{"id":68744,"date":"2014-09-15T15:10:02","date_gmt":"2014-09-15T18:10:02","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=68744"},"modified":"2014-09-18T04:36:55","modified_gmt":"2014-09-18T07:36:55","slug":"livro-kalma-murtinho-figurinos-sera-lancado-pela-funarte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=68744","title":{"rendered":"Livro &#8216;Kalma Murtinho, figurinos&#8217; \u00e9 lan\u00e7ado pela Funarte"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: medium;\">A Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes &#8211;\u00a0Funarte\u00a0&#8211;\u00a0lan\u00e7a, no dia 16 de setembro de 2014, no Teatro Tablado, Zona Sul do Rio de Janeiro, o\u00a0livro\u00a0<em>Kalma<\/em> <em>Murtinho, figurinos<\/em>. A publica\u00e7\u00e3o, que apresenta mais de 400 desenhos, croquis e fotos dos trabalhos da figurinista, inclui uma cronologia completa de sua obra, al\u00e9m de textos cr\u00edticos e depoimentos, inclusive da pr\u00f3pria artista &#8211; uma das mais c\u00e9lebres da cena brasileira &#8211; alguns deles exclusivos para o\u00a0livro. Organizada por Rita Murtinho (filha de\u00a0Kalma\u00a0e tamb\u00e9m figurinista) e pelo ator, roteirista e diretor Carlos Greg\u00f3rio, a publica\u00e7\u00e3o inclui introdu\u00e7\u00f5es de Fernanda Montenegro, Barbara Heliodora e Paula Santomauro.<\/span><\/p>\n<p>O\u00a0livro\u00a0representa mais de 60 anos de trabalho daquela que se dizia uma &#8220;oper\u00e1ria das artes&#8221;(1).\u00a0A obra inclui\u00a0textos jornal\u00edsticos, como os de Carlos Drummond de Andrade, Fausto Wolf, Yan Michalski, Macksen Luiz e S\u00e1bato Magaldi e pelos testemunhos dos parceiros de trabalho de\u00a0Kalma\u00a0Murtinho &#8211; como Gianni Ratto, Maria Clara Machado e Camila Amado, entre outros, que ajudam a contextualizar a obra da figurinista na hist\u00f3ria do teatro brasileiro.<\/p>\n<p>O presidente da\u00a0Funarte, Guti Fraga, analisa: &#8220;A exuber\u00e2ncia do teatro brasileiro, respeitado no mundo todo, se deve, em grande parte, ao talento de nossos cen\u00f3grafos e figurinistas. Entre estes, sobressai o trabalho de\u00a0Kalma\u00a0Murtinho. Ela pertence \u00e0 gera\u00e7\u00e3o que profissionalizou e deu visibilidade ao of\u00edcio. Assinou figurinos em espet\u00e1culos que fizeram a hist\u00f3ria de nossas artes c\u00eanicas&#8221;. O presidente destaca que o Brasil carece de publica\u00e7\u00f5es sobre cenografia e figurino. &#8220;O\u00a0livro\u00a0resgata essa trajet\u00f3ria de \u00eaxitos e a deixa dispon\u00edvel para as novas gera\u00e7\u00f5es&#8221;, conclui.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Sobre\u00a0Kalma<\/strong> <\/span><strong><span style=\"color: #000000;\">Murtinho<\/span><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>A carioca Maria Carmen Braga Murtinho (1920 &#8211; 2013) criou indument\u00e1ria, cen\u00e1rios e adere\u00e7os para teatro, carnaval, dan\u00e7a, \u00f3pera, televis\u00e3o, cinema e shows, num total de mais de 220 produ\u00e7\u00f5es, a grande maioria para teatro. Ganhou mais de 30 premia\u00e7\u00f5es, de 1955 a 2007, sendo quatro pr\u00eamios Moli\u00e8re; seis trof\u00e9us Mambembe (Minist\u00e9rio da Cultura); dois pr\u00eamios Shell; e os pr\u00eamios das associa\u00e7\u00f5es brasileira, carioca e paulista de cr\u00edticos teatrais; al\u00e9m dos pr\u00eamios Saci e Ibeu, entre outros. Come\u00e7ou nos anos 40, antes de existir no Brasil a profiss\u00e3o de figurinista, &#8220;no tempo em que se dedicar ao teatro significava fazer de tudo, de varrer os bastidores a atuar&#8221;(1),\u00a0por isso acostumou-se a tirar ela mesma as medidas dos modelos e a comprar material.\u00a0&#8220;O processo de profissionaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante dif\u00edcil no Brasil. Se n\u00e3o houvesse a lei reconhecendo os artistas [&#8230;], n\u00e3o ter\u00edamos chegado a nada. Mas [&#8230;] nossa profiss\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 organizada&#8221;(1), advertiu. Seu trabalho era feito com planejamento e apuro, al\u00e9m de zelo pela pesquisa e p ela anteced\u00eancia &#8211; entregava os figurinos j\u00e1 nos ensaios &#8211; porque, como dizia, &#8220;a roupa ajuda o ator a vestir o personagem&#8221;(2).<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Barbara Heliodora, Fernanda Montenegro e Paula Santomauro escrevem sobre\u00a0Kalma<\/span><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Na introdu\u00e7\u00e3o do\u00a0livro, Barbara Heliodora lembra que, no come\u00e7o da carreira,\u00a0Kalma\u00a0Murtinho exercia mais de uma fun\u00e7\u00e3o &#8211; atriz, figurinista e cenarista &#8211; em produ\u00e7\u00f5es amadoras, no Teatro Tablado, junto a Maria Clara Machado, com quem colaborou, por 40 anos. Muito solicitada como figurinista,\u00a0Kalmateve\u00a0que decidir por uma das atividades. &#8220;Para sorte do teatro brasileiro, [&#8230;] optou pelos figurinos&#8221;, diz a jornalista. Mas n\u00e3o deixou os cen\u00e1rios, tamb\u00e9m marcados pela excel\u00eancia. &#8220;Para produzir figurinos dessa qualidade, \u00e9 necess\u00e1ria uma consci\u00eancia muito precisa do que pode sugerir a realidade, quando apresentada no palco&#8221;, avalia Barbara. Ela diz que &#8220;a partir da d\u00e9cada de 1970\u00a0Kalma\u00a0\u00e9, de longe, a pessoa mais requisitada em sua profiss\u00e3o&#8221; e lembra os sucessos da artista, como o do ano de 1979 quando retrato u a malandragem carioca em\u00a0<em>O rei de Ramos<\/em>, de Dias Gomes, no Teatro Jo\u00e3o Caetano. A cr\u00edtica ressalta o prazer, o amor e o cuidado com que\u00a0Kalma\u00a0tratava cada pe\u00e7a. Acrescenta que a artista fez &#8220;as centenas ou os milhares de figurinos que vestiram o melhor do teatro brasileiro&#8221;, sempre servindo aos roteiros com precis\u00e3o, sem nunca ter procurado enfatizar seu pr\u00f3prio trabalho &#8211; para que ele fosse um &#8220;servi\u00e7o prestado ao texto e ao diretor&#8221;. Cita ainda Mar\u00edlia P\u00eara, que disse: &#8220;&#8230;sempre que dirijo um espet\u00e1culo eu a convido [&#8230;] porque ter\u00a0Kalma\u00a0em um espet\u00e1culo \u00e9 cerc\u00e1-lo de sabedoria e eleg\u00e2ncia&#8221;. A atriz e encenadora relata que dirigiu quatro pe\u00e7as com figurinos assinados pela figurinista\u00a0e enaltece a eleg\u00e2ncia e a delicadeza das suas cria\u00e7\u00f5es de\u00a0Kalma.<\/p>\n<p>Fernanda Montenegro fala de sua experi\u00eancia com o trabalho da indumentarista. Diz que ela sempre trazia para os atores &#8220;o milagre da n\u00e3o estranheza, do n\u00e3o desconforto&#8221;. E explica: &#8220;Em teatro, \u00e0s vezes, o h\u00e1bito faz o monge.\u00a0Kalma\u00a0n\u00e3o cria no &#8216;de fora para dentro&#8217;, mas, sim, no &#8220;de dentro'&#8221;. Acrescenta que o ator era &#8220;envolvido&#8221; pelos figurinos da artista &#8220;que voc\u00ea leva como leva seu corpo. [&#8230;]&#8221;, sempre integrados ao int\u00e9rprete. &#8220;Devo a\u00a0Kalma\u00a0Murtinho encontros c\u00eanicos inesquec\u00edveis. Figurinos que traziam apoios conclusivos para aquela interpreta\u00e7\u00e3o&#8221;. E conclui: &#8220;N\u00e3o vejo na hist\u00f3ria da nossa indument\u00e1ria c\u00eanica nenhum outro artista com tal extraordin\u00e1ria presen\u00e7a criat iva ao longo de tantos [&#8230;] anos&#8230;&#8221;. J\u00e1 Paula Santomauro revela detalhes curiosos da biografia e da personalidade de\u00a0Kalma; e alguma coisa da sua inf\u00e2ncia e vida cotidiana &#8211; em casa, e na loja de artesanato que abriu em Copacabana, onde iam artistas e intelectuais e que inspirou at\u00e9 um poema de Drummond (reproduzido no\u00a0livro). Paula descreve, ainda, as primeiras pesquisas teatrais de\u00a0Kalma.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">A figurinista fala do seu trabalho<\/span><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Mesmo que um s\u00f3 papel esteja sendo interpretado por cinco atores, os cinco figurinos v\u00e3o ser diferentes: n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de estereotipar um figurino.&#8221;\u00a0(2)<\/p>\n<p>&#8220;Durante algum tempo consegui me desdobrar entre atriz e figurinista, mas logo percebi que teria que optar [&#8230;] N\u00e3o preciso nem dizer que a minha escolha por ser figurinista foi acertada, pois sinto que nasci para isto.&#8221;(3)<\/p>\n<p>&#8220;Mas, uns dez, vinte anos depois, eu estava fazendo figurinos para cinco espet\u00e1culos ao mesmo tempo.&#8221;(4)<\/p>\n<p><em>Kalma<\/em> <em>Murtinho<\/em><\/p>\n<p><strong>Uma cronologia de sucessos<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Kalma\u00a0trabalhou em teatro at\u00e9 o ano de 2012. Como destaca Barbara Heliodora, foi chamada por todos os diretores importantes do pa\u00eds &#8211; como Ziembinski, Gianni Ratto, \u00cdtalo Rossi, Adolpho Celli, Jos\u00e9 Renato, Lu\u00eds de Lima, Jo\u00e3o Bethencourt, Dias Gomes, Ant\u00f4nio Abujamra, Fernando Torres, Mar\u00edlia P\u00eara, Moacyr G\u00f3es, Bia Lessa, Miguel Falabella e muitos outros.Vestiu personagens de Tchekhov, Brecht, Tennessee Williams, Virg\u00ednia Woolf, Pl\u00ednio Marcos\u00a0e de v\u00e1rios outros dramaturgos famosos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Tablado, grandes teatros e companhias do Brasil foram marcados por figurinos e cen\u00e1rios da artista, entre elas a do Teatro Nacional de Com\u00e9dia (TNC) &#8211; com\u00a0<em>Pedro Mico<\/em>, de Ant\u00f4nio Callado, dire\u00e7\u00e3o de Paulo Francis, em 1957; e os Artistas Unidos em 1958 com\u00a0<em>Gigi,<\/em> de Collette. Em S\u00e3o Paulo, seu trabalho se destacou, nos anos 50, no Teatro Brasileiro de Com\u00e9dia &#8211; TBC. Nas d\u00e9cadas de 60 e 70, os figurinos de\u00a0Kalma\u00a0estiveram em v\u00e1rios teatros cariocas, como o Dulcina (hoje da\u00a0Funarte) e o Ipanema &#8211; como em\u00a0<em>O Jardim das Cerejeiras<\/em>, de Tchekhov, tradu\u00e7\u00e3o de Eug\u00eanio Kusnet, pelo qual ela ganhou o Moli\u00e8re. O Teatro Copacabana, o Teatro dos Quatro e o Teatro de Bolso receberam suas indument\u00e1rias e o Casa Grande, com\u00a0<em>A cinderela do petr\u00f3leo &#8211; <\/em>autoria e dire\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Bethencourt. Em 1 976,\u00a0<em>O Quarteto<\/em>,\u00a0de\u00a0Ant\u00f4nio Bivar, dirigido por Ziembinski no Teatro M\u00e1rcia de Windsor (S\u00e3o Paulo) teve figurinos dela.<\/p>\n<p>Em 1981, desenhou para Henriette Morineau e o elenco de\u00a0<em>Ensina-me a viver<\/em>, de Colin Higgins, dire\u00e7\u00e3o de Domingos Oliveira. Fez\u00a0<em>As L\u00e1grimas Amargas de Petra Von Kant, <\/em>de Fassbinder, com Fernanda Montenegro, em 1982. No mesmo ano, trabalhou para os musicais\u00a0<em>Amadeus<\/em>, de Peter Shaffer e\u00a0<em>Piaf <\/em>, com Bibi Ferreira, de\u00a0Pam Gens &#8211; ambos dirigidos por Fl\u00e1vio Rangel. O mesmo encenador fez, ainda, em 1983,\u00a0<em>Vargas, <\/em>de\u00a0Dias Gomes e Ferreira Gullar, tamb\u00e9m com\u00a0Kalma. No mesmo ano, ela ganhou os pr\u00eamios Moli\u00e8re e Mambembe, por\u00a0<em>Foi Bom Meu Bem?, <\/em>de Lu\u00eds Alberto de Abreu, com dire\u00e7\u00e3o de Wolf Maya; e por\u00a0<em>Testemunha de Acusa\u00e7\u00e3o<\/em>, de Agatha Christie, dirigido por Domingos Oliveira e Luiz Carlos Maciel; e fez\u00a0<em>A eterna luta entre o homem e a mulher , <\/em>de Mill\u00f4r Fernandes &#8211; dire\u00e7\u00e3o de Gianni Ratto -, no Teatro Clara Nunes (RJ). Em 1986, T\u00f4nia Carrero e S\u00e9rgio Britto viveram\u00a0<em>Quartett<\/em>, de Heiner Muller &#8211; dire\u00e7\u00e3o de Gerald Thomas, com trajes cridos por\u00a0Kalma.<\/p>\n<p>Fez tamb\u00e9m\u00a0<em>\u00c9&#8230;, <\/em>de Mill\u00f4r Fernandes, dirigido por Camilo \u00c1tilla, em 1996 e, no ano seguinte,\u00a0<em>Gata em teto de zinco quente, <\/em>de\u00a0Tennessee Williams, com dire\u00e7\u00e3o de Moacyr G\u00f3es. Em 2001, com dire\u00e7\u00e3o de Bibi Ferreira, fez\u00a0<em>Conduzindo Miss Daisy<\/em>, de Alfred Uhry. Assinou o\u00a0<em>Theatro musical brasileiro<\/em>, de Lu\u00eds Ant\u00f4nio Martinez Correa, em 2009, com dire\u00e7\u00e3o de Fabio Pillar. A pe\u00e7a foi escrita a partir de pesquisa, apoiada pelo antigo Inacen (antecessor da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes C\u00eanicas &#8211; Fundacen, incorporada \u00e0\u00a0Funarte).<\/p>\n<p>Em televis\u00e3o, nos anos 70, com Chico Anysio, fez\u00a0<em>Chico City <\/em>&#8211; dire\u00e7\u00e3o de Augusto C\u00e9sar Vanucci &#8211; al\u00e9m de atuar em famosas telenovelas, como\u00a0<em>Saramandaia<\/em>, de Dias Gomes (dire\u00e7\u00e3o de arte e figurinos);\u00a0<em>Duas vidas; O Astro, <\/em>de Janete Clair; e ainda\u00a0<em>Espelho m\u00e1gico<\/em>, de Lauro C\u00e9sar Muniz &#8211; dire\u00e7\u00e3o de Gonzaga Blota e Daniel Filho.<\/p>\n<p>Fez a indument\u00e1ria para tr\u00eas filmes e tr\u00eas shows &#8211; destacando-se os de Elis Regina e de Beth Carvalho. Em dan\u00e7a, assinou\u00a0<em>Les pr\u00e9sages<\/em>, de Leonid Massine, conduzido por Tatiana Leskova.\u00a0Kalma\u00a0fez ainda duas \u00f3peras, ambas no Theatro Municipal (RJ):\u00a0<em>Yerma<\/em>, de Villa- Lobos, dire\u00e7\u00e3o de Adolpho Celli (1983) e\u00a0<em>O Trovador<\/em>, de Giuseppe Verdi, dirigida por Bia Lessa (2010).<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>(1)-\u00a0Brasil Mem\u00f3ria das Artes\u00a0&#8211;\u00a0Funarte\u00a0&#8211;\u00a0www.funarte.gov.br<br \/>\n(2) &#8211;\u00a0Enciclop\u00e9dia Ita\u00fa Cultural<br \/>\n(3) &#8211;\u00a0Livro\u00a0Os melhores anos de muitas vidas: 50 anos de Tablado, de Martha Rosman (Agir, 2001).<br \/>\n(4) &#8211;\u00a0Livro\u00a0Vestindo os nus: figurino em cena, de Rosane Muniz (Senac Rio, 2004).<\/p>\n<p><strong><em>Kalma<\/em><\/strong> <strong><em>Murtinho, figurinos<\/em><\/strong><strong><em><br \/>\n<\/em><\/strong>Organiza\u00e7\u00e3o: Rita Murtinho e Carlos Greg\u00f3rio<br \/>\n<strong>Edi\u00e7\u00e3o\u00a0Funarte<br \/>\n<\/strong>244 p\u00e1ginas<br \/>\n<strong>Pre\u00e7o: R$ 50<br \/>\n<\/strong><strong><br \/>\nLan\u00e7amento:\u00a016 de setembro, ter\u00e7a-feira, \u00e0s 19h30<\/strong><\/p>\n<p><strong>Teatro Tablado<br \/>\n<\/strong>Av. Lineu de Paula Machado, n\u00ba 795, Lagoa &#8211; Rio de Janeiro, RJ<br \/>\nTels. (21) 2294 7847 | (21) 2239 0229<\/p>\n<p>\u00c0 venda na\u00a0<strong>Livraria M\u00e1rio de Andrade <\/strong>(Funarte\/RJ), a partir do dia 17 de setembro<br \/>\n<strong>Encomendas para todo o Brasil, atrav\u00e9s do e-mail: <\/strong><strong>livraria@funarte.gov.br<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre encomenda<\/strong><br \/>\nTels:\u00a0(21) 2279 8071 e\u00a0(21) 2279 8070<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nFunda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes &#8211;\u00a0Funarte\/Ger\u00eancia de Edi\u00e7\u00f5es<br \/>\n<a href=\"mailto:edicoes@funarte.gov.br\" target=\"_blank\"> edicoes@funarte.gov.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes &#8211;\u00a0Funarte\u00a0&#8211;\u00a0lan\u00e7a, no dia 16 de setembro de 2014, no Teatro Tablado, Zona Sul do Rio de Janeiro, o\u00a0livro\u00a0Kalma Murtinho, figurinos. 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