{"id":93353,"date":"2017-02-13T17:08:31","date_gmt":"2017-02-13T19:08:31","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=93353"},"modified":"2017-07-04T17:27:04","modified_gmt":"2017-07-04T20:27:04","slug":"instalacao-coreografica-%e2%80%98bailique%e2%80%99-e-realizada-em-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=93353","title":{"rendered":"Instala\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica \u2018Bailique\u2019 tem entrada franca em SP"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>\u201cUm arquip\u00e9lago. Corpos que se fazem e se desfazem, habitando um lugar que n\u00e3o existe mais\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O publico est\u00e1 convidado a participar, de 15 a 18 de fevereiro, quarta-feira a domingo, da instala\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica Bailique, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em Bom Retiro, S\u00e3o Paulo, capital, com entrada franca. O projeto, contemplado com o Pr\u00eamio Funarte de Dan\u00e7a Klauss Vianna 2015, re\u00fane as artistas Ana Luiza Anjos, Beatriz Cruz, Luiza Meira Alves, Monica Galv\u00e3o e Pap\u00e1 Fraga. De 15 a 17 de fevereiro, o hor\u00e1rio \u00e9 das 17h \u00e0s 20h; no dia 18, das 15 \u00e0s 18h.<\/p>\n<p>Na instala\u00e7\u00e3o, o movimento das artistas \u00e9 uma met\u00e1fora do que acontece na geologia do arquip\u00e9lago do Bailique. O conjunto de ilhas, que fica no Amap\u00e1, na foz do Rio Amazonas, \u00e9 essencialmente constitu\u00eddo por sedimentos de areia, argila ou silte (part\u00edculas de rocha mais finas que gr\u00e3os de areia). As costas das ilhas se deslocam, em processo cont\u00ednuo. Isso \u00e9 causado pela eros\u00e3o \u2013 ocasionada pelo movimento das \u00e1guas sobre a terra, que, na regi\u00e3o norte das ilhas, vai desmanchando e mudando a forma do seu contorno, no fen\u00f4meno, as varia\u00e7\u00f5es do n\u00edvel do mar depositam mais sedimentos na foz do rio. Essa deslocamento lembrou \u00e0s artistas uma dan\u00e7a; e inspirou o nome do trabalho, met\u00e1fora constru\u00edda a partir desses processos geol\u00f3gicos. Eles s\u00e3o extremamente din\u00e2micos, muitas vezes violentos (como durante a Pororoca). Eles modificam constantemente o relevo local e transformam a paisagem bruscamente, num processo sem fim de eros\u00e3o, transporte e dep\u00f3sito de areia, argila e p\u00f3 de rocha.<\/p>\n<p>Com inspira\u00e7\u00e3o nesse fen\u00f4meno, as criadoras da instala\u00e7\u00e3o friccionam o corpo a materiais e objetos, em grande parte coletados na cidade, ou colecionados pelos autores. A obra \u201cd\u00e1 voz a coisas, a escombros, corpos, portas, destro\u00e7os, britas, papel, sal, gesso e roupas\u201d, diz a produ\u00e7\u00e3o. Isso sugere que esses elementos foram \u201cretirados do mundo\u201d e reorganizados para reconstru\u00ed-lo. \u201cUm mundo feito de roupas, estruturas de pedra, com acabamento de gesso, comida (e conserva\u00e7\u00e3o) feita com quilos de sal e mem\u00f3ria&#8230;\u201d. O simbolismo do arquip\u00e9lago de Bailique \u00e9 utilizado \u201cpara falar sobre o corpo e o mundo\u201d; e sobre o que \u00e9 consumido e descartado ao longo das margens e superf\u00edcies, \u201csejam elas do planeta ou da nossa pr\u00f3pria pele\u201d, informa o projeto. O movimento coreogr\u00e1fico das artistas pretende ainda criar e recriar o espa\u00e7o, de forma constante, bem como construir todo um contexto, gradativamente.<\/p>\n<p>Ao longo do processo do trabalho, cada criadora trouxe para ele um eixo de pesquisa em performance ou em dan\u00e7a, desenvolvido a partir das investiga\u00e7\u00f5es de cada uma. Esses estudos ocorreram numa fase do projeto na qual as artistas foram levadas a interagir com \u201cprovocadores\u201d, que atuam em dan\u00e7a, perfomance, artes visuais e geografia.<\/p>\n<p>Bailique conta ainda com o trabalho do artista multim\u00eddia Felipe Julian, respons\u00e1vel pela sonoriza\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n<p><strong><em><span style=\"color: #000000;\">Bailique<br \/>\n<\/span><\/em><\/strong>Instala\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">De 15 a 17 de fevereiro, das 17h \u00e0s 20h<br \/>\n18 de fevereiro, das 15h \u00e0s 18h<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Projeto contemplado com o Pr\u00eamio Funarte Dan\u00e7a Klauss Vianna 2015<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade<br \/>\n<\/span>Rua Tr\u00eas Rios, n\u00ba 363, Bom Retiro, S\u00e3o Paulo (SP)<br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">Entrada gratuita<br \/>\n<\/span>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa: 14 anos<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Ficha T\u00e9cnica\/art\u00edstica<br \/>\n<\/span><\/strong>Artistas: Ana Luiza Anjos, Beatriz Cruz, Luiza Meira Alves, Monica Galv\u00e3o e Pap\u00e1 Fraga<br \/>\nSonoriza\u00e7\u00e3o: Felipe Julian<br \/>\nProvoca\u00e7\u00f5es: Z\u00e9lia Monteiro, Yuri Firmeza, Fernanda Raquel e Dri Quedas<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Anna Z\u00eapa e Isabela Tortato<br \/>\nCr\u00e9dito das foto de divulga\u00e7\u00e3o: Cac\u00e1 Bernardes &#8211; Bruta Flor Filmes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cUm arquip\u00e9lago. 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