1tico&#8221;.<\/p>\n<p>No show, Ed mostrou como can\u00e7\u00f5es ganham vida &#8211; no teclado e na guitarra, apenas &#8211; . O\u00a0 artista alternou esses dois instrumentos e sua cole\u00e7\u00e3o de pedais dos anos 70. No repert\u00f3rio, al\u00e9m das m\u00fasicas do CD, o cantor interpretou <em>Colombina, Manuel, Fora da Lei, Baixo Rio,<\/em> e <em>Vendaval<\/em>, em suas vers\u00f5es ac\u00fasticas. Al\u00e9m delas, inseriu m\u00fasicas norte-americanas famosas e alguns sucessos de outros compositores, todas com a interpreta\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica do artista \u00a0&#8211; tais como Caso S\u00e9rio, de Rita Lee e Roberto de Carvalho. Lan\u00e7ado em 2013, o disco foi inspirado no \u201cwestcoast sound\u201d, vertente da m\u00fasica pop americana dos anos 1970 e 80. \u201cAOR\u201d \u00e9 sigla para \u201calbum oriented rock\u201d, termo que define uma est\u00e9tica musical voltada para a excel\u00eancia t\u00e9cnica e um alto padr\u00e3o de qualidade na produ\u00e7\u00e3o &#8211; elementos aos quais Ed sempre deu prioridade. Ele utilizou no show, al\u00e9m de \u00a0todos esses recursos, seu inteligente senso de humor, que contagiou a plateia. Entre os presentes estavam o Diretor Executivo da Funarte, Reinaldo Ver\u00edssimo; a Coordenadora de Comunica\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o, Camilla Pereira; e servidores do Centro da M\u00fasica e de outros setores da Institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Sucesso em v\u00e1rios pa\u00edses<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de cantor, compositor, multi-instrumentista, arranjador e produtor, reconhecido mundialmente, Ed Motta desenvolveu um estilo pr\u00f3prio, sem abrir m\u00e3o da veia funk-soul. Seu disco <em>AOR<\/em> foi lan\u00e7ado em v\u00e1rios pa\u00edses. &#8220;Ele est\u00e1 muito bem na Fran\u00e7a e no Jap\u00e3o. Nesse pa\u00eds, a m\u00fasica <em>1978 <\/em>esteve em primeiro lugar. Esse ano continuam as turn\u00eas internacionais. Em abril ser\u00e3o na Inglaterra, It\u00e1lia e Fran\u00e7a; em maio, nos Estados Unidos; em julho, novamente na Europa; em outubro, no Jap\u00e3o; em novembro, na Europa e no M\u00e9xico. Isso acaba acontecendo quando o tipo de m\u00fasica que se faz se distancia um pouco da que est\u00e1 no mercado&#8221;, opina Ed Motta. Ele explica que o p\u00fablico dos outros pa\u00edses \u00e9 formado n\u00e3o somente pelos estrangeiros, mas tamb\u00e9m pelos brasileiros que moram l\u00e1. &#8220;A m\u00fasica brasileira tem um cart\u00e3o de visitas muito nobre. Vai de Villa Lobos a Milton Nascimento, passando por Pixinguinha, Tom Jobim e a Bossa nova, entre tantos outros. Grande parte do que foi exposto da produ\u00e7\u00e3o musical do pa\u00eds no exterior \u00e9 excelente e \u00e9 musicalmente complexo. Isso criou a fama do brasileiro &#8211; a de fazer m\u00fasica tecnicamente soberba; mas tamb\u00e9m representa uma responsabilidade, um certo peso. Muitos estrangeiros acham que o m\u00fasico do Brasil \u00e9 quase um maestro.<\/p>\n<p>Mas Ed Motta \u00e9 conhecido no mundo por sua busca pelo aprimoramento musical e pela qualidade do seu trabalho. O artista comenta que, como as m\u00fasicas s\u00e3o dele, tenta aprimor\u00e1-las sempre: &#8220;Acrescento detalhes que faltam&#8221;, menciona, destacando que o aprimoramento surge nos detalhes. &#8220;Por exemplo: \u00e0s vezes tenho a ideia de mudar um acorde e isso fica na minha cabe\u00e7a por muito tempo &#8211; at\u00e9 na hora de dormir. Levanto e vou mexer naquele acorde; e j\u00e1 come\u00e7o a trabalhar em outras m\u00fasicas do repert\u00f3rio&#8221;. Ed explica que sua obsess\u00e3o pela qualidade \u00e9 &#8220;\u00c9 uma busca constante. Penso sempre em como \u00e9 poss\u00edvel melhorar cada tema e cada interpreta\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Ed Motta mescla, funde e transforma influ\u00eancias que v\u00e3o do jazz \u00e0 can\u00e7\u00e3o brasileira; das trilhas sonoras de Hollywood ao rock; da m\u00fasica erudita aos &#8220;standards&#8221; norte-americanos; da bossa nova ao reggae. O resultado tem sido aplaudido nas recentes turn\u00eas, na Europa, Jap\u00e3o, EUA e v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul. Uma de suas marcas \u00e9 a t\u00e9cnica de combinar, em alguns momentos da interpreta\u00e7\u00e3o, uma variedade de sons vocais, usando a voz como instrumento, que j\u00e1 foi batizado de \u201cedmott\u00eas\u201d.\u00a0Com ele, Ed diz &#8220;n\u00e3o&#8221; ao que considera &#8220;a ditadura das palavras&#8221; nas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O Projeto <em>M\u00fasica no Capanema<\/em> j\u00e1 recebeu Mart&#8217;n\u00e1lia, Moraes Moreira, Geraldo Azevedo, Leila Pinheiro, Guinga, Paulinho Moska e muitos outros grandes m\u00fasicos. Conhe\u00e7a as novas atra\u00e7\u00f5es da programa\u00e7\u00e3o abaixo.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Projeto M\u00fasica no Capanema<br \/>\n<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 13px;\"><span style=\"color: #000000;\">Sala Funarte Sidney Miller<\/span><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\">Pal\u00e1cio Gustavo Capanema &#8211; Rua da Imprensa n\u00ba 16, t\u00e9rreo<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\">Centro &#8211; Rio de Janeiro<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Programa\u00e7\u00e3o de 20 a 28 de mar\u00e7o<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><span style=\"color: #000000;\">20\/03 &#8211; Raquel Coutinho<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><span style=\"color: #000000;\">21\/03 &#8211; Bena Lobo &#8211; Valentia<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><span style=\"color: #000000;\">26\/03 &#8211; Moinho &#8211; Gira Moinho<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><span style=\"color: #000000;\">27\/03 &#8211; Marianna Leporace e Sheila Zagury &#8211; S\u00e3o Bonitas as Can\u00e7\u00f5es<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><span style=\"color: #000000;\">28\/03 &#8211; Cidade Negra &#8211; Hei, Afro!<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Realiza\u00e7\u00e3o: Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes &#8211; Funarte<br \/>\n<\/strong><span style=\"font-size: 13px;\">Centro da M\u00fasica<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Mais informa\u00e7\u00f5es para o p\u00fablico<\/span><br \/>\n<\/strong><span style=\"font-size: 13px;\">Cemus\/Funarte &#8211; (21) 2279 8601<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\">Sala Funarte Sidney Miller &#8211; Bilheteria: (21) 2279 8087<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 19 de mar\u00e7o, quarta-feira, Ed Motta apresentou, com entrada gratuita, o show solo AOR, na Sala Funarte Sidney Miller, no M\u00fasica no Capanema. 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