{"id":82850,"date":"2015-11-16T17:23:59","date_gmt":"2015-11-16T19:23:59","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=82850"},"modified":"2015-11-17T15:00:48","modified_gmt":"2015-11-17T17:00:48","slug":"serie-contemporaneos-na-funarte-reune-musicos-com-raizes-no-congo-angola-e-nigeria-dia-18","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=82850","title":{"rendered":"S\u00e9rie &#8216;Contempor\u00e2neos na Funarte&#8217; re\u00fane m\u00fasicos com ra\u00edzes no Congo, Angola e Nig\u00e9ria"},"content":{"rendered":"<p>A s\u00e9rie de shows Contempor\u00e2neos na Funarte, no Rio de Janeiro, recebe um tributo \u00e0s ra\u00edzes africanas, atrav\u00e9s da m\u00fasica de inova\u00e7\u00e3o, no dia 18 de novembro. O espet\u00e1culo\u00a0<em>Di\u00e1spora africana <\/em>re\u00fane artistas do Congo e de Angola; e com ascend\u00eancia nigeriana, na Sala Funarte Sidney Miller (Centro), \u00e0s 19h30. O pre\u00e7o dos ingressos \u00e9 R$ 20.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o encerra a curadoria do Coletivo Norte Comum no programa, realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes, atrav\u00e9s do seu Centro da M\u00fasica.\u00a0No projeto, v\u00e1rios grupos, reconhecidos pelo trabalho em cria\u00e7\u00e3o e pesquisa na \u00e1rea musical, definem as ocupa\u00e7\u00f5es. Eles escolhem diversos artistas e conjuntos com propostas inovadoras, vindos de diferentes estados do pa\u00eds.<strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Os artistas do\u00a0<em>Di\u00e1spora africana<\/em><\/span><\/strong><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Folakemi <\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Inglesa com ascend\u00eancia nigeriana, a cantora Folakemi \u00e9 reconhecida por seu timbre de voz singular, que remete facilmente \u00e0s divas imortais do jazz, como Nina Simone, e contempor\u00e2neas, como Amy Winehouse.<br \/>\nEm 2001, a artista teve a chance de se apresentar no\u00a0<em>Glastonbury Festiva<\/em>l (Inglaterra) &#8211; grande evento de rock e diversos outros estilos; e de artes c\u00eanicas, na Inglaterra &#8211; com a banda Colonel Makessa. Em 2012, Folakemi decidiu deixar Londres e assumir de vez sua carreira de cantora profissional no Brasil. V\u00e1rios artistas consagrados j\u00e1 dividiram com ela o palco, tais como Tony Allen (Fela Kuti),Sergio Barrozo, Tom\u00e1s Improta, Paulo Russo, Fernando Trocado, Zez\u00e9 Motta, BNeg\u00e3o, Walmir Borges e a banda AfroJazz.<br \/>\nA cantora ser\u00e1 acompanhada pelos m\u00fasicos Gabriel Marinho (bateria e percuss\u00e3o) e Julio Raposo (guitarra).<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><strong>Zola Star<\/strong> <strong><br \/>\n<\/strong>O guitarrista congol\u00eas Zola Star fugiu da guerra que, durante d\u00e9cadas, devastou Angola, pa\u00eds de origem de seu pai, onde foi morar aos 18 anos. Veio para o Rio de Janeiro, em 1994, passando a integrar o grupo musical Tropicaliente, em atua\u00e7\u00e3o nas noites cariocas. Ao chegar ao Rio, Zola encontra tamb\u00e9m com o compositor Abel Du\u00ebr\u00eb, seu parceiro, o qual acompanha desde 1999, tamb\u00e9m como guitarrista, arranjador e vocalista.<br \/>\nAs m\u00fasicas de Star revisitam estilos r\u00edtmicos congoleses, como o Ndongolo e o Soukous, al\u00e9m da Rumba. E fazem com algumas incurs\u00f5es no semba, ritmo t\u00edpico da sua segunda terra, Angola. Cantando nos idiomas lingala e kikongo, Zola montou, em 2014, a sua banda, com integrantes da Abayomy Afrobeat Orquestra (que tem realizado v\u00e1rios projetos, com participa\u00e7\u00f5es especiais, al\u00e9m do evento anual Fela Day). O novo repert\u00f3rio do guitarrista inclui composi\u00e7\u00f5es autorais dele, com os arranjos para &#8220;big band&#8221; que a Abayomy trouxe para seu som &#8211; buscando as refer\u00eancias nas grandes orquestras do congo, como a Ocherstre Veve; o reconhecido Franco &amp; OK Orchestre; Sam Mangwana; Papa Wemba; e muitos outros.<br \/>\nO guitarrista Zola Star ser\u00e1 acompanhado por Leri Machado (contrabaixo) e Jahir Soares (Bateria).<\/p>\n<p><strong>Grupo Vissungo<\/strong><br \/>\nComemorando 40 anos de atividade em 2015, com o show\u00a0<em>Kilomboloko!<\/em>, o grupo carioca Vissungo tem<em> <\/em>como proposta fundamental produzir uma &#8220;m\u00fasica negra&#8221; moderna, baseada num mergulho profundo nos elementos culturais originais trazidos por escravos africanos para o Brasil &#8211; por\u00e9m, sem perder o contato com a contemporaneidade da cultura brasileira (em particular) e com a cria\u00e7\u00e3o musical da &#8220;di\u00e1spora negro-africana&#8221; em geral. Ao longo de sua carreira, o grupo passou a exercer a pesquisa e a difus\u00e3o da m\u00fasica africana, tanto em rela\u00e7\u00e3o aos aspectos originais dessa produ\u00e7\u00e3o, quanto \u00e0 express\u00e3o chamada de &#8220;afro-brasileira&#8221; &#8211;\u00a0ligando-se a figuras essenciais desta corrente, como Clementina de Jesus, Jo\u00e3o do Vale e Aniceto do Imp\u00e9rio Serrano. Assim, o Vissungo passou a fundir todas essas refer\u00eancias com a denominada &#8220;m\u00fasica negra&#8221; internacional, notadamente a Black Music e o Afro Beat &#8211; num trabalho considerado como muito original. &#8220;O grupo mescla arte e milit\u00e2ncia, com essa proposta de construir uma m\u00fasica negra brasileira moderna, a partir da similaridade existente entre a cultura negra tradicional do Brasil a m\u00fasica da \u00c1frica contempor\u00e2nea (principalmente Angola e Mo\u00e7ambique, onde, nos anos 1970, j\u00e1 florescia uma cria\u00e7\u00e3o musical tamb\u00e9m moderna, de inten\u00e7\u00f5es libert\u00e1rias); al\u00e9m de Congo e Nig\u00e9ria &#8211; terra de Fela Kuti.<br \/>\nO Vissungo \u00e9 formado pelos m\u00fasicos: Spirito Santo (vocal, marimba e kissange), Lula Esp\u00edrito Santo (viol\u00e3o e vocal) Jahir Soares (bateria), Reinaldo Amancio (guitarra, vocal), Samuka de Jesus, (percuss\u00e3o, vocal), Leri Machado (Contrabaixo) e Junior Crispim (Percuss\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>Mc Pax<\/strong><br \/>\nO franco-congol\u00eas Mc Pax mora h\u00e1 oito meses no Brasil. Em suas apresenta\u00e7\u00f5es, desenvolve uma proposta ousada e at\u00edpica no campo do rap e da m\u00fasica eletro-org\u00e2nica. Atrav\u00e9s de suas letras e de sua sonoridade, pode-se perceber muitas e fortes influ\u00eancias das ruas e de cada lugar que o artista conheceu: Congo, Nig\u00e9ria, Madagascar, Camar\u00f5es, Egito L\u00edbia, China, EUA, alguns pa\u00edses europeus, e Brasil.<br \/>\nPax direciona de forma precisa sua criatividade e energia de execu\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o art\u00edsticas para o campo da cria\u00e7\u00e3o e do improviso de &#8220;estilo livre&#8221;. O &#8220;mc&#8221; funde os idiomas franc\u00eas, swaili (a mais difundida l\u00edngua da etnia africana banto) e portugu\u00eas a sons e ru\u00eddos. Seu som \u00e9 dirigido a despertar no p\u00fablico percep\u00e7\u00f5es sonoras e cr\u00edticas sociais. O rapper se apresenta com o grupo Chataine 6\/3, que tem uma mistura de origens: Congo, Rio de Janeiro e Bahia-: o BeatMaker e dj baiano Gabriel Marinho\u00a0(DJ e Live P.A); o multi-instrumentista e arranjador carioca Fernando Grilo (Flauta) e o percussionista e educador Rodrigo Mar\u00e9.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Sobre o Coletivo Norte Comum<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Norte Comum \u00e9 uma rede de articula\u00e7\u00e3o que pretende restabelecer meios de circula\u00e7\u00e3o e express\u00e3o cultural entre os bairros da Zona Norte do Rio, com sede localizada no bairro de Benfica.\u00a0&#8220;Somos um espa\u00e7o de escuta e conviv\u00eancia permeada por fazeres.\u00a0A partir do encontro de pessoas e ideias, buscamos novas formas de produzir autonomia, explorando as utopias poss\u00edveis atrav\u00e9s das potencialidades de cada um&#8221;,diz o produtor Roberto Barrucho, um dos articuladores do coletivo.<\/p>\n<p>O Norte Comum fez a curadoria de cinco shows na sala Funarte em novembro, alternando a ocupa\u00e7\u00e3o com o grupo do Audio Rebel\/Quintavant.<\/p>\n<p>Na quinta, dia 19, o\u00a0<em>Contempor\u00e2neos na Funarte<\/em> recebe o coletivo Quintavant, que apresenta lan\u00e7amentos de CDs dos grupos Bem\u00f4nio e In-Sone, pelo selo QTV, o Bem\u00f4nio mostra o repert\u00f3rio de Desgosto, e o In-sone lan\u00e7a\u00a0<em>Uturo.<\/em><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Sobre o programa\u00a0<em>Contempor\u00e2neos na Funarte<\/em><\/span><\/strong><\/p>\n<p>Agora com um nome novo, o projeto que ocupa a Sala Funarte Sidney Miller em 2015 recebe seis coletivos. Eles s\u00e3o respons\u00e1veis pela programa\u00e7\u00e3o de cinco shows cada um, at\u00e9 a segunda semana de dezembro &#8211; sempre \u00e0s 19h30. Participam da s\u00e9rie os grupos: Chama, Audio Rebel\/Quintavant, Etnohaus, Norte Comum, Le\u00e3o Et\u00edope do M\u00e9ier e Banda Desenhada. Selecionados pelo Centro da M\u00fasica da Funarte, eles apresentam perspectivas est\u00e9ticas e concep\u00e7\u00f5es musicais das mais distintas, mas que expressam tend\u00eancias representativas da m\u00fasica brasileira contempor\u00e2nea. A proposta \u00e9 trazer artistas e conjuntos com propostas inovadoras, vindos de diferentes estados do pa\u00eds.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>Contempor\u00e2neos na Funarte<\/em><\/strong><strong> <\/strong>apresenta<\/span><\/p>\n<p><strong><em><span style=\"color: #000000;\">Di\u00e1spora Africana<\/span><br \/>\n<\/em><\/strong>Com Folakemi, Mc Pax, Zola Star e Grupo Vissungo<br \/>\nCuradoria: Coletivo Norte Comum<strong><em> <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>18 de novembro de 2015<\/strong><strong>, quarta-feira, \u00e0s 19h30<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sala Funarte Sidney Miller<\/strong><br \/>\nRua da Imprensa, n\u00ba 16 &#8211; t\u00e9rreo<br \/>\nPal\u00e1cio Gustavo Capanema &#8211; Rio de Janeiro (RJ)<br \/>\nTel.: (21) 2279 8087<\/p>\n<p><strong>Ingressos: R$ 20 (meia: R$ 10)<br \/>\nVendas no dia do show, <\/strong>a partir das 16h, na Bilheteria<br \/>\nClassifica\u00e7\u00e3o indicativa: Livre<br \/>\nCapacidade: 207 lugares<\/p>\n<p>Curadoria: Coletivo Norte Comum<br \/>\n<em>Projeto\u00a0<strong>Contempor\u00e2neos na Funarte<br \/>\n<\/strong><\/em><strong>Realiza\u00e7\u00e3o: Funarte &#8211; Centro da M\u00fasica<br \/>\n<\/strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:\u00a0<a href=\"mailto:cemus@funarte.gov.br\" target=\"_blank\">cemus@funarte.gov.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A s\u00e9rie de shows Contempor\u00e2neos na Funarte, no Rio de Janeiro, recebe um tributo \u00e0s ra\u00edzes africanas, atrav\u00e9s da m\u00fasica de inova\u00e7\u00e3o, no dia 18 de novembro. 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