{"id":64975,"date":"2014-04-22T12:09:55","date_gmt":"2014-04-22T15:09:55","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=64975"},"modified":"2014-04-22T14:48:09","modified_gmt":"2014-04-22T17:48:09","slug":"magiluth-traz-nelson-rodrigues-a-funarte-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=64975","title":{"rendered":"Magiluth traz Nelson Rodrigues \u00e0 Funarte S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>Um teatro independente, de pesquisa e experimenta\u00e7\u00e3o permanentes, focado na qualidade est\u00e9tica. A vontade de tornar concreta esta proposta reuniu, em 2004, alguns ent\u00e3o colegas do curso de Artes C\u00eanicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). De l\u00e1 para c\u00e1, eles respondem pelo nome de <strong>Magiluth<\/strong> e, com um repert\u00f3rio cada vez maior, n\u00e3o param de atrair pr\u00eamios e participa\u00e7\u00f5es em festivais de artes c\u00eanicas nacionais.<\/p>\n<p>Em turn\u00ea pela capital paulista este m\u00eas, o Magiluth estar\u00e1 na <strong>Sala Ren\u00e9e Gumiel<\/strong> do Complexo Cultural Funarte S\u00e3o Paulo, entre <strong>23 e 27 de abril (quarta a domingo)<\/strong>, para apresentar seu sexto trabalho: a pe\u00e7a <strong><em>Vi\u00fava, por\u00e9m honesta<\/em><\/strong>, de Nelson Rodrigues. A montagem recebeu o incentivo financeiro do <strong>Edital Funarte Nelson Brasil Rodrigues: 100 Anos do Anjo Pornogr\u00e1fico<\/strong>, e estreou em agosto de 2012 no Teatro Dulcina (RJ) para celebrar este dramaturgo, pernambucano de Recife como o grupo. Ainda em agosto de 2012, o espet\u00e1culo foi escalado para abrir o 10\u00ba Festival Recifense de Literatura, a Letra e a Voz &#8211; e esgotou, em meia hora de bilheteria, os 400 ingressos do Teatro de Santa Isabel. <\/p>\n<p><em>Vi\u00fava, por\u00e9m honesta<\/em> foi encenada pela primeira vez  em 13 de setembro de 1957. A hist\u00f3ria \u2013 que o pr\u00f3prio autor chama de \u201cfarsa irrespons\u00e1vel\u201d &#8211; gira em torno do Dr. J.B. de Albuquerque Guimar\u00e3es, diretor d&#8217; <em>A Marreta<\/em>, um dos mais influentes jornais do pa\u00eds. O empres\u00e1rio quer convencer sua filha \u00fanica de 15 anos, Ivonete, a deixar de velar o marido, atropelado por uma carrocinha de picol\u00e9, e se casar novamente. Para isso, ele contrata uma ex-prostituta, um psicanalista e um otorrinolaringologista &#8211; todos charlat\u00f5es. Para complicar a situa\u00e7\u00e3o, o marido morto de Ivonete \u00e9 um ex-fugitivo da Febem, um homossexual chamado Dorothy Dalton. Dorothy caiu nas gra\u00e7as da menina quando J.B., ao saber que seria av\u00f4, a mandou escolher um noivo na reda\u00e7\u00e3o do jornal. Mais tarde, descobre-se que a gravidez de Ivonete era uma inven\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico da fam\u00edlia, Dr. Lambreta, velho esclerosado e maluco. Como nenhum dos contratados achou solu\u00e7\u00e3o para o caso, o jeito foi ressuscitar o morto para acabar com a viuvez da mo\u00e7a. Este trabalho fica por conta do Diabo da Fonseca, que atrav\u00e9s de um passe de m\u00e1gica reaviva o defunto, livra a menina e, como pr\u00eamio, a desposa.<\/p>\n<p>A montagem, iniciada em S\u00e3o Paulo pelo diretor Pedro Vilela, recebe contribui\u00e7\u00f5es da diretora de arte Simone Mina e da preparadora vocal M\u00f4nica Montenegro, esta \u00faltima respons\u00e1vel, durante anos, pelo trabalho vocal do Centro de Pesquisas Teatrais (CPT), coordenado por  Antunes Filho. O grupo investe no despojamento de cena, onde \u201ca precariedade dos elementos impulsiona os atores ao jogo teatral\u201d. Todos os personagens s\u00e3o interpretados por seis atores, em revezamento, numa investiga\u00e7\u00e3o c\u00eanica que prop\u00f5e comprovar a atualidade de Nelson Rodrigues, \u201cseja na abordagem dos temas expostos, seja nos recursos dramat\u00fargicos utilizados\u201d.<\/p>\n<p><u><strong>Sobre o Magiluth<\/strong><\/u>: O grupo surgiu em 2004, no curso de Licenciatura em Artes C\u00eanicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Sua primeira atividade foi o experimento art\u00edstico <em>Ato sem palavras<\/em>, de Samuel Beckett, remontado em 2008 como <em>Ato<\/em>. Em 2007, estreou <em>Corra<\/em>, premiado pelo Riocenacontemporanea 2007 e pelo Festival Internacional de Teatro de Blumenau.  <em>Ato<\/em> \u00e9 considerado um dos principais trabalhos do Magiluth, pela quantidade de festivais nacionais que o receberam. Esta montagem proporcionou ao grupo, em 2009, o pr\u00eamio de Melhor Espet\u00e1culo do estado (trof\u00e9u Apacepe  &#8211; Associa\u00e7\u00e3o de Produtores das Artes C\u00eanicas de Pernambuco). Em 2010, o Magiluth cria o espet\u00e1culo solo <em>Um torto<\/em>, em que teatro e performance dialogam. No ano seguinte, o grupo traz \u00e0 cena <em>O canto de Greg\u00f3rio<\/em>, do paulista Paulo Santoro, e realiza o projeto <em>Do concreto ao mangue \u2013 Aquilo que meu olhar guardou para voc\u00ea<\/em>, em parceria como Teatro do Concreto (DF), atrav\u00e9s do Edital Rumos Ita\u00fa Cultural \u2013 Teatro. Esta pesquisa gerou o espet\u00e1culo <em>Aquilo que meu olhar guardou para voc\u00ea<\/em>, encenado pela primeira vez em 2012 como parte do  XVII Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos (PE). Ainda em  2012, estreou no Teatro Dulcina (RJ) <em>Vi\u00fava, por\u00e9m honesta<\/em> e realizou o projeto <em>Luiz \u201cLua\u201d Gonzaga<\/em>, espet\u00e1culo de rua aprovado pelo Edital Funarte Centen\u00e1rio de Luiz Gonzaga, al\u00e9m da interven\u00e7\u00e3o urbana <em>Desterritorializando corpos, mapeando sensa\u00e7\u00f5es<\/em>, atrav\u00e9s do Edital Funarte Artes C\u00eanicas na Rua. Em outubro do mesmo ano, realizou a primeira edi\u00e7\u00e3o do <em>Trema! Festival de teatro de grupo do Recife<\/em>, de forma totalmente independente. O grupo Magiluth \u00e9 fundador do Grite (Grupos Reunidos de Investiga\u00e7\u00e3o Teatral), que discute pol\u00edticas p\u00fablicas para o teatro de grupo no estado. <\/p>\n<p><u><strong>Espet\u00e1culo: <em>Vi\u00fava, por\u00e9m honesta<\/em><\/u><br \/>\nDe 23 a 27 de abril | De quarta a s\u00e1bado, 20h; domingo, 19h <\/strong><\/p>\n<p>Texto: <strong>Nelson Rodrigues<\/strong> | Dire\u00e7\u00e3o: <strong>Pedro Vilela<\/strong> | Atores: <strong>Giordano Castro, Lucas Torres, Erivaldo Oliveira, Mario Sergio Cabral<\/strong> e <strong>Pedro Wagner<\/strong> | Ilumina\u00e7\u00e3o e sonoplastia: <strong>Pedro Vilela<\/strong> | Dire\u00e7\u00e3o de arte: <strong>Simone Mina<\/strong> | Assist\u00eancia em dire\u00e7\u00e3o de arte: <strong>Karina<br \/>\nSato<\/strong> | Designer gr\u00e1fico: <strong>Guilherme Luigi<\/strong> | Produ\u00e7\u00e3o executiva: <strong>Mariana Rusu<\/strong> | Realiza\u00e7\u00e3o: <strong>Grupo Magiluth<\/strong><br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: <strong>75min<\/strong> | Recomenda\u00e7\u00e3o et\u00e1ria: <strong>18 anos<\/strong><br \/>\n<strong>Entrada franca*<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sala Ren\u00e9e Gumiel do Complexo Cultural Funarte S\u00e3o Paulo<\/strong>. Alameda Nothmann, 1058, Campos El\u00edseos, S\u00e3o Paulo, SP. Tel. (11) 3662-5177 <\/p>\n<p>* <em><strong>Obs:<\/strong> mat\u00e9ria foi atualizada em 22 de abril de 2014, \u00e0s 14h49, para corrigir uma informa\u00e7\u00e3o errada: os ingressos s\u00e3o gratuitos e n\u00e3o vendidos a R$20, como constava anteriormente <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um teatro independente, de pesquisa e experimenta\u00e7\u00e3o permanentes, focado na qualidade est\u00e9tica. A vontade de tornar concreta esta proposta reuniu, em 2004, alguns ent\u00e3o colegas do curso de Artes C\u00eanicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 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