{"id":64994,"date":"2014-04-23T00:55:53","date_gmt":"2014-04-23T03:55:53","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=64994"},"modified":"2014-04-23T01:34:49","modified_gmt":"2014-04-23T04:34:49","slug":"debate-sobre-instalacoes-em-ambientes-aquaticos-naturais-integra-projeto-%e2%80%98colonias-submersas%e2%80%99","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=64994","title":{"rendered":"Debate sobre instala\u00e7\u00f5es em ambientes aqu\u00e1ticos naturais integra projeto \u2018Col\u00f4nias Submersas\u2019"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: medium;\">No dia 24 de abril, das 19 as 21hs, ser\u00e1 realizado no Sal\u00e3o Nobre da Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage, no bairro do Jardim Bot\u00e2nico \u2013 Rio de Janeiro \u2013 um bate-papo com o artista pl\u00e1stico Paulo Paes, sobre sua s\u00e9rie de obras subaqu\u00e1ticas <em>Fis\u00e1lias, continentes flutuantes<\/em>. Ela \u00e9 desenvolvida e pesquisada atrav\u00e9s do projeto <em>Col\u00f4nias Submersas<\/em>, contemplado no edital Bolsa Funarte de Est\u00edmulo \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o em Artes Visuais \/2012. Com entrada gratuita, a conversa ter\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o do cr\u00edtico de arte Luiz Camillo Osorio. Paralelamente, ser\u00e1 realizado o lan\u00e7amento do site <a href=\"http:\/\/continentesflutuantes.com.br\">http:\/\/continentesflutuantes.com.br<\/a>, com registros que documentam o trabalho, feitos pelo artista. O evento ter\u00e1 a presen\u00e7a do ilustrador e webdesigner Marcus Wagner.<\/span><\/p>\n<p>As &#8220;Fis\u00e1lias&#8221; s\u00e3o estruturas instaladas nas \u00e1guas do mar e em e manguezais, feitas de garrafas pet, pl\u00e1stico, e de outros materiais. Organismos atra\u00eddos natural e aleatoriamente pelos artefatos, comp\u00f5em suas formas. Elas filtram a \u00e1gua e servem de abrigo para pequenos animais \u2013 como ocorre, por exemplo, nos recifes de coral -.  Supervisionado por bi\u00f3logos, o projeto tem uma significa\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, al\u00e9m da dimens\u00e3o art\u00edstica \u2013 ele se insere no que se costuma chamar de \u201ccampo ampliado\u201d da arte contempor\u00e2nea. A iniciativa somou parcerias: com pescadores do Rio; em Pernambuco, com o Museu da Ci\u00eancia de Olinda e com jovens da comunidade dos manguezais, em Recife, com incentivo da Secretaria Municipal de Cultura; e com o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, em Cabo Frio (RJ).<\/p>\n<p>O trabalho consiste na constru\u00e7\u00e3o e numa s\u00e9ries de interven\u00e7\u00f5es nas Fis\u00e1lias, da parte\u00a0do artista e de seus colaboradores. Paulo Paes comenta que os processos biol\u00f3gicos naturais aleat\u00f3rios dos organismos marinhos termina por integrar a obra ao meio. \u201cIsso promove uma intensa coloniza\u00e7\u00e3o nas estruturas, o que as torna esculturas vivas. Elas se transformam de acordo com os ciclos naturais\u201d, define. Segundo o artista, a obra \u201ccria um ponto de atra\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o de vida\u201d. O acompanhamento das mudan\u00e7as do ambiente e o desenvolvimento cont\u00ednuo de solu\u00e7\u00f5es, exigido pela vida marinha e pelo pr\u00f3prio meio, com suas instabilidades naturais, criaram rotinas interven\u00e7\u00f5es e registros. Estas, por sua vez, geraram imagens e informa\u00e7\u00f5es, na forma de textos, fotos, v\u00eddeos e desenhos, al\u00e9m de novos objetos, feitos em escala reduzida.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o das rotinas teve como foco pr\u00f3pria natureza como fonte de poesia e cria\u00e7\u00e3o. O autor diz que a obra explora o ponto de liga\u00e7\u00e3o entre os processos naturais e as estruturas artificiais, \u201ccomo espa\u00e7o criativo\u201d, transformando o pr\u00f3prio ecossistema em protagonista de uma a\u00e7\u00e3o cultural. \u201cEla abre uma discuss\u00e3o acerca das formas de nos relacionarmos com o meio ambiente e a hist\u00f3ria, numa perspectiva \u00e9tica, que reconhece a dimens\u00e3o temporal das a\u00e7\u00f5es humanas e a mobilidade de suas solu\u00e7\u00f5es adaptativas\u201d, prop\u00f5e Paulo.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Hist\u00f3rico e parcerias<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p>A pesquisa com as Fis\u00e1lias v\u00eam sendo desenvolvidas desde 2005, a partir das parcerias. Os primeiros experimentos foram feitos com a colabora\u00e7\u00e3o de pescadores artesanais, na praia Vermelha, na capital fluminense, quando foram instaladas as fis\u00e1lias Ilma e Alice. A parceria permitiu o desenvolvimento das primeiras solu\u00e7\u00f5es estruturais para as interven\u00e7\u00f5es, criadas a partir dos saberes tradicionais dos cai\u00e7aras, de seus barcos e apetrechos.<\/p>\n<p>Em Pernambuco, foram firmadas novas parcerias, com a A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria Caranguejo U\u00e7\u00e1, na comunidade da ilha de Deus, no Parque dos Manguezais (Centro de Recife) e com o Museu da Ci\u00eancia, de Olinda. Com apoio dos jovens da Ilha, foi desenvolvido um trabalho de reconhecimento e revaloriza\u00e7\u00e3o do Parque e a instala\u00e7\u00e3o de 14 fis\u00e1lias, com design adaptado \u00e0quele ambiente. \u201cOs pr\u00f3prios componentes do Caranguejo U\u00e7\u00e1 fizeram o acompanhamento e o registro fotogr\u00e1fico do processo de coloniza\u00e7\u00e3o das esculturas pelos organismos marinhos\u201d, relata Paulo Paes. Esses agentes comunit\u00e1rios fizeram um treinamento de capacita\u00e7\u00e3o, em oficinas de fotografia oferecidas pelo projeto, com Incentivo da Secretaria Municipal de Cultura de Recife.<\/p>\n<p>O projeto tamb\u00e9m estabeleceu parceria com o Museu da Ci\u00eancia. Ela permitiu a instala\u00e7\u00e3o de tr\u00eas fis\u00e1lias, monitoradas permanentemente por um bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>Por fim, foi estabelecida a parceria com o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, que permitiu a instala\u00e7\u00e3o da maior e mais complexa das estruturas, no campo de provas  da  Ilha de Cabo Frio, Em Arraial do Cabo (RJ), num ambiente altamente preservado, onde o processo de \u201ccoloniza\u00e7\u00e3o\u201d natural da fis\u00e1lia Djanir foi acompanhado por bi\u00f3logos do instituto.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>O debate \u2013 o \u201cnatural-artificial\u201d \u2013 e o site<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Como demarcar a fronteira entre o natural e o artificial? Que \u201cpot\u00eancias desconhecidas (naturais)\u201d cada a\u00e7\u00e3o humana mobiliza? Como elas repercutem no meio-ambiente, ao longo do tempo? O artificial pode se tornar natural pela a\u00e7\u00e3o do tempo? Essas s\u00e3o quest\u00f5es levantadas durante a pesquisa de Paulo Paes, a serem discutidas no debate.<\/p>\n<p>\u201cO principal produto de uma rotina ser\u00e1 sempre ela pr\u00f3pria. Mas seu exerc\u00edcio gera uma cultura material e outra imaterial\u201d, argumenta o artista. Ele acrescenta que a cultura material criada seria toda ferramenta e equipamento criado para atender \u00e0s demandas da a\u00e7\u00e3o. \u201cNo meu caso vai da embarca\u00e7\u00e3o ao vestu\u00e1rio passando pelas pr\u00f3prias Fis\u00e1lias\u201d. J\u00e1 a cultura imaterial estaria no discurso que as rotinas geram. \u201cEle \u00e9 produzido por elas e com elas. N\u00e3o houve discurso pr\u00e9vio, mas o que foi constru\u00eddo durante as a\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s de seu registro, em multimeios\u201d.<\/p>\n<p>Essas informa\u00e7\u00f5es foram reunidas est\u00e3o sendo publicadas no site, que ser\u00e1 lan\u00e7ado no Parque Lage, http:\/\/continentesflutuantes.com.br, criado e desenvolvido por Marcus Wagner.  S\u00e3o fotos, v\u00eddeos, relat\u00f3rios, diagramas, desenhos, manuais, mapas e links \u2013 ou seja, um banco de dados, com gerenciador de conte\u00fado e mecanismo de busca. Marcus explica que o site \u00e9 organizado em torno de duas linhas: a \u201cest\u00e1tica\u201d (no menu de hist\u00f3rico), re\u00fane as etapas\/experi\u00eancias anteriores do projeto, j\u00e1 encerradas; a outra, a \u201cdin\u00e2mica\u201d \u2013 a principal \u2013 ser\u00e1 alimentada por experi\u00eancias atuais.<\/p>\n<p>Com os recursos da Bolsa Funarte de Est\u00edmulo \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o em Artes Visuais, Paulo Paes desenvolveu mais tr\u00eas frentes de trabalho, al\u00e9m do site na internet: um roteiro de locais com artefatos subaqu\u00e1ticos, na regi\u00e3o costeira do litoral do Estado do Rio de Janeiro; um programa de acesso, monitoramento e manuten\u00e7\u00e3o dos s\u00edtios, que ser\u00e1 cumprido pelo artista e registrado em relat\u00f3rios, que ser\u00e3o publicados no site; um programa de registro em multimeios de todas as opera\u00e7\u00f5es envolvidas na pesquisa, bem como do processo de coloniza\u00e7\u00e3o dos artefatos pelos organismos marinhos, tamb\u00e9m para veicula\u00e7\u00e3o no site.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>Col\u00f4nias Submersas<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>Fis\u00e1lias, continentes flutuantes<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Projeto contemplado com a Bolsa Funarte de Est\u00edmulo \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o em Artes Visuais \/2012<\/p>\n<p><strong>Bate papo e lan\u00e7amento do site <a href=\"http:\/\/continentesflutuantes.com.br\" target=\"_blank\">http:\/\/continentesflutuantes.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Presen\u00e7as: Paulo Paes \u2013 artista pl\u00e1stico e autor do projeto; Luiz Camillo Os\u00f3rio \u2013 cr\u00edtico de arte; e Marcus Wagner \u2013 ilustrador, webdesigner e artista. Leia mais sobre esses participantes aqui. [minicurr\u00edculos]<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>24 de abril de 2014 de 19 \u00e1s 21hs<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Escola de Artes Visuais do Parque Lage &#8211; Sal\u00e3o Nobre<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Rua Jardim Bot\u00e2nico, 414 &#8211; Jardim Bot\u00e2nico, Rio de Janeiro (RJ)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Informa\u00e7\u00f5es: <a href=\"http:\/\/continentesflutuantes.com.br\">http:\/\/continentesflutuantes.com.br<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">V\u00eddeos de refer\u00eancia: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ES3svj8Xw2U\" target=\"_blank\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ES3svj8Xw2U<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Entrada franca<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Classifica\u00e7\u00e3o Et\u00e1ria: livre<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Mais informa\u00e7\u00f5es no tel. (21) 3042 6829<\/span><\/p>\n<p>Acesse mat\u00e9ria jornal\u00edstica sobre o assunto em:<br \/>\n<a style=\"font-size: 13px;\" href=\"http:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/Detalhe.php?id=39857\" target=\"_blank\">http:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/Detalhe.php?id=39857<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 24 de abril, das 19 as 21hs, ser\u00e1 realizado no Sal\u00e3o Nobre da Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage, no bairro do Jardim Bot\u00e2nico \u2013 Rio de Janeiro \u2013 um bate-papo com o artista pl\u00e1stico Paulo Paes, sobre sua s\u00e9rie de obras subaqu\u00e1ticas Fis\u00e1lias, continentes flutuantes. 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