{"id":98152,"date":"2017-06-19T22:04:45","date_gmt":"2017-06-20T01:04:45","guid":{"rendered":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=98152"},"modified":"2017-06-21T11:24:03","modified_gmt":"2017-06-21T14:24:03","slug":"espaco-e-estrutura-se-reinventam-na-mostra-%e2%80%98remanso%e2%80%99-em-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.funarte.gov.br\/noticias-antigas\/?p=98152","title":{"rendered":"Espa\u00e7o e estrutura se reinventam na mostra \u2018Remanso\u2019, em Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>Duas instala\u00e7\u00f5es que conversam n\u00e3o apenas entre si, mas com o espa\u00e7o expositivo e com os fluxos urbanos, v\u00e3o ocupar a Marquise\/Entorno do Complexo Cultural Funarte Bras\u00edlia a partir de <strong>quarta (21)<\/strong>, at\u00e9 a primeira semana de agosto. Os trabalhos, criados pelos artistas visuais Jo\u00e3o Mod\u00e9, Al\u00ea Gabeira e Ra\u00edsa Curty, integram a mostra coletiva <strong><em>Remanso<\/em><\/strong>, selecionada pelo Pr\u00eamio Funarte de Arte Contempor\u00e2nea 2015 \u2013 Atos Visuais<br \/>\n.<\/p>\n<p>Planejada para interagir com a arquitetura e com o ambiente do Espa\u00e7o Marquise, dentro do conceito de <em>site-specific<\/em>, a exposi\u00e7\u00e3o &#8211; que tem curadoria de Jo\u00e3o Paulo Quintella &#8211; compreende as instala\u00e7\u00f5es <em>Feira-livre<\/em>, de Jo\u00e3o Mod\u00e9, e <em>Alvorada nordestina<\/em>, da dupla Al\u00ea Gabeira e Ra\u00edsa Curty. Por meio de intera\u00e7\u00f5es conceituais e estruturais, os dois trabalhos criam modos particulares de correspond\u00eancia entre o espectador e o espa\u00e7o.<\/p>\n<p><em>Feira-livre,<\/em> como o nome sugere, apresenta elementos semelhantes aos das feiras de rua. Essa estrutura \u2013 explica a curadoria da mostra  \u2013 \u201cregistra uma mimese funcional com a situa\u00e7\u00e3o de abrigo gerada pela Marquise\u201d. Isso porque tanto o espa\u00e7o da Funarte como as feiras livres tradicionais preveem uma ocupa\u00e7\u00e3o, tempor\u00e1ria e provis\u00f3ria, em circunst\u00e2ncias espec\u00edficas que buscam a prote\u00e7\u00e3o do corpo (no caso da Marquise) ou das frutas e alimentos (no caso das feiras). No aspecto construtivo, entretanto, feiras e Marquise se op\u00f5em: \u201cO status permanente do concreto, sua rigidez, em contato com o ef\u00eamero e a maleabilidade dos toldos, gera novas formas de perceber e de se relacionar com o espa\u00e7o. A estrutura preexistente, imut\u00e1vel, \u00e9 ressignificada a partir de materiais mais din\u00e2micos que caracterizam um uso humano espec\u00edfico, remetendo diretamente a uma vitalidade intr\u00ednseca a experi\u00eancias sociais\u201d. <\/p>\n<p>J\u00e1 a segunda instala\u00e7\u00e3o, <em>Alvorada nordestina<\/em>, aproveita n\u00e3o s\u00f3 a zona de sombras criada pelo trabalho de Jo\u00e3o Mod\u00e9, mas tamb\u00e9m o pr\u00f3prio abrigo da Marquise, numa proposta de requalifica\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico: os artistas criam um \u201cestar \u00e0 vontade\u201d em um terreno antes destinado \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de pessoas e pouco convidativo \u00e0 perman\u00eancia. \u201cO descanso das redes sobre a estrutura r\u00edgida desloca, por si s\u00f3, a percep\u00e7\u00e3o da estrutura e, sobretudo, convida o passante a uma nova experi\u00eancia do espa\u00e7o\u201d, prev\u00ea o projeto.  Ra\u00edsa Curty e Al\u00ea Gabeira formam a dupla Resid\u00eancia Art\u00edstica M\u00f3vel (RAM). A mostra na Funarte Bras\u00edlia foi precedida de uma viagem dos artistas, de bicicleta, de Jo\u00e3o Pessoa (PB) \u00e0 capital federal, trazendo na bagagem as redes que integram a instala\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><u><strong>Sobre os artistas<\/strong><\/u><br \/>\n<strong>Jo\u00e3o Mod\u00e9 <\/strong>nasceu em Resende (RJ). Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Seu trabalho articula-se por uma no\u00e7\u00e3o plural de linguagens e espa\u00e7os de atua\u00e7\u00e3o. Participou da 28\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo [2008], da 7\u00aa e 10\u00aa Bienal do Mercosul [2009\/2015] e da Trienal de Aichi, Nag\u00f3ia, Jap\u00e3o [2016]. Alguns projetos, como <em>REDE<\/em> \u2013 desenvolvido em diversas cidades, como Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Berlim e Rennes \u2013 e <em>Constela\u00e7\u00f5es<\/em>, envolvem a participa\u00e7\u00e3o direta do p\u00fablico. Participou do Panorama da Arte Brasileira de 2007. Entre as exposi\u00e7\u00f5es individuais: <em>O passado vem de frente numa brisa<\/em>, Museu do A\u00e7ude, Rio de Janeiro;<em> Land, die raum<\/em>, Berlim, Alemanha [2014]; <em>Para o sil\u00eancio das plantas<\/em>, Cavalari\u00e7as do Parque Lage no Rio de Janeiro [2011-2012]; MAMAM, Recife [De Sert\u00e3o, 2010] e na Funda\u00e7\u00e3o Eva Klabin no Rio de Janeiro [2009]. Entre as exposi\u00e7\u00f5es no exterior, est\u00e3o: <em>Bahar<\/em> \/ The Istanbul off-site Project for Sharjah Biennial 13, Istambul, Turquia [2017]; <em>The Spiral and the square<\/em>, Bonniers Konsthall, Estocolmo, Su\u00e9cia [2011-2012], <em>SKMU e Trondheim<\/em> Kunstmuseum, Noruega; <em>connect \u2013 A Gentil Carioca<\/em> na IFA Galerie de Berlim e Stuttgart [2010-2011]; <em>Brazilian Summer. Art &#038; the City<\/em>, Museum Het Domein, Sittard, Holanda [2008]; <em>Stopover<\/em>, Kunsthalle Fribourg, Su\u00ed\u00e7a [2006];<em> Unbound, Parasol Unit<\/em>, Londres [2004]; <em>Entre Pindorama<\/em>, K\u00fcnstlerhaus Stuttgart [2004]; e<em> Slow<\/em>, Shedhalle, Zurique [2003]. Desenvolveu projetos com <em>Capacete Entretenimentos <\/em>[Rio], <em>Le Centre du Monde <\/em>[Bruxelas],<em> Casa Tres Patios<\/em> [Medellin], Watermill Center [NY], entre outros. Foi membro fundador do grupo <em>Visorama<\/em>, que promoveu debates acerca das quest\u00f5es da arte contempor\u00e2nea entre o final dos anos 1980 e a d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p><strong>Ra\u00edsa Curty<\/strong> \u00e9 artista visual e artista educadora, mas n\u00e3o diferencia uma atividade da outra. Seu trabalho \u00e9 motivado pelo desejo de estar e deixar \u00e0 vontade no mundo. Para isso, empenha-se em recriar suas mitologias pessoais e em reinventar os seres humanos. Frequentou diversos cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e recentemente graduou-se na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Trabalhou como artista educadora no CCBB e hoje desenvolve um projeto que leva escolas p\u00fablicas para visita\u00e7\u00e3o das galerias de arte de seus bairros. Em 2014, foi assistente do artista Roberto Cabot em seu projeto de pintura para a Bienal de Taipei, com curadoria de Nicolas Bourriaud.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria de <strong>Al\u00ea Gabeira<\/strong> nas artes visuais \u00e9 precedida pelo seu trabalho como cineasta, fot\u00f3grafo e jornalista. A partir de 2008, documenta processos de artistas e  produz videoarte para exposi\u00e7\u00f5es no Espa\u00e7o Furnas Cultural, Centro Cultural da Justi\u00e7a Federal &#8211; CCFJ e Largo das Artes. Desde ent\u00e3o, em seus seis anos de atua\u00e7\u00e3o, desenvolve um trabalho que se apropria constantemente da precariedade e o constr\u00f3i num encontro com materiais incertos. Em 2010, realiza uma resid\u00eancia art\u00edstica no Instituto Nacional de Belas Artes de Tetuan, no Marrocos, com o <em>Radiografia Projec<\/em>t. No Rio de Janeiro, foi fomentador dos projetos de atelier coletivo <em>FixosFluxos<\/em> e <em>\u00c1S &#8211; Atelier Sustent\u00e1vel.<\/em> Seu trabalho no <em>FixosFluxos<\/em> (2012-2013) abrangeu experimenta\u00e7\u00f5es em diversos campos, exposi\u00e7\u00f5es coletivas e a sua segunda individual.  No <em>\u00c1S<\/em> desenvolve, desde 2012, uma pesquisa onde agrega ao seu trabalho a utiliza\u00e7\u00e3o de materiais naturais e reafirma nele o uso do reaproveitamento no processo compositivo de suas obras. <\/p>\n<p><u><strong>Sobre o curador <\/strong><\/u><br \/>\n<strong>Jo\u00e3o Paulo Quintella<\/strong> &#8211; Doutorando em Hist\u00f3ria da Arte e Arquitetura pela PUC-Rio. Mestre em Processos Art\u00edsticos Contempor\u00e2neos pela UERJ. Atualmente integra a equipe de curadoria e pesquisa permanente da Casa Fran\u00e7a-Brasil. Curador do projeto <em>Perman\u00eancias e destrui\u00e7\u00f5es<\/em>, proposta de ocupa\u00e7\u00f5es art\u00edsticas em locais cujos processos de eros\u00e3o e\/ou transforma\u00e7\u00e3o sejam latentes, no Rio de Janeiro. Curador do projeto <em>Al\u00e9m terreno<\/em>, realizado no espa\u00e7o de arte independente <em>\u00c1tomos<\/em>. Curador do projeto <em>Remanso<\/em>, contemplado pelo Pr\u00eamio Funarte de Arte Contempor\u00e2nea 2015. Curador da exposi\u00e7\u00e3o <em>Teu osso \u00e9 pedra<\/em>, individual de Beatriz Carneiro. Integrou o corpo curatorial do programa <em>Novas po\u00e9ticas<\/em>, desenvolvido junto \u00e0 UFRJ pelo curador Philipe F. Augusto. Curador do projeto <em>Primaverinha<\/em>, proposta de ocupa\u00e7\u00e3o do p\u00e1tio do Oi Futuro Flamengo. Colaborador frequente da revista SeLecT, de S\u00e3o Paulo. J\u00e1 escreveu para a Edi\u00e7\u00f5es Sesc S\u00e3o Paulo, para o cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o <em>Fumm\u00e9s<\/em> e para o Canal Contempor\u00e2neo. Participou de diversas mesas e semin\u00e1rios, como o <em>Desiilha<\/em> &#8211;<em> Semin\u00e1rio nacional de arte e cidade e ser urbano<\/em> &#8211; Semana de Arquitetura e Urbanismo PUC-Rio. Sua pr\u00e1tica investiga as rela\u00e7\u00f5es entre arte, arquitetura e experi\u00eancia, investindo sobre modos expositivos a partir do cruzamento de diferentes linguagens e disciplinas. <\/p>\n<p>SERVI\u00c7O:<\/p>\n<p><u><strong>Exposi\u00e7\u00e3o coletiva<em> Remanso<\/em><\/strong><\/u><br \/>\nAbertura:<strong> 21 de junho | Quarta, \u00e0s 17h<\/strong><br \/>\nVisita\u00e7\u00e3o:<strong> De 22 de junho a 6 de agosto | De ter\u00e7a a domingo, das 10h \u00e0s 21h<br \/>\n<\/strong><br \/>\nInstala\u00e7\u00f5es de<strong> Jo\u00e3o Mod\u00e9, Al\u00ea Gabeira<\/strong> e <strong>Ra\u00edsa Curty<\/strong><br \/>\nCuradoria: <strong>Jo\u00e3o Paulo Quintella <\/strong><\/p>\n<p>Classifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria:<strong> livre <\/strong><\/p>\n<p><strong>Entrada franca<\/strong><\/p>\n<p>Marquise | Entorno do Complexo Cultural Funarte Bras\u00edlia. Eixo Monumental, Setor de Divulga\u00e7\u00e3o Cultural,. Bras\u00edlia, DF. (Entre a Torre de TV e o Centro de Conven\u00e7\u00f5es)<br \/>\nInforma\u00e7\u00f5es | (61) 3322-2076 | 3322-2029<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas instala\u00e7\u00f5es que conversam n\u00e3o apenas entre si, mas com o espa\u00e7o expositivo e com os fluxos urbanos, v\u00e3o ocupar a Marquise\/Entorno do Complexo Cultural Funarte Bras\u00edlia a partir de quarta (21), at\u00e9 a primeira semana de agosto. 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