{"id":65450,"date":"2014-05-05T11:38:18","date_gmt":"2014-05-05T14:38:18","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=65450"},"modified":"2014-05-05T11:53:30","modified_gmt":"2014-05-05T14:53:30","slug":"epoca-de-ouro-recebe-a-cantora-ana-costa-na-sala-funarte-rj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=65450","title":{"rendered":"\u00c9poca de Ouro recebe a cantora Ana Costa, na Sala Funarte (RJ)"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: medium;\">A Sala Funarte Sidney Miller, no centro do Rio de Janeiro, recebe na segunda-feira, 5 de maio, a cantora  Ana Costa, \u00e0s 17h. Ela divide o palco com o Conjunto \u00c9poca de Ouro, que presta uma homenagem ao mestre Dino Sete Cordas. Ele completaria 96 anos, se estivesse vivo.  O show tem entrada gratuita e faz parte do projeto <em>M\u00fasica no Capanema<\/em>, realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte. O programa <em>\u00c9poca de Ouro<\/em>, da R\u00e1dio Nacional AM tem transmiss\u00e3o ao vivo pela emissora, em 1.130KHz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Sobre Ana Costa<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p>Cantora, compositora e violonista, Ana Costa consolidou sua carreira solo em 2006, com o lan\u00e7amento do CD <em>Meu Carnava<\/em>l. O disco foi lan\u00e7ado em show no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro, num show que contou com as participa\u00e7\u00f5es especiais de Analimar e Oswaldo Cavalo. Nesse mesmo ano, Ana Costa recebeu o Pr\u00eamio Rival Petrobras de M\u00fasica, na categoria Revela\u00e7\u00e3o, e foi  considerada \u201cum dos talentos de 2006\u201d, por Antonio Carlos Miguel, do jornal O Globo.<\/p>\n<p>A artista surgiu no mundo musical em 1994, no grupo Couer Samb\u00e1 &#8211; formado pelos filhos de Martinho da Vila &#8211; e no Roda de Saia, em 1996 (em viol\u00e3o e voz), com Bianca Calcagni (percuss\u00e3o e voz), Roberta Nistra (voz e cavaquinho), Ge\u00f3rgia C\u00e2mara (percuss\u00e3o), Carol D&#8217;\u00c1vila (flauta). Fazendo parte do Roda de Saia &#8211; com o nome reduzido, mais tarde para O Roda &#8211; Ana apresentou-se no bar Butiquim do Martinho, em Vila Isabel, por dois anos.<\/p>\n<p>Em 1999, convidada pela cantora Analimar, filha de Martinho da Vila, passou a integrar o grupo Couer-Samb\u00e1, ao lado da pr\u00f3pria Analimar (voz), Agri\u00e3o (percuss\u00e3o), Cristina Deane (voz), Mapinha (cavaco) e Tunico Ferreira (percuss\u00e3o) lan\u00e7ou o CD<em> Musical<\/em>. No ano 2000, com o grupo Roda de Saia gravou o CD <em>T\u00f4 de olho. <\/em>Em 2003, j\u00e1 com o nome de O Roda, o grupo lan\u00e7ou o disco<em> Coisas do amor.<\/em> Em ambos os trabalhos, foram inclu\u00eddas m\u00fasicas de sua autoria. Fez parte da banda da cantora Mart&#8217;n\u00e1lia, entre 2004 e 2006, com a qual participou de turn\u00eas pela Europa e pelo Brasil, atrav\u00e9s do Projeto Pixinguinha realizado pela Funarte.<\/p>\n<p>O segundo CD de Ana,\u00a0<em>Novos Alvos<\/em>, foi lan\u00e7ado em 2009. Com ele, a cantora realizou shows em pa\u00edses da Europa e da \u00c1frica e p\u00f4de se apresentar, pela primeira vez, em cidades como Salvador, Recife, Bras\u00edlia e Belo Horizonte. Nesse mesmo ano, destacou-se com a m\u00fasica\u00a0<em>Almas G\u00eameas<\/em>, famosa na telenovela\u00a0<em>Tempos Modernos<\/em>. Participou da m\u00fasica-tema\u00a0<em>Viva Essa Energia<\/em>, nos jogos Pan-americanos 2007, junto com Arnaldo Antunes, e teve a indica\u00e7\u00e3o como melhor cantora de samba na 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio TIM de M\u00fasica &#8211; atual Pr\u00eamio da M\u00fasica Brasileira.<\/p>\n<p>Em 2012, participou da grava\u00e7\u00e3o do DVD <em>Casuarina &#8211; 10 anos de Lapa<\/em>, interpretando, ao lado de Pedro Miranda, a m\u00fasica <em>Beija-me<\/em> (M\u00e1rio Rossi e Roberto Martins). O show contou com a participa\u00e7\u00e3o de artistas que fizeram parte do cen\u00e1rio da revitaliza\u00e7\u00e3o cultural do bairro da Lapa, como Eduardo Gallotti, Teresa Cristina, Moyseis Marques, Marcos Sacramento, Nilze Carvalho, Pedro Miranda, Z\u00e9 Paulo Becker, \u00c1urea Martins, Z\u00e9 da Velha e Silv\u00e9rio Pontes, entre outros. No mesmo ano lan\u00e7ou o CD <em>Hoje \u00e9 o melhor lugar<\/em>, que incluiu tr\u00eas faixas in\u00e9ditas de sua autoria (entre elas,\u00a0<em>Hoje \u00e9 o melhor lugar &#8211; <\/em>c\/ Z\u00e9lia Duncan) , e as regrava\u00e7\u00f5es de <em>Filosofia de vida<\/em> (Martinho da Vila, Marcelinho Moreira e Fred Camacho), <em>Por um dia de gra\u00e7a<\/em> (Luiz Carlos da Vila), <em>As coisas que a mam\u00e3e ensinou<\/em> (Leci Brand\u00e3o e Z\u00e9 Maur\u00edcio) e\u00a0<em>O que \u00e9, o que \u00e9<\/em> (Gonzaguinha), entre outras. Produzido por Carlinhos Sete Cordas, o disco contou com a participa\u00e7\u00e3o do cantor Moyseis Marques na faixa \u201cFogo sem a chama\u201d (Alem\u00e3o do Cavaco e Wanderlei Monteiro). O show de lan\u00e7amento do disco foi apresentado no Teatro Rival.<\/p>\n<p>Em 2013, realizou uma roda de samba mensal no Teatro Rival, no Rio, recebendo convidados como Sombrinha, Monarco, Casuarina, Dudu Nobre, Moyseis Marques e Toninho Geraes, entre outros. Na ocasi\u00e3o, apresentou m\u00fasicas de\u00a0<em>Hoje \u00e9 o melhor lugar<\/em>, acompanhada dos instrumentistas Andr\u00e9 Manh\u00e3es (bateria), Andr\u00e9 Siqueira e Silv\u00e3o Silva (percuss\u00e3o), J\u00falio Florindo (baixo), Maur\u00edcio Massunaga (viol\u00e3o, guitarra e bandolim) e Marcio Vanderlei (cavaco). Nesse mesmo ano participou da semana\u00a0<em>Os Sambas do Brasil<\/em>, inserida nas comemora\u00e7\u00f5es do Ano Brasil-Portugal, apresentando-se no Espa\u00e7o Brasil, em Lisboa (PT).<\/p>\n<p>Recentemente, Ana Costa lan\u00e7ou seu terceiro \u00e1lbum, <em>Hoje \u00e9 o melhor lugar<\/em>. \u00a0Ele traduz seu momento, ap\u00f3s trilhar o caminho de v\u00e1rios palcos do mundo e se firmar, na terra natal. No trabalho, Ana revela sua paix\u00e3o, ternura, afeto e gratid\u00e3o pelo samba.. A artista foi indicada, pela segunda vez, ao Pr\u00eamio da M\u00fasica Brasileira na categoria melhor cantora de samba, concorrendo com Alcione. Hoje \u00e9 uma das mais requisitadas cantoras de samba da sua gera\u00e7\u00e3o e \u00e9considerada, pela cr\u00edtica e pelo p\u00fablico, uma das melhores int\u00e9rpretes desse estilo da atualidade.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Sobre Dino Sete Cordas<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p>Horondino Jos\u00e9 da Silva\u00a0Nasceu na Rua Orestes, no bairro carioca do Santo Cristo. Sua rela\u00e7\u00e3o com o viol\u00e3o veio desde a inf\u00e2ncia. Seu pai era violonista amador, assim como outros amigos, que frequentavam sua casa. Dino Sete Cordas\u00a0estava sempre atento ao movimento musical. Come\u00e7ou a praticar inicialmente o bandolim, que trocou, pouco depois, pelo viol\u00e3o.<\/p>\n<p>Diz M\u00e1rcia Taborda, em sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado <em>Dino Sete Cordas &#8211; Criatividade e revolu\u00e7\u00e3o nos acompanhamentos da MPB: <\/em>\u201c[Dino] \u00e9 um dos maiores violonistas brasileiros de todos os tempos, tendo entrado definitivamente para a hist\u00f3ria da m\u00fasica popular por seu ex\u00edmio trabalho de acompanhador. Apoiado na tradi\u00e7\u00e3o violon\u00edstica de Tute (Arthur de Souza Nascimento, 1886-1951), introdutor do viol\u00e3o de sete cordas nos conjuntos de choro, Dino alcan\u00e7ou posi\u00e7\u00e3o de relevo e prest\u00edgio musical, pela sua capacidade de inovar, criar e surpreender, sempre com extrema musicalidade e bom gosto. Foi o \u00fanico violonista da MPB a adquirir fama, sendo apenas acompanhador no \u00e2mbito discreto dos regionais\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Em 1966, Jacob do Bandolim criou o conjunto <em>\u00c9poca de Ouro<\/em>, que teve grande import\u00e2ncia no chamado &#8220;movimento de resist\u00eancia do choro&#8221;, na d\u00e9cada de 1960, \u00e9poca em que a bossa nova era predominante nos meios de  comunica\u00e7\u00e3o. Em sua primeira forma\u00e7\u00e3o, o grupo era integrado por Dino Sete Cordas, viol\u00e3o (Horondino Jos\u00e9 da Silva, 1918), C\u00e9sar Faria (viol\u00e3o) Carlos Leite (viol\u00e3o), Jonas da Silva (cavaquinho), Gilberto d&#8217;\u00c1vila (pandeiro), Jorginho (ritmo). Desde 1997, o conjunto apresenta-se com C\u00e9sar Faria, Dino Sete Cordas, Toni (viol\u00e3o sete cordas), Jorge (cavaquinho) e Ronaldo (Bandolim) e Jorginho do Pandeiro (diretor musical).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Dino foi ainda respons\u00e1vel por arranjos e reg\u00eancia de muitos discos c\u00e9lebres, entre os quais os dois primeiros discos de Cartola (1974-1975) e do disco de Guilherme de Brito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Quatorze cantores interpretaram suas 25 pe\u00e7as vocais. A maioria dele faz parte do universo formado pelos mais considerados da MPB, tais como: Almirante, Castro Barbosa, Orlando Silva, Isaura Garcia, Ciro Monteiro, Gilberto Alves, Carlos Galhardo, D\u00e9o, Silvio Caldas, L\u00e9o Vilar, Jane, Carminha Mascarenhas, \u00c2ngela Maria e Linda Batista. Em 2001, homenageado no festival <em>Chorando no Rio<\/em>, promovido pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS &#8211; RJ), na sala Cec\u00edlia Meirelles, transmitido para todo o Brasil, com apresenta\u00e7\u00e3o de Ricardo Cravo Albin, lan\u00e7ou o CD <em>Caf\u00e9 Brasil<\/em>, em que o Conjunto \u00c9poca de Ouro recebeu Paulinho da Viola, Ademilde Fonseca, Leila Pinheiro, Jo\u00e3o Bosco, Marisa Monte, Martinho da Vila e Sivuca, como convidados.<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Sobre o programa \u00c9poca de Ouro<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Toda segunda-feira, das 17h \u00e0s 19h, a Sala Funarte Sidney Miller recebe o \u00c9poca de Ouro e seus convidados, no programa do conjunto, transmitido ao vivo pela R\u00e1dio Nacional e apresentado por Cristiano Menezes. A utiliza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o resulta de uma parceria entre a Funarte e a Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o (EBC). Antes, a atra\u00e7\u00e3o era realizada no audit\u00f3rio da R\u00e1dio Nacional, que passa por reforma.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Projeto M\u00fasica no Capanema<br \/>\n<\/strong><\/span><span style=\"font-size: 13px;\">Programa \u00c9poca de Ouro<\/span><\/p>\n<p>Convidada: Ana Costa<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Entrada gratuita<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Segunda-feira, 5 de maio, \u00e0s 17h<\/p>\n<p>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa: 12 anos<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Sala Funarte Sidney Miller<br \/>\n<\/strong><\/span><span style=\"font-size: 13px;\">Pal\u00e1cio Gustavo Capanema<\/span><\/p>\n<p>Rua da Imprensa n\u00ba 16 (t\u00e9rreo) \u2013 Centro, Rio de Janeiro (RJ)<\/p>\n<p>Tels: (21) 2279-8087 (bilheteria)<\/p>\n<p>Convites dispon\u00edveis a partir das 15h, na bilheteria<\/p>\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o: R\u00e1dio Nacional AM \u2013 RJ\/ Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o (EBC)<\/p>\n<p>Parceria: Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Funarte\/Centro da M\u00fasica<\/p>\n<p>(21) 2279-8601<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sala Funarte Sidney Miller, no centro do Rio de Janeiro, recebe na segunda-feira, 5 de maio, a cantora Ana Costa, \u00e0s 17h. 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