{"id":78603,"date":"2015-08-24T18:44:53","date_gmt":"2015-08-24T21:44:53","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=78603"},"modified":"2015-08-25T19:22:18","modified_gmt":"2015-08-25T22:22:18","slug":"banda-graveola-e-o-lixo-polifonico-faz-o-publico-dancar-na-serie-contemporaneos-na-sala-funarte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=78603","title":{"rendered":"Banda Graveola e o Lixo Polif\u00f4nico faz o p\u00fablico dan\u00e7ar na S\u00e9rie &#8216;Contempor\u00e2neos na Sala Funarte&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>A banda Graveola e o Lixo Polif\u00f4nico abriu a segunda temporada do projeto <em>Contempor\u00e2neos na Sala Funarte<\/em>, no dia 21 de agosto, sexta-feira. Realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes, a s\u00e9rie, que ocupa a Sala Funarte Sidney Miller, no Centro do Rio de Janeiro, tem curadoria de diversos grupos musicais. O projeto recebe a programa\u00e7\u00e3o do Coletivo Chama, at\u00e9 o dia 18 de setembro, sempre \u00e0s sextas, \u00e0s 19h30, com ingressos a pre\u00e7os populares.<\/p>\n<p>O Chama destaca que o grupo Graveola e o Lixo Polif\u00f4nico \u00e9 \u201crepresentante de uma cena musical que, nos \u00faltimos anos, surpreende e apaixona a cada show, disco, e projeto: a nova m\u00fasica de Minas\u201d. O cantor, guitarrista e compositor Pedro S\u00e1 Moraes, membro do grupo, que apresentou esse primeiro show, explica: \u201cO som da Graveola e o Lixo Polif\u00f4nico e sua MPB comunicativa, pop, bem humorada e extremamente musical, n\u00e3o esconde a sua filia\u00e7\u00e3o tropicalista, tampouco nega a heran\u00e7a mineira\u201d. Com m\u00faltiplos recursos instrumentais, o conjunto \u00e9 formado pelos m\u00fasicos Bruno de Oliveira (baixo e vocais); Gabriel Bruce (bateria e vocais); Jos\u00e9 Luis Braga (guitarra, cavaco e voz) ; Luiza Brina (voz, percuss\u00e3o, cavaco e escaleta); Luiz Gabriel Lopes (voz e guitarra) e Ygor Raj\u00e3o (trompete e escaleta).<\/p>\n<p>O p\u00fablico lotou a Sala Funarte para a apresenta\u00e7\u00e3o. As pessoas cantaram as m\u00fasicas autorais da banda \u2013 mostrando que ela j\u00e1 \u00e9 popular no Rio; e dan\u00e7aram. O repert\u00f3rio incluiu algumas musicas do \u00e1lbum que leva o nome do grupo (2009); e os discos\u00a0<em>Um e meio<\/em> (2010);\u00a0<em>Eu Preciso de um liquificador<\/em> (2011);\u00a0<em>Dois e meio<\/em> \u2013 vozes invis\u00edveis (2014) e\u00a0<em>London Bridge<\/em> (2015).\u00a0Pedro S\u00e1 Moraes acrescenta que alguns dos membros do grupo t\u00eam trabalhos solo e projetos paralelos, como Luisa Brina e Luis Gabriel Lopes \u201cEles tamb\u00e9m merecem muito ser conhecidos\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong>Sobre a curadoria, o Grupo Chama e sua proposta<\/strong><\/p>\n<p>No m\u00eas de agosto, em cinco shows, nos dias 21 (sexta), 27 e 28 (quinta e sexta); e, em setembro, nos dias 17 e 18 (quinta e sexta), o coletivo carioca Chama ocupa a Sala Funarte com trabalhos in\u00e9ditos de artistas do pr\u00f3prio grupo, al\u00e9m de um recorte sobre a produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea, com artistas convidados das cenas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte. Os convidados, dois de Minas e um do Rio, abrem os espet\u00e1culos: al\u00e9m do mineiro Graveola e o Lixo Polif\u00f4nico, sobe ao palco, no dia 27 de agosto o carioca Sylvio Fraga Quinteto, e no dia seguinte, Kristoff Silva, de MG. Em setembro, os integrantes do Coletivo Chama e da banda Escambo, Renato Fraz\u00e3o (no dia 17), e Thiago Thiago de Mello (dia 18), se apresentam, com convidados, sendo um mais que especial: o poeta Thiago de Mello, que se apresentar\u00e1 com seu filho m\u00fasico, fechando a ocupa\u00e7\u00e3o, em grande estilo. Tamb\u00e9m estar\u00e3o presentes, no dia 18 a cantora Ilessi, o tecladista e arranjador Ivo Senra e o guitarrista Diogo Sili, outro integrante do Escambo. Fraz\u00e3o receber\u00e1 as cantoras Luiza Borges e Aline Paes; e o trio Piet\u00e1.<\/p>\n<p>Desde o seu surgimento, em fins de 2011, o Coletivo Chama se debru\u00e7a sobre o tema da curadoria, \u201cdas escolhas, dos valores que informam a sele\u00e7\u00e3o de uma m\u00fasica, de um artista, de um trabalho\u201d \u2013 define Pedro S\u00e1 Moraes (um dos fundadores do Coletivo). Ele explica que, embora o grupo esteja muito longe de formar um bloco homog\u00eaneo de prefer\u00eancias, houve, certamente, uma \u201ccoincid\u00eancia enorme\u201d nos valores que reuniram o conjunto, \u201cainda que, \u00e0s vezes, n\u00e3o articulada em palavras\u201d. O m\u00fasico diz que tamb\u00e9m havia no grupo um certo desconforto quanto a padr\u00f5es de escolha por parte da m\u00eddia e de curadores diversos. \u201c\u00c9 uma esp\u00e9cie de meta-narrativa sobre o estado atual da MPB que, sob o aspecto da diversidade, acabava sendo bem excludente. O Coletivo nasceu, ent\u00e3o, para propor outras narrativas, outras \u2018diversidades\u2019, outros recortes \u2013 \u00a0que n\u00e3o se prop\u00f5em \u00e0 verdade \u00fanica, mas que buscam lan\u00e7ar luz sobre muita coisa viva, pulsante, bela, que anda escondida, na atualidade e na hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p>Como parte desse exerc\u00edcio constante de curadoria, eles j\u00e1 realizaram uma s\u00e9rie de festivais e mostras \u2013 \u00a0como o anual <em>Brazilian Explorative Music<\/em>, que j\u00e1 realizou cinco edi\u00e7\u00f5es em Nova York; o <em>Transversais do Tempo<\/em>, s\u00e9ries de shows e debates sobre os rumos da m\u00fasica brasileira, e o <em>Nascente e Foz<\/em>, ciclo de debates que discute a rela\u00e7\u00e3o entre a literatura e a m\u00fasica popular, em que compositores contempor\u00e2neos homenageiam grandes poetas brasileiros. e que j\u00e1 passou por Bras\u00edlia, Fortaleza e Rio \u2013 e que se apresentou na Festa liter\u00e1ria de Paraty (FLIP), recentemente. Al\u00e9m disso, completaram agora tr\u00eas anos ininterruptos do seu programa semanal de r\u00e1dio, o <em>R\u00e1dio Chama<\/em>, transmitido pela Roquette Pinto FM, todas as sextas-feiras, \u00e0s 20h.<\/p>\n<p>&#8220;O convite para assumir a curadoria de cinco shows, como parte da s\u00e9rie <em>Contempor\u00e2neos<\/em>, da Funarte, foi uma surpresa deliciosa, que acolhemos como uma grande oportunidade de mostrar um pouco da nossa vis\u00e3o sobre a produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea de m\u00fasica brasileira&#8221;, afirma o artista.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Os pr\u00f3ximos shows<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>27\/8 \u2013\u00a0Sylvio Fraga<\/strong> \u00e9 um compositor alicer\u00e7ado em seu peculiar viol\u00e3o \u201creafinado\u201d. O artista elabora can\u00e7\u00f5es nas quais par\u00e2metros musicais como timbre e textura s\u00e3o t\u00e3o importantes quanto melodias e harmonias. Sua banda, formada pelo baterista Mac Willian Caetano, o baixista Bruno Aguilar, o trompetista Jos\u00e9 Arimateia e o pianista Lucas Cypriano, n\u00e3o apenas acompanha o o autor cantor, mas se integra em sua voz e seu viol\u00e3o, de tal modo que todos os elementos se envolvem, \u201cconstituindo uma intrigante paisagem sonora que vai se revelando em fluxos cont\u00ednuos de pequenas suites (can\u00e7\u00f5es fundidas umas \u00e0s outras)\u201d \u2013 comenta o Coletivo Chama. Fraga lan\u00e7ou o disco <em>Rosto<\/em>, em 2013. Em outubro deste ano, o p\u00fablico vai conhecer outro: \u00a0<em>Cigarra no Trov\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>28\/8 \u2013\u00a0Kristoff Silva<\/strong> \u00e9 considerado uma refer\u00eancia para a gera\u00e7\u00e3o da nova MPB de Minas Gerais. Hoje envolvido em projetos em colabora\u00e7\u00e3o com o grupo Uakti, o compositor violonista e cantor inventa, em seu trabalho solo, rela\u00e7\u00f5es incomuns e originais entre elementos da tradi\u00e7\u00e3o mel\u00f3dico-harm\u00f4nica da m\u00fasica brasileira e express\u00f5es experimentais do pop internacional \u2013 como a da islandesa Bjork. O artista \u201cpassa do viol\u00e3o erudito ao eletr\u00f4nico como quem vai do quarto \u00e0 sala de uma casa espa\u00e7osa \u2013 como bom lar mineiro, sempre de portas e janelas abertas\u201d, define o Coletivo Chama.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Mais sobre o Coletivo Chama<\/strong><strong> e o <em>Contempor\u00e2neos na Sala Funarte<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Para Marcos Lacerda, Diretor do Centro da M\u00fasica da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 setor respons\u00e1vel pelo projeto <em>Contempor\u00e2neos na Sala Funarte<\/em><em> \u2013<\/em> a apresenta\u00e7\u00e3o desta sexta foi mais uma oportunidade para o p\u00fablico usufruir do que de melhor vem acontecendo na produ\u00e7\u00e3o mais inventiva da can\u00e7\u00e3o popular contempor\u00e2nea do pa\u00eds: \u201cTeremos espet\u00e1culos que n\u00e3o negam, obviamente, os desafios da m\u00fasica de inven\u00e7\u00e3o mais experimental, mas que tendem a ter um cuidado delicado e uma aten\u00e7\u00e3o concentrada na palavra, no texto. Isso ecoa na escolha dos artistas que fazem os shows \u2013 como no caso deste primeiro, o Graveola e Lixo Polif\u00f4nico \u2013 e na pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o do Coletivo Chama\u201d.<\/p>\n<p>Com atua\u00e7\u00e3o destacada na m\u00fasica brasileira contempor\u00e2nea, tanto na media\u00e7\u00e3o cr\u00edtica quanto na cria\u00e7\u00e3o, o Chama conta com artistas importantes no cen\u00e1rio da can\u00e7\u00e3o nacional, como o compositor Thiago Amud \u2013 que recentemente lan\u00e7ou o prestigiado\u00a0<em>De ponta a ponta tudo \u00e9 praia-palma&#8230;<\/em>(2013) \u2013 al\u00e9m de Pedro S\u00e1 Moraes \u2013 que acaba de levar ao p\u00fablico sua tamb\u00e9m consagrada composi\u00e7\u00e3o <em>Al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer<\/em><em> <\/em>(2014). O Coletivo j\u00e1 realizou v\u00e1rios projetos, como o\u00a0<em>Escambo;<\/em><em> <\/em>al\u00e9m de festivais mostras e semin\u00e1rios, que t\u00eam contado com a participa\u00e7\u00e3o de alguns dos mais reconhecidos cr\u00edticos e m\u00fasicos do Brasil, como o renomado violonista e compositor brasileiro Guinga; e do cr\u00edtico musical e professor de literatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Eduardo Losso Guerreiro; entre outros. A contribui\u00e7\u00e3o do grupo foi apontada pelo\u00a0<em>New York Times<\/em> como um dos acontecimentos \u201cmais relevantes\u201d da produ\u00e7\u00e3o de m\u00fasica brasileira contempor\u00e2nea. O coletivo \u00e9 composto por: Cezar Altai, Fernando Vilela, Ivo Senra, Pedro S\u00e1 Moraes, Renato Fraz\u00e3o, Sergio Krakowski, Thiago Amud e Thiago Thiago de Mello.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o do Chama vem em seguida a uma agenda do Coletivo \u00c1udio Rebel\/Quintavant. Com ingressos a pre\u00e7os sempre populares, os shows do Contempor\u00e2neos na Sala Funarte s\u00e3o sempre \u00e0s 19h30.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Pr\u00f3ximos passos do Coletivo Chama<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m fazer a curadoria no <em>Contempor\u00e2neos<\/em>, o Chama est\u00e1 elaborando arranjos e ensaiando para um concerto em homenagem aos 70 anos do falecimento de M\u00e1rio de Andrade \u2013 a\u00e7\u00e3o que vai integrar a Bienal de M\u00fasica Contempor\u00e2nea da Funarte, em outubro. Nesse concerto, ser\u00e3o relidas, com a dire\u00e7\u00e3o musical dos integrantes do grupo Ivo Senra e Thiago Amud, pe\u00e7as de compositores como Camargo Guarnieri e Francisco Mignone sobre poemas de M\u00e1rio, al\u00e9m de v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es do folclore brasileiro, recolhidas pelo poeta e pesquisador. A base do repert\u00f3rio s\u00e3o grava\u00e7\u00f5es, lan\u00e7adas na d\u00e9cada de 80 pela Funarte, no \u00e1lbum duplo de LPs intitulado <em>M\u00e1rio, 300, 350<\/em>; e que est\u00e3o sendo relan\u00e7adas, como parte das comemora\u00e7\u00f5es deste Ano M\u00e1rio de Andrade.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 de Senra e Amud a dire\u00e7\u00e3o musical do CD <em>Todo Mundo \u00e9 Bom<\/em>, primeira cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e lan\u00e7amento conjuntos do Coletivo.<\/p>\n<p><strong><em><span style=\"color: #000000;\">S\u00e9rie Contempor\u00e2neos na Sala Funarte<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p>Ocupa\u00e7\u00e3o Coletivo Chama<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">21, 27 e 28 de agosto e 17 e 18 de setembro de 2015<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Agenda<\/span><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>21\/8 &#8211; sexta &#8211; Graveola e o Lixo polif\u00f4nico<br \/>\n27\/8 &#8211; quinta &#8211; Sylvio Fraga Quinteto<br \/>\n28\/8 \u2013 sexta &#8211; Kristoff Silva &#8211; com Pedro Trigo Santana (contrabaixo) e Yuri Vellasco (bateria)<br \/>\n17\/9 &#8211; quinta &#8211; Renato Fraz\u00e3o e convidados: Luisa Borges, Aline Paes e Piet\u00e1<br \/>\n18\/9 \u2013 sexta &#8211; <em>Amaz\u00f4nia Subterr\u00e2nea: Thiago Thiago de Mello chama o poeta Thiago de Mello, Ilessi, Ivo Senra e Diogo Sili<\/em><\/p>\n<p><strong>Sala Funarte Sidney Miller<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Pal\u00e1cio Gustavo Capanema<br \/>\nRua da Imprensa, 16, t\u00e9rreo \u2013 Centro<br \/>\nRio de Janeiro (RJ)<br \/>\nTel.: (21) 2279 8087<\/p>\n<p><strong>Ingressos: R$ 20. Meia-entrada: R$ 10<br \/>\n<\/strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa: Livre<br \/>\n<strong><br \/>\nRealiza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nFunda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte<br \/>\nCentro da M\u00fasica<br \/>\n<a href=\"mailto:cemus@funarte.gov.br\">cemus@funarte.gov.br<\/a><\/p>\n<p><strong>Curadoria: Coletivo Chama<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/coletivochama\/info?tab=page_info\">https:\/\/www.facebook.com\/coletivochama\/info?tab=page_info<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A banda Graveola e o Lixo Polif\u00f4nico abriu a segunda temporada do projeto Contempor\u00e2neos na Sala Funarte, no dia 21 de agosto, sexta-feira. Realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes, a s\u00e9rie, que ocupa a Sala Funarte Sidney Miller, no Centro do Rio de Janeiro, tem curadoria de diversos grupos musicais. 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