{"id":77749,"date":"2015-07-30T20:56:58","date_gmt":"2015-07-30T23:56:58","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=77749"},"modified":"2015-07-30T20:56:58","modified_gmt":"2015-07-30T23:56:58","slug":"a-poesia-visual-e-a-critica-de-wlademir-dias-pino-compiladas-em-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=77749","title":{"rendered":"A poesia visual e a cr\u00edtica de Wlademir Dias-pino compiladas em livro"},"content":{"rendered":"<p>Um dos seis poetas revelados na 1\u00aa Exposi\u00e7\u00e3o Nacional de Arte Concreta de 1956, Wlademir Dias-Pino \u00e9 respons\u00e1vel por uma das produ\u00e7\u00f5es consideradas mais singulares da poesia visual no Brasil. Seu legado art\u00edstico e cr\u00edtico foi reunido no livro Poesia\/poema: Wlademir Dias-Pino, fruto de um projeto contemplado no edital Bolsa Funarte de Est\u00edmulo \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o em Artes Visuais 2014, realizado por Rog\u00e9rio Camara e Priscilla Martins. A editora \u00e9 a Estereogr\u00e1fica \u2013 Bras\u00edlia (DF).<\/p>\n<p>Na publica\u00e7\u00e3o, resultado de longa pesquisa dos organizadores, disp\u00f5e-se de parte substancial da produ\u00e7\u00e3o concebida pelo poeta visual entre os anos 1950 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 70 \u2014 inserida no bojo dos movimentos da poesia concreta e do poema\/\/processo. Rog\u00e9rio e Priscilla consideram que naquele per\u00edodo Dias-Pino tra\u00e7ou as bases te\u00f3ricas do conjunto de sua obra. Lan\u00e7ado no dia 2 de julho, no Museu de Arte do Esp\u00edrito Santo \u2013 Centro de Vit\u00f3ria \u2013, o livro revela, segundo os organizadores, o radicalismo e o fervor dos embates de ideias e sociais ocorridos naquele momento da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u201cEmbora se privilegiem os posicionamentos de Dias-Pino no calor das discuss\u00f5es pol\u00edticas e est\u00e9ticas do per\u00edodo em que ocorreram, foram acrescidas algumas reflex\u00f5es posteriores do poeta acerca de sua obra\u201d, comentam os pesquisadores.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o e a proposta do livro<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o foi organizada em dois blocos: o primeiro \u00e9 relativo ao momento de participa\u00e7\u00e3o na poesia concreta; o segundo, \u00e0 \u00e9poca em que o artista integrou o movimento poema\/\/processo. Foram reproduzidos n\u00e3o somente textos cr\u00edticos de Dias-Pino e do grupo poema\/\/processo, mas tamb\u00e9m suas principais obras po\u00e9ticas vinculadas aos dois movimentos. \u201cN\u00e3o houve a inten\u00e7\u00e3o de simular as caracter\u00edsticas objetuais dos poemas originais, no entanto, procurou-se, em alguns casos, apresentar algumas aproxima\u00e7\u00f5es\/vers\u00f5es para que o leitor pudesse estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o experiencial de leitura\u201d, dizem Rog\u00e9rio Camara e Priscilla Martins.<\/p>\n<p>A proposta do trabalho \u00e9 preencher um v\u00e1cuo na bibliografia especializada sobre a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica do per\u00edodo hist\u00f3rico que retrata \u2013 um tempo de efervescente manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica no pa\u00eds. \u201cA crescente import\u00e2ncia dos estudos de adequa\u00e7\u00e3o das m\u00eddias \u00e0s novas tecnologias comprova a extrema relev\u00e2ncia da obra e do pensamento desse artista vision\u00e1rio\u201d, avaliam os organizadores. \u201cNo entanto, mais do que relacionar a produ\u00e7\u00e3o de Dias-Pino \u00e0 l\u00f3gica da interatividade digital, deve-se considerar, pela resist\u00eancia \u00e0s linguagens padronizadas, o seu sentido pol\u00edtico\u201d, defendem, citando o artista: \u201cO valor da literatura \u00e9 estar \u00e0 frente. Os poetas contempor\u00e2neos procuram se antecipar inventando novas grafias, novos c\u00f3digos&#8217;\u201d. Dias-Pino defendia que o poeta visual deve \u201cinventar uma nova visualidade para que possa caracterizar (evito usar nomear porque \u00e9 sem\u00e2ntico) aquele n\u00edvel de tecnologia\u201d.<\/p>\n<p>Rog\u00e9rio e Priscilla comentam que Dias-Pino abre suas proposi\u00e7\u00f5es para diversas possibilidades de apropria\u00e7\u00e3o por parte do leitor, ao mesmo tempo em que busca uma linguagem que se amplie para al\u00e9m do verbal. \u201cDesse modo, a rela\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o passa inevitavelmente pela dimens\u00e3o sem\u00e2ntica do poema. N\u00e3o se trata, portanto, de buscar a atualidade de sua obra pelo vi\u00e9s tecnol\u00f3gico, mas pelas diversas possibilidades de apropria\u00e7\u00e3o que ela estabelece \u2014 esta \u00e9 a ess\u00eancia que a torna de seu tempo, de seu lugar, onde efetivamente se atualiza a cada leitura, permanecendo contempor\u00e2nea\u201d, concluem.<\/p>\n<p>Livro<\/p>\n<p>Poesia\/poema: Wlademir Dias-Pino<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o: Rog\u00e9rio Camara e Priscilla Martins.<\/p>\n<p>Projeto contemplado pelo Minist\u00e9rio da Cultura e pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte no Edital Bolsa Funarte de Est\u00edmulo \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o em Artes Visuais<\/p>\n<p>Editora Estereogr\u00e1fica \u2013 Bras\u00edlia (DF)<\/p>\n<p>info@estereografica.com<\/p>\n<p>Tel. (61) 8262 2225 &#8211; Apenas de segunda \u00e0 sexta das 9h as 18h<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos seis poetas revelados na 1\u00aa Exposi\u00e7\u00e3o Nacional de Arte Concreta de 1956, Wlademir Dias-Pino \u00e9 respons\u00e1vel por uma das produ\u00e7\u00f5es consideradas mais singulares da poesia visual no Brasil. 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