{"id":70446,"date":"2014-10-24T17:45:12","date_gmt":"2014-10-24T19:45:12","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=70446"},"modified":"2014-10-24T17:45:12","modified_gmt":"2014-10-24T19:45:12","slug":"funarte-promove-encontros-entre-o-publico-e-personalidades-do-teatro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=70446","title":{"rendered":"Funarte promove encontros entre o p\u00fablico e personalidades do teatro"},"content":{"rendered":"<p>A atriz Mar\u00edlia P\u00eara abre na pr\u00f3xima ter\u00e7a, 28 de outubro, \u00e0s 19 horas, a s\u00e9rie <em>Di\u00e1logos com Amir Haddad<\/em>, no Teatro Cacilda Becker, Zona Sul do Rio. Idealizado pelo Centro de Artes C\u00eanicas da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes, o projeto prop\u00f5e encontros entre personalidades do teatro brasileiro e o p\u00fablico. O condutor da conversa \u00e9 o diretor Amir Haddad. Os outros convidados s\u00e3o a atriz Renata Sorrah e os diretores Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa e Aderbal Freire Filho.<\/p>\n<p>Nos encontros, os profissionais de teatro ser\u00e3o entrevistados por Haddad sobre suas experi\u00eancias na arte teatral, a trajet\u00f3ria na carreira, a troca com outros colegas de of\u00edcio, al\u00e9m de falarem sobre trabalhos, incluindo os mais recentes. <em>Di\u00e1logos com Amir Haddad <\/em>pretende transmitir ao p\u00fablico o processo criativo dos artistas entrevistados,\u00a0 sob a \u00f3tica de Amir Haddad, diretor que passou por diversas fases do teatro brasileiro, experimentando variados estilos, desde o teatro tradicional ao teatro de rua.<\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes ir\u00e1 gravar e editar as quatro entrevistas que ser\u00e3o disponibilizadas, posteriormente, no portal da institui\u00e7\u00e3o para acesso como fonte de pesquisa e informa\u00e7\u00e3o. As entrevistas ser\u00e3o realizadas no Rio de Janeiro, no Teatro Cacilda Becker, no Largo do Machado; e na cidade de S\u00e3o Paulo, no Teatro Oficina. Os encontros ser\u00e3o sempre as ter\u00e7as, \u00e0s 19 horas, e a entrada \u00e9 gratuita.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre Amir Haddad<\/strong><br \/>\nDiretor e ator, iniciou a carreira em grupos alternativos na d\u00e9cada de 1970, fundamentando seu trabalho na disposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o convencional da cena; desconstru\u00e7\u00e3o da dramaturgia; utiliza\u00e7\u00e3o aberta dos espa\u00e7os c\u00eanicos; e intera\u00e7\u00e3o entre atores e p\u00fablico. Nos anos 50, com Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa e Renato Borghi, participa da cria\u00e7\u00e3o do Teatro Oficina (SP). Com <em>A Incubadeira<\/em>, de Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa (1959), ganha seu primeiro pr\u00eamio na dire\u00e7\u00e3o. Depois, \u00e9 premiado com dois Moli\u00e8re: <em>A Constru\u00e7\u00e3o,<\/em> de Altimar Pimentel (1969) e <em>O Marido Vai \u00e0 Ca\u00e7a<\/em>, de Georges Feydeau (1970). Com <em>Tango<\/em>, de Slawomir Mrozec (1972), recebe o pr\u00eamio Governador do Estado do Rio de Janeiro. Em 1980, funda o T\u00e1 na Rua, fazendo apresenta\u00e7\u00f5es de rua baseadas em cenas de cria\u00e7\u00e3o coletiva. Realiza trabalhos no teatro comercial, que lhe valem o Pr\u00eamio Shell (<em>Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come<\/em>, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar\/1989) e o Pr\u00eamio Sharp (<em>O Mercador de Veneza<\/em>, de Shakespeare\/1996). Tem atua\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m como professor na Escola de Teatro do Par\u00e1 (1961 a 1964); Escola de Teatro da Universidade do Rio de Janeiro (1966 a 1973), e na Escola de Teatro Martins Pena (1965 e 1978). Trabalha na Forma\u00e7\u00e3o do N\u00facleo de Teatro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1992 a 1995), al\u00e9m de aplicar cursos em eventos de artes c\u00eanicas no pa\u00eds e no exterior, sendo, inclusive, pedagogo convidado da Escola Internacional de Teatro Latino-Americano e Caribe, em Havana.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre os convidados<br \/>\n<\/strong><strong>Mar\u00edlia P\u00eara<br \/>\n<\/strong>Filha dos atores Dinorah Marzullo P\u00eara e Manoel P\u00eara, Mar\u00edlia estreou na trag\u00e9dia grega <em>Med\u00e9ia<\/em>, aos quatro anos. Jovem, se apresentou dan\u00e7ando em <em>My fair lady<\/em>, com Bibi Ferreira e Paulo Autran. Em mais de 60 anos de carreira, transitou por todos os g\u00eaneros teatrais \u2013 trag\u00e9dia, com\u00e9dia, drama e musical. <em>Brincando em cima daquilo<\/em> (1984a 1986); <em>Mademoiselle Chanel<\/em> (2004 a 2007), com temporada em Paris; <em>Apareceu a Margarida<\/em> (1994) e <em>Master Class<\/em> (1996\/1997) est\u00e3o entre seus sucessos no teatro. Em televis\u00e3o, j\u00e1 atuou em novelas, miniss\u00e9ries, humor\u00edsticos, especiais e seriados. Seu personagem mais recente foi Darlene no seriado <em>P\u00e9 na cova<\/em>, na TV Globo. No cinema, s\u00e3o quase 30 longas-metragens, com destaque para a prostituta Suely de <em>Pixote, a lei do mais fraco<\/em>. Atriz premiada tanto no teatro como no cinema, Mar\u00edlia \u00e9 tamb\u00e9m diretora de teatro e shows, core\u00f3grafa, bailarina e cantora.<strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa<br \/>\n<\/strong>O diretor, autor e ator paulista \u00e9 um dos mais importantes encenadores brasileiros. Seu trabalho tem destaque na d\u00e9cada de 1960, como l\u00edder do Teatro Oficina, onde desenvolveu montagens, baseadas no m\u00e9todo Stanislavski,consideradas antol\u00f3gicas, tais como<em> O Rei da Vela, Na Selva das Cidades<\/em> e <em>Pequenos Burgueses<\/em>, este \u00faltimo lhe rendeu todos os pr\u00eamios de melhor dire\u00e7\u00e3o do ano. Nesse per\u00edodo, muda seu trabalho para o teatro \u00e9pico de Bertolt Brecht, e o Oficina firma posi\u00e7\u00e3o contra a persegui\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia do regime militar \u00e0 \u00e9poca. Nos anos 1970, vivencia as experi\u00eancias da contracultura, transformando-se em l\u00edder de uma comunidade teatral e das montagens de suas cria\u00e7\u00f5es coletivas, e num dos \u00edcones da Tropic\u00e1lia. Nos anos 90, reorganiza a companhia e prop\u00f5e intera\u00e7\u00e3o constante entre vida e teatro.Encena <em>Ham-let<\/em>, inspirado na obra de William Shakespeare, ganhando os pr\u00eamios Shell e Mambembe de melhor dire\u00e7\u00e3o. A montagem reinaugura o Teatro Oficina, fechado desde 1974, com reforma assinada pela arquiteta Lina Bo Bardi, transformando-o numa &#8220;rua cultural\u201d. Monta: <em>Mist\u00e9rios Gozozos<\/em>, de Oswald de Andrade; <em>As Bacantes<\/em>, de Eur\u00edpides ;<em>Para Dar Um Fim no Ju\u00edzo de Deus<\/em>, de Antonin Artaud; <em>Ela<\/em>, de Jean Genet; <em>Taniko, o Rito do Vale<\/em>, de Zenchiku e <em>Cacilda!<\/em>, texto premiado de sua autoria, livre biografia de Cacilda Becker; e <em>Boca de Ouro<\/em>, de Nelson Rodrigues.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Renata Sorrah<\/strong><br \/>\nAtriz e produtora, trabalhou com muitos diretores destacados na cena teatral, como Amir Haddad, Jo\u00e3o das Neves, Celso Nunes, S\u00e9rgio Britto, Ulysses Cruz, Gabriel Villela e Felipe Hirsch. Entre seus trabalhos mais importantes est\u00e3o <em>Ant\u00edgone<\/em>, de S\u00f3focles; <em>A Gaivota<\/em>, de Anton Tchekhov; <em>H\u00e1 Vagas para Mo\u00e7as de Fino Trato<\/em>, de Alcione Ara\u00fajo; <em>\u00c9&#8230;<\/em> , de Mill\u00f4r Fernandes. Por <em>Afinal&#8230;Uma Mulher de Neg\u00f3cios<\/em>, de Fassbinder e <em>Os Veranistas<\/em>, de M\u00e1ximo Gorki, ambos com dire\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Britto, recebeu dois pr\u00eamios Moli\u00e8re consecutivos de melhor atriz. <em>As L\u00e1grimas Amargas de Petra von Kant<\/em>, de Fassbinder; e <em>Mary Stuart<\/em>, de Schiller s\u00e3o outras montagens de destaque no teatro. Renata iniciou carreira na TV em 1969, na Rede Tupi, com a novela <em>Um Gosto Amargo de Festa<\/em>. Entre sua atua\u00e7\u00f5es marcantes no ve\u00edculo est\u00e3o Heleninha Roitman, em <em>Vale Tudo<\/em> (1988); e Nazar\u00e9 Tedesco, de <em>Senhora do Destino<\/em> (2004). A atriz tamb\u00e9m atuou em muitos filmes do cinema nacional. Atualmente, interpreta a vil\u00e3 Gl\u00e1ucia Beatriz, na novela <em>Gera\u00e7\u00e3o Brasil,<\/em> da TV Globo.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Aderbal Freire Filho<br \/>\n<\/strong>Estreou em 1970 como ator em <em>Di\u00e1rio de Um Louco<\/em>, de Nikolai Gogol. Como diretor, a primeira montagem foi <em>O Cord\u00e3o Umbilical<\/em>, de Mario Prata (1972); o primeiro sucesso, o mon\u00f3logo <em>Apareceu a Margarida<\/em>, de Roberto Athayde (1973). No final dos anos 70, dirige montagens, inclusive de \u00f3pera, na Argentina, Uruguai, Holanda, Col\u00f4mbia, e participa de festivais e mostras internacionais de teatro. Reativa o Teatro Glaucio Gill, no Rio, onde estreia A <em>Mulher Carioca aos 22 Anos<\/em>, recebendo o Pr\u00eamio Shell. Na d\u00e9cada de 1980, realiza experi\u00eancias com teatro de rua, em grandes montagens de dramas sacros e adapta\u00e7\u00f5es para Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade. <em>Mo\u00e7o em Estado de S\u00edtio <\/em>(1981), de Oduvaldo Vianna Filho, inicia uma fase criativa do diretor na busca pela teatralidade com o elenco tomando o texto teatral como eixo da cria\u00e7\u00e3o. <em>Besame Mucho<\/em>, de Mario Prata (1983) lhe d\u00e1 os pr\u00eamios Paulo Pontes e Mambembe; e <em>M\u00e3o na Luva<\/em>, de Oduvaldo Vianna Filho (1984), dois Mambembes e o Golfinho de Ouro. Nos anos 90, dedica-se a personagens hist\u00f3ricos: <em>Lampi\u00e3o<\/em>, dele pr\u00f3prio; <em>O Tiro Que Mudou a Hist\u00f3ria<\/em>, sobre Get\u00falio Vargas; e <em>Tiradentes, Inconfid\u00eancia no Rio<\/em>, ambos dele e de Carlos Eduardo Novaes. Quatro anos depois, assume o Teatro Carlos Gomes, onde realiza, entre outros, <em>Senhora dos Afogados<\/em>, de Nelson Rodrigues. Tamb\u00e9m tem atua\u00e7\u00e3o como professor na CAL \u2013 Casa das Artes de Laranjeiras, na Escola de Teatro Martins Pena e na Faculdade de Letras da UFRJ. Na Escola de Comunica\u00e7\u00e3o da UFRJ, coordena um curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o lato sensu.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><em><strong>Di\u00e1logos com Amir Haddad<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><strong>Programa\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>28 de outubro, \u00e0s 19h<\/strong><br \/>\nEntrevistada: <strong>Mar\u00edlia P\u00eara<\/strong><br \/>\nLocal: <strong>Teatro Cacilda Becker<\/strong><\/p>\n<p><strong>4 de novembro, \u00e0s 19h<\/strong><br \/>\nEntrevistado: <strong>Jos\u00e9 Celso Martinez Correa<\/strong><br \/>\nLocal: <strong>Teatro Oficina<\/strong><\/p>\n<p><strong>11\u00a0 de novembro, \u00e0s 19h<br \/>\n<\/strong>Entrevistada: <strong>Renata Sorrah<\/strong><br \/>\nLocal: <strong>Teatro Cacilda Becker<\/strong><\/p>\n<p><strong>18 de novembro, \u00e0s 19h<\/strong><br \/>\nEntrevistado: <strong>Aderbal Freire Filho<br \/>\n<\/strong>Local: <strong>Teatro Cacilda Becker<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: small;\">Teatro Cacilda Becker<\/span><span style=\"font-size: small;\"><br \/>\n<\/span><\/strong>Rua do Catete, 338<br \/>\nLargo do Machado &#8211; Rio de Janeiro (RJ)<br \/>\n(21) 2265-9933<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: small;\">Teatro Oficina<\/span><span style=\"font-size: small;\"><br \/>\n<\/span><\/strong>R. Jaceguai, 520<br \/>\nBela Vista &#8211; S\u00e3o Paulo (SP)<br \/>\n(11) 3104-0678<\/p>\n<p><strong>*Entrada franca, sujeita \u00e0 lota\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A atriz Mar\u00edlia P\u00eara abre na pr\u00f3xima ter\u00e7a, 28 de outubro, \u00e0s 19 horas, a s\u00e9rie Di\u00e1logos com Amir Haddad, no Teatro Cacilda Becker, Zona Sul do Rio. Idealizado pelo Centro de Artes C\u00eanicas da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes, o projeto prop\u00f5e encontros entre personalidades do teatro brasileiro e o p\u00fablico. 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