{"id":96492,"date":"2017-05-09T16:48:54","date_gmt":"2017-05-09T19:48:54","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=96492"},"modified":"2017-05-12T18:06:21","modified_gmt":"2017-05-12T21:06:21","slug":"%e2%80%98encontros-no-espaco%e2%80%99-na-funarte-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=96492","title":{"rendered":"\u2018Encontros no espa\u00e7o\u2019, na Funarte MG"},"content":{"rendered":"<p>No dia 17 de maio, \u00e0s 19h, a Funarte MG recebe a exposi\u00e7\u00e3o coletiva <em>Encontros no espa\u00e7o<\/em>, com obras de Adriana Vignoli, Lais Myrrha e Francisco Klinger Carvalho. Com curadoria e media\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7a Ramos e texto cr\u00edtico de Bia Dias, a mostra re\u00fane trabalhos de tr\u00eas artistas visuais brasileiros que moram e produzem em locais diferentes, como Bras\u00edlia (DF), S\u00e3o Paulo (SP) e Berlim (Alemanha). Selecionada pelo\u00a0Pr\u00eamio Funarte de Arte Contempor\u00e2nea 2015 \u2013 Atos Visuais Funarte, a exposi\u00e7\u00e3o<em> <\/em>fica em cartaz at\u00e9 o dia 26 de junho, no Galp\u00e3o 5 da Funarte de Belo Horizonte,<em> <\/em>com\u00a0visita\u00e7\u00e3o de<strong> quarta a domingo, das 14h \u00e0s 22h<\/strong>. O Complexo Cultural da Funarte Minas Gerais fica na\u00a0Rua Janu\u00e1ria, 68, Centro<strong>. <\/strong>A entrada \u00e9 franca e livre para todos os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>A mostra apresenta ao p\u00fablico obras tridimensionais que possibilitam a compreens\u00e3o dos modos como artistas contempor\u00e2neos lidam com a espacialidade, tendo a linguagem arquitet\u00f4nica como seu principal suporte. No percurso de cada um deles, surgem ainda quest\u00f5es inerentes \u00e0 arte, como o exerc\u00edcio, a t\u00e9cnica e a artesania. \u201cOs tr\u00eas se preocupam com uma forma construtiva que dialoga com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da arte, com refer\u00eancias fortes ao Modernismo e Neoconcretismo\u201d, afirma a curadora Gra\u00e7a Ramos. \u201c\u00c9 uma forma de conectar o passado e o presente\u201d, completa.<\/p>\n<p><strong>Ancestralidade<br \/>\n<\/strong>Cada um ao seu modo conecta-se ao passado que est\u00e1 fortemente ligado a uma tradi\u00e7\u00e3o art\u00edstica e \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o. As obras de Adriana Vignoli, de Bras\u00edlia, t\u00eam forte apelo arquitet\u00f4nico e geom\u00e9trico. Em \u201cV\u00e3os\u201d, ela instala duas casas de marimbondo sobre barras de ferro, utiliza raio lazer, alto-falantes, vidro laboratorial, \u00e1gua e conta-gotas. \u00c0 medida que a \u00e1gua pinga no reservat\u00f3rio come\u00e7a um di\u00e1logo entre as duas casas de marimbondo em l\u00edngua guarani. J\u00e1 em \u201cOnde a Terra acaba\u201d, duas pe\u00e7as de cer\u00e2mica, cada uma com tr\u00eas \u201cpernas\u201d cil\u00edndricas: a primeira (superior) se apoia em estrutura de madeira triangular e a segunda (infe\u00adrior) se apoia no ch\u00e3o. A pe\u00e7a superior possui um pequeno furo em uma de suas extremidades, na qual a terra vermelha cai no interior de um cilindro de vidro e escorrega para dentro da pe\u00e7a inferior. Essa possui um orif\u00edcio por onde a terra vaza, depositando-se no ch\u00e3o. Entre as linhas de pesquisa da artista est\u00e3o a mat\u00e9ria, o tempo e as rela\u00e7\u00f5es de tempo espa\u00e7o. Suas obras tratam de quest\u00f5es relacionadas \u00e0 ecologia, \u00e0 causa ind\u00edgena, e tamb\u00e9m de arquitetura e da hist\u00f3ria da arte.<\/p>\n<p><strong>Encarceramento<br \/>\n<\/strong>Francisco Klinger, artista visual nascido em Bel\u00e9m do Par\u00e1, mas que trabalha e mora em Berlim (Alemanha), revisita o passado para criar um di\u00e1logo cr\u00edtico com o mundo contempor\u00e2neo. Suas obras misturam madeira, ferro e objetos antigos que s\u00e3o retrabalhados artesanalmente para criar obras tridimensionais que remontam ao per\u00edodo colonial brasileiro, levantando questionamentos sociais e pol\u00edticos arraigados na cultura brasileira. Em \u201cCatedral emborcada ou a hist\u00f3ria das mulheres enjauladas\u201d, Francisco Klinger traz a discuss\u00e3o para as quest\u00f5es de g\u00eanero, impactado pelas mulheres que trabalhavam com prostitui\u00e7\u00e3o e estavam expostas em jaulas. Na obra \u201cNada ser\u00e1 como antes\u201d, o questionamento vai para o campo das pr\u00e1ticas e comportamentos pol\u00edticos, as pr\u00e1ticas patrimonialistas e cerceadoras que levam a certa melancolia\u00a0com o estado das coisas. O artista lan\u00e7a m\u00e3o de uma pr\u00e1tica arquitet\u00f4nica de fachadas, como o uso de grades que remetem ao cerceamento de liberdades, ao encarceramento de espa\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>Premia\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>A pesquisa de Lais Myrrha, artista visual de Belo Horizonte que produz e mora em S\u00e3o Paulo, se apoia sobre a mat\u00e9ria, conhecimentos e ferramentas que fazem parte da experi\u00eancia humana e o local que habita. Em seus trabalhos, o material tem fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, al\u00e9m da solu\u00e7\u00e3o formal. Em \u201cP\u00f3dio para ningu\u00e9m\u201d, um pedestal de premia\u00e7\u00e3o feito de cimento batido, montado em formas de constru\u00e7\u00e3o civil que logo s\u00e3o retiradas, v\u00ea-se uma imediata e contundente cr\u00edtica \u00e0 l\u00f3gica da competitividade, questionando o lugar de vencedores e perdedores. \u201cTodas as obras apresentadas partem de projetos que dialogam com a tradi\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da arte, renovando-a, e tamb\u00e9m prop\u00f5em quest\u00f5es \u00e9ticas pertinentes \u00e0 atualidade\u201d, ressalta a curadora.<\/p>\n<p><strong>Sobre os artistas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adriana Vignoli<\/strong> vive e trabalha em Bras\u00edlia, Brasil. Possui gradua\u00e7\u00e3o em Arquitetura e mestrado em Artes Visuais, ambos pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Entre 2013 e 2014, trabalhou em ateli\u00ea e exp\u00f4s em Wiesbaden e Berlim (Alemanha). Em 2016, foi contemplada com o pr\u00eamio do Sal\u00e3o Mestre D\u2019armas em Planaltina, DF. Recebeu o Pr\u00eamio Nacional da Funarte\u00a0de Arte Contempor\u00e2nea, 2015. Em seus objetos, ela utiliza materiais como o vidro, a terra, a pedra e o metal e vem elaborando uma po\u00e9tica de coisas \u201caut\u00f4nomas e ut\u00f3picas\u201d, que conectam o arcaico ao presente, ou mesmo, confabulam um futuro. Suas obras se envolvem por tem\u00e1ticas do tempo, da paisagem e da arquitetura.<\/p>\n<p><strong>Francisco Klinger<\/strong> Carvalho \u00e9 escultor brasileiro, nasceu em \u00d3bidos (PA), Brasil, em 1966. Graduado em Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica pela Universidade Federal do Par\u00e1 e p\u00f3s-graduado pela Academia de Arte de D\u00fcsseldorf (Alemanha), com orienta\u00e7\u00e3o do professor Tony Cragg, onde obteve o t\u00edtulo de Meistersch\u00fcle. Foi bolsista do DAAD (Deutscher Akademischer Austauchdienst\/Servi\u00e7o Alem\u00e3o de Interc\u00e2mbio Acad\u00eamico), assim como do Estado de Hessen, tamb\u00e9m na Alemanha, e do IAP (Instituto de Arte do Par\u00e1). Foi professor visitante da Universidad Nacional de Bogot\u00e1, na Col\u00f4mbia, de 2009 a 2011. Em 2012, recebeu o pr\u00eamio Banco Sparkasse Kandel, regi\u00e3o Pfalz, Alemanha. Em 2013, foi contemplado com o Pr\u00eamio Itamaraty de Arte Contempor\u00e2nea. Atualmente, vive e trabalha em Berlim, Alemanha.<\/p>\n<p><strong>Lais Myrrha<\/strong> \u00e9 mestre pela Escola de Belas-Artes da UFMG (2007) e graduada no curso de artes pl\u00e1sticas pela Escola Guignard, UEMG (2001). Desde 1998, participa de diversas exposi\u00e7\u00f5es coletivas e individuais, tais como I Bolsa Pampulha (2003), do Programa Trajet\u00f3rias do Centro Cultural Joaquim Nabuco, no Recife (PE\/2005), e da Edi\u00e7\u00e3o 2005\/2006 do Programa Rumos Visuais do Instituto Ita\u00fa Cultural (S\u00e3o Paulo). Em 2007, foi contemplada com o Pr\u00eamio Proj\u00e9teis, Rio de Janeiro, e com o Pr\u00eamio Atos Visuais, Bras\u00edlia, ambos concedidos pela Funarte. Em 2010 participou da Paralela10 no Liceu de Artes e Of\u00edcios, S\u00e3o Paulo. Em 2011, integrou a Temporada de Projetos do Pa\u00e7o das Artes, S\u00e3o Paulo, e a 8\u00aa Bienal do Mercosul, Porto Alegre (RS), e foi premiada no I Concurso Itamaraty de Arte Contempor\u00e2nea, Bras\u00edlia (DF). Foi contemplada em 2012, com a Bolsa Est\u00edmulo \u00e0s Artes Visuais concedida pela Funarte. Em 2013, realizou a individual <em>Zona de Instabilidade <\/em>na CAIXA Cultural S\u00e3o Paulo (SP) e foi selecionada para o 18\u00ba Festival Internacional de Arte Contempor\u00e2nea do Videobrasil. Tamb\u00e9m participou da exposi\u00e7\u00e3o Blind Field no Karnnet Museum, Illinois, USA. Ainda em 2013\/2014, apresentou a exposi\u00e7\u00e3o individual <em>Zona de Instabilidade<\/em> (com curadoria de J\u00falia Rebou\u00e7as) na CAIXA Cultural S\u00e3o Paulo e Bras\u00edlia. Em 2014, realizou o Projeto Gameleira 1971 no Piv\u00f4, e participou dos projetos Greve, na Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo\/SP-Arte e Ensaio de Orquestra no Coletor, em S\u00e3o Paulo. Em 2016, seu trabalho <em>Dois pesos duas medidas<\/em> ocupou o sal\u00e3o principal da 32\u00ba Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Sobre a curadora<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gra\u00e7a Ramos<\/strong> \u00e9 doutora em Hist\u00f3ria da Arte pela Universidade de Barcelona, com tese sobre a escultura da artista mineira Maria Martins (1894-1973). No in\u00edcio dos anos 1980, se formou em jornalismo na Universidade de Bras\u00edlia (UnB), onde tamb\u00e9m concluiu o Mestrado em Literatura Brasileira, com \u00eanfase em poesia. Em 2010, atuou como pesquisadora assistente, em Bras\u00edlia, para a exposi\u00e7\u00e3o \u201cAs constru\u00e7\u00f5es de Bras\u00edlia<em>\u201d<\/em>, realizada pelo Instituto Moreira Salles (RJ\/SP). Foi uma das coordenadoras do espa\u00e7o cultural, n\u00e3o comercial, Arte Futura e Companhia, que realizou exposi\u00e7\u00f5es de Cildo Meireles, Ernesto Neto, Nelson Felix, Marcos Chaves, Yoko Ono e Evandro Salles, al\u00e9m de duas mostras panor\u00e2micas sobre a produ\u00e7\u00e3o de jovens artistas brasilienses.<\/p>\n<p><strong><em>Encontros no espa\u00e7o<br \/>\n<\/em><\/strong><strong>Mostra coletiva com os artistas visuais Adriana Vignoli, Francisco Klinger Carvalho e Lais Myrrha<\/strong><\/p>\n<p>Esculturas<br \/>\nCuradoria: Gra\u00e7a Ramos<\/p>\n<p><strong>Abertura | 17 de maio de 2017, quarta-feira, 19h<br \/>\nVisita\u00e7\u00e3o | 18 de maio a 30 de junho de 2017, de quarta-feira a domingo, das 14h \u00e0s 22h<\/strong><\/p>\n<p>Entrada franca.<br \/>\nClassifica\u00e7\u00e3o | Livre para todos os p\u00fablicos<\/p>\n<p><strong>Local | Funarte MG<\/strong><br \/>\n<strong>Rua Janu\u00e1ria, 68, Centro<\/strong><strong> | Belo Horizonte (MG)<\/strong><\/p>\n<p><strong>(<a href=\"tel:(31)%203213-3084\" target=\"_blank\">31) 3213-3084<\/a> \/<a href=\"tel:(31)%203213-7112\" target=\"_blank\">3213-7112<\/a><br \/>\n<a title=\"funartemg@funarte.gov.br\" href=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigasmailto:funartemg@funarte.gov.br\/\" target=\"_blank\">funartemg@funarte.gov.br<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 17 de maio, \u00e0s 19h, a Funarte MG recebe a exposi\u00e7\u00e3o coletiva Encontros no espa\u00e7o, com obras de Adriana Vignoli, Lais Myrrha e Francisco Klinger Carvalho. Com curadoria e media\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7a Ramos e texto cr\u00edtico de Bia Dias, a mostra re\u00fane trabalhos de tr\u00eas artistas visuais brasileiros que moram e produzem em&hellip; <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=96492\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">\u2018Encontros no espa\u00e7o\u2019, na Funarte MG<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":76,"featured_media":96691,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-96492","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artes-visuais","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96492","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/76"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=96492"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96492\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96504,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96492\/revisions\/96504"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/96691"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=96492"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=96492"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=96492"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}