{"id":96170,"date":"2017-05-02T17:59:36","date_gmt":"2017-05-02T20:59:36","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=96170"},"modified":"2017-07-04T15:50:36","modified_gmt":"2017-07-04T18:50:36","slug":"o-adeus-da-funarte-a-belchior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=96170","title":{"rendered":"O adeus da Funarte a Belchior"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Foto de destaque: rede social do f\u00e3-clube do artista<\/em><\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte lamenta o falecimento do cantor e compositor Belchior. O artista morreu na madrugada de domingo, dia 30, aos 70 anos em Santa Cruz do Sul (RS) \u2013 a 150km de Porto alegre \u2013 onde morava, com sua esposa, Edna de Ara\u00fajo. O m\u00fasico cearense faleceu por causas naturais.<\/p>\n<p>O autor dos sucessos <em>Como nossos pais, Paralelas<\/em>, <em>Apenas um rapaz latino-americano<\/em>, <em>Medo de avi\u00e3o<\/em>, <em>Velha roupa colorida<\/em> e muitos outros foi sepultado no Cear\u00e1 \u2013 como era desejo dele \u2013, na cidade em que nasceu, Sobral. O Governo do Estado do Cear\u00e1 decretou luto oficial de tr\u00eas dias. Mais de 8 mil pessoas compareceram ao vel\u00f3rio, no Anfiteatro do Centro Cultural Drag\u00e3o do Mar, em Fortaleza.<\/p>\n<p>Belchior fazia parte do grupo que \u00e9 chamado, desde meados dos anos 60, de \u201cPessoal do Cear\u00e1\u201d, que inclui Fagner, Ednardo, Rodger, Cirino e outros. Eles come\u00e7aram a carreira em festivais de m\u00fasica no Nordeste, entre 1965 e 1970. Em 71, Belchior ganhou o primeiro lugar no IV Festival Universit\u00e1rio, com a m\u00fasica <em>Hora do almo\u00e7o<\/em> \u2013 lembra o Dicion\u00e1rio da MPB de Ricardo Cravo Albin.<\/p>\n<p>\u201cNa mesma \u00e9poca, conheceu o cantor e compositor S\u00e9rgio Ricardo, que escolheu a m\u00fasica Mucuripe, feita em parceria com [&#8230;] Fagner, para fazer parte do disco &#8220;Bolso do Pasquim&#8221; [o famoso jornal alternativo], diz a fonte. \u201cEm 1972, come\u00e7ou a obter o reconhecimento nacional a partir da grava\u00e7\u00e3o de <em>Mucuripe<\/em> [por&#8230;] Elis Regina\u201d. Em seguida, Belchior mudou-se para S\u00e3o Paulo, onde comp\u00f4s trilhas para curtas-metragens. \u201cNa mesma \u00e9poca apresentou shows em pra\u00e7as p\u00fablicas e fez apari\u00e7\u00f5es em programas de televis\u00e3o. Em 1974 lan\u00e7ou seu primeiro disco, <em>A palo seco<\/em>, cuja m\u00fasica t\u00edtulo tornou-se sucesso nacional. Nesse mesmo ano faria sucesso novamente com a can\u00e7\u00e3o <em>Paralelas<\/em>, regravada em 1976 pelo cantor Erasmo Carlos [&#8230;] e pela cantora Vanusa\u201d, lembra o Dicion\u00e1rio, acrescentando que essa obra tornou-se um dos grandes sucessos do final daquela d\u00e9cada.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Sucessos em outras vozes<\/span><\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rias de suas letras foram interpretadas por outros cantores, como Roberto Carlos, que, em 1975, regravou <em>Velas do Mucuripe<\/em>; Elis Regina, registrou <em>Apenas um rapaz latino-americano<\/em>, <em>Como nossos pais<\/em>, <em>Velha roupa colorida<\/em> e<em> Mucuripe<\/em>; os Engenheiros do Hawaii regravaram <em>Alucina\u00e7\u00e3o<\/em>; Wanderl\u00e9a, <em>Paralelas<\/em>; e Jair Rodrigues, <em>Galos, noites e quintais<\/em>. Erasmo Carlos, Ney Matogrosso, Ednardo e Jess\u00e9 tamb\u00e9m gravaram obras de Belchior.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">O in\u00edcio e grandes momentos da carreira<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Seu pai tocava flauta e saxofone e sua m\u00e3e cantava num coral de igreja. Tinha tios poetas. \u201cAinda crian\u00e7a recebeu influ\u00eancia dos cantores de r\u00e1dio \u00c2ngela Maria, Cauby Peixoto e Nora Ney\u201d, comenta a fonte. Estudou piano e m\u00fasica de coro. Foi programador da r\u00e1dio de Sobral. Em 1962, foi para Fortaleza, onde estudou Filosofia e Humanidades. Come\u00e7ou o curso de Medicina, que abandonou, no quarto ano (1971) e passou a dedicar-se somente \u00e0 m\u00fasica.<\/p>\n<p>Em 1975, ele lan\u00e7ou o LP <em>Alucina\u00e7\u00e3o<\/em>, que vendeu 30 mil c\u00f3pias em apenas um m\u00eas, \u201cgra\u00e7as a sucessos como <em>Apenas um rapaz latino-americano, Velha roupa colorida, A palo seco e, principalmente, Como nossos pais<\/em>. Em 1978, lan\u00e7ou o LP <em>Todos os sentidos<\/em>. Na mesma \u00e9poca realizou um show com a cantora Simone no Teatro Jo\u00e3o Caetano, no Rio de Janeiro, visto por mais de 100 mil pessoas. Em 1979, voltou a fazer sucesso com a can\u00e7\u00e3o <em>Medo de avi\u00e3o<\/em>, de sua autoria, que \u00e9 t\u00edtulo do LP lan\u00e7ado [&#8230;] naquele ano\u201d, relata o Dicion\u00e1rio da MPB. Ele registra que, em 1982, o m\u00fasico lan\u00e7ou o vinil <em>Para\u00edso<\/em>, \u201cno qual abriu espa\u00e7o para os ent\u00e3o jovens artistas Guilherme Arantes, Ednardo Nunes, Jorge Mautner e Arnaldo Antunes\u201d.<\/p>\n<p>Em 1983, Belchior fundou a sua pr\u00f3pria gravadora e produtora, a Para\u00edso Discos. Nessa d\u00e9cada, teve ainda uma casa de shows, a Mamute (que j\u00e1 n\u00e3o existe), onde, em 1984, realizou o espet\u00e1culo <em>Cenas do pr\u00f3ximo cap\u00edtulo<\/em>, com o qual percorreu todo o pa\u00eds. <strong><a href=\"http:\/\/dicionariompb.com.br\/belchior\/dados-artisticos\">Leia mais aqui sobre a obra e a vida do artista<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>De acordo com vizinhos, Belchior se sentiu mal no s\u00e1bado (29 de abril) \u00e0 noite. Faleceu, devido ao rompimento da art\u00e9ria aorta. Ele e a esposa moravam numa casa cedida por um amigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto de destaque: rede social do f\u00e3-clube do artista A Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes \u2013 Funarte lamenta o falecimento do cantor e compositor Belchior. 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