{"id":74311,"date":"2015-03-10T17:59:54","date_gmt":"2015-03-10T20:59:54","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=74311"},"modified":"2015-03-10T18:51:13","modified_gmt":"2015-03-10T21:51:13","slug":"funarte-lamenta-o-falecimento-de-inezita-barroso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=74311","title":{"rendered":"Funarte lamenta o falecimento de Inezita Barroso"},"content":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte expressa sua consterna\u00e7\u00e3o pelo falecimento da cantora, pesquisadora musical, folclorista e apresentadora Inezita Barroso, no domingo, dia 8 de mar\u00e7o, aos 90 anos. Inezita era considerada a maior refer\u00eancia da m\u00fasica caipira brasileira. Estava internada no Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas desde 19 de fevereiro.<\/p>\n<p>Ignez Magdalena Aranha de Lima interpretou m\u00fasicas como <em>Lampi\u00e3o de g\u00e1s, Tristeza do Jeca, Luar do sert\u00e3o, O Menino da porteira, Prenda minha, Marvada Pinga, Meu lim\u00e3o, meu limoeiro, Balaio, Mesti\u00e7a, Azul\u00e3o,<\/em> e mais de mil outras m\u00fasicas, gravadas em 74 discos \u2013 entre vinis, Cds e DVDs.<\/p>\n<p>Inezita Barroso nasceu no bairro da Barra Funda, em S\u00e3o Paulo, capital, mas dizia ter \u201cum cora\u00e7\u00e3o caipira, recheado de amor pelas tradi\u00e7\u00f5es populares\u201d. Ela, que completara nove d\u00e9cadas no dia 4 de mar\u00e7o, foi uma das maiores pesquisadoras e propagadoras da m\u00fasica caipira, em todos os diversos subg\u00eaneros que representam a produ\u00e7\u00e3o musical do interior brasileiro. Al\u00e9m de cantora e instrumentista consagrada, apresentou, por mais de 30 anos o programa <em>Viola, minha viola<\/em>, na TV Cultura (SP). Transmitida para v\u00e1rias cidades do pa\u00eds, a atra\u00e7\u00e3o resgata e preserva a mem\u00f3ria do g\u00eanero caipira; documenta sua evolu\u00e7\u00e3o recente; e revela novos talentos.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\"><span style=\"color: #000000;\">Uma vida pela cultura caipira<\/span><\/span><\/p>\n<p>Int\u00e9rprete, violeira, violonista e arranjadora, Inezita Barroso tamb\u00e9m era folclorista \u2013 Doutora <em>Honoris Causa em Folclore<\/em> e Arte Digital pela Universidade de Lisboa (Portugal) \u2013 atriz e professora. Apesar de ser paulistana e de fam\u00edlia tradicional, apaixonou-se muito cedo pela cultura caipira. Come\u00e7ou a cantar aos sete anos de idade. Por essa \u00e9poca, iniciou os estudos de viol\u00e3o. Numa fazenda de parentes, come\u00e7ou a aprender a tocar viola e a cantar composi\u00e7\u00f5es caipiras, como a <em>Moda da Pinga<\/em> e a moda-de-viola <em>Boi Amarelinho<\/em>. Aos oito anos, j\u00e1 se apresentava em recitais de viol\u00e3o. Com nove anos, integrou a Turma de Violeiros do Pequen\u00f3polis, da professora Mary Buarque. Aos 11, come\u00e7ou a estudar piano. Cursou Biblioteconomia. Em 1947, casou-se com o advogado Adolfo Barroso. O nome art\u00edstico de Ignez foi criado aos 25 anos, quando juntou seu apelido de inf\u00e2ncia, Inezita, ao sobrenome do marido.De 1982 a 1996, foi professora de Folclore na Universidade de Mogi das Cruzes. A partir de 1983, come\u00e7ou a lecionar na Faculdade Capital de S\u00e3o Paulo. Em 2014, foi eleita para a Academia Paulista de Letras.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">O programa <em>Viola, minha viola<\/em><\/span><\/strong><\/p>\n<p>Tendo sempre Inezita \u00e0 frente, o <em>Viola, minha viola<\/em> \u00e9 um dos mais antigos programas ainda hoje no ar pela TV brasileira, com mais de 30 anos de transmiss\u00e3o ininterrupta, \u00e9 considerado por estudiosos e pelo p\u00fablico como uma das principais fontes de registro e divulga\u00e7\u00e3o da m\u00fasica caipira. Conforme Inezita dizia, \u00e9 \u201cum altar da tradicional m\u00fasica de raiz&#8230; e se tornou um templo de resist\u00eancia e de audi\u00eancia. Com ele, \u00e9 poss\u00edvel dizer que a m\u00fasica caipira sobrevive, se renova e faz sucesso\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Pequena homenagem a quem preservou e difundiu a m\u00fasica de raiz<\/span><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p>Inezita \u201cFoi uma das maiores cantoras brasileiras, embora sempre mais ligada ao segmento sertanejo do qual era considerada refer\u00eancia m\u00e1xima\u201d, registra o Dicion\u00e1rio Cravo Albin da M\u00fasica Popular Brasileira.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2014, a defensora da m\u00fasica caipira foi hospitalizada, ap\u00f3s cair, dentro da casa em que estava hospedada, em Campos do Jord\u00e3o, no interior de S\u00e3o Paulo. Faleceu por insufici\u00eancia respirat\u00f3ria aguda. Deixou uma filha, Marta Barroso, tr\u00eas netas e cinco bisnetos. O vel\u00f3rio, ocorrido na segunda-feira (9) na Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo, congregou centenas de m\u00fasicos e artistas, de diversas outras \u00e1reas, pesquisadores e autoridades. Uma multid\u00e3o f\u00e3s de todo o Brasil acompanhou o cortejo at\u00e9 o Cemit\u00e9rio Geths\u00eamani, no Bairro do Morumbi, Zona Sul da capital paulista.<\/p>\n<p>A Funarte presta aqui uma pequena homenagem a essa incans\u00e1vel e corajosa defensora das ra\u00edzes da m\u00fasica brasileira e da cultura nacional. O trabalho de preserva\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o art\u00edstica de Inezita Barroso permanecer\u00e1 para sempre, como guia para as novas gera\u00e7\u00f5es de artistas e pesquisadores.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Inezita participou do <em>Projeto Pixinguinha<\/em>, realizado pela Funarte, no ano de 1984. O Programa <em>Est\u00fadio F<\/em>, tamb\u00e9m da Funda\u00e7\u00e3o, entrevistou a artista em 2009. Acesse estes e outros links sobre a artista abaixo:<\/span><\/p>\n<p><a style=\"font-weight: bold;\" href=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/brasilmemoriadasartes\/acervo\/pixinguinha\/projeto-pixinguinha-com-sotaque-regional-inezita-barroso-e-oswaldinho-do-acordeom\/\">Acesse aqui o show de Inezita Barroso no <em>Projeto Pixinguinha <\/em>\u2013 1984<\/a><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/musica\/estudio-f\/estudio-f-inezita-barroso\/\"><span style=\"font-weight: bold;\">Acesse aqui o Programa <\/span><em>Est\u00fadio F<\/em><span style=\"font-weight: bold;\"> com a artista<\/span><\/a><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\"><a href=\"http:\/\/www.dicionariompb.com.br\/inezita-barroso\/discografia\" target=\"_blank\">Acesse aqui a discografia de Inezita Barroso, no Dicion\u00e1rio Cravo Albin da M\u00fasica popular Brasileira<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\"><a href=\"http:\/\/www.dicionariompb.com.br\/inezita-barroso\/dados-artisticos\" target=\"_blank\">Acesse aqui a biografia art\u00edstica de Inezita<\/a><\/span><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.inezitabarroso.com.br\/historia.html\" target=\"_blank\">Acesse aqui o registro biogr\u00e1fico de Inezita, em seu site oficial<\/a><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\"><a href=\"http:\/\/www.inezitabarroso.com.br\/videos.html\" target=\"_blank\">Acesse aqui os v\u00eddeos da artista<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte expressa sua consterna\u00e7\u00e3o pelo falecimento da cantora, pesquisadora musical, folclorista e apresentadora Inezita Barroso, no domingo, dia 8 de mar\u00e7o, aos 90 anos. 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