‘Geléia Geral’, da Crütz Cia. de Dança, estreia no Teatro Cacilda Becker, no Rio

Terceiro espetáculo da Crütz Cia. de Dança, Geléia Geral chega ao palco do Teatro Cacilda Becker, na Zona Sul do Rio, a partir de sexta-feira, dia 29 de junho, para falar sobre o papel transformador que a arte ocupa na sociedade. Em cena, nove dançarinos investigam as fronteiras entre as danças urbanas e o contemporâneo, numa montagem que tem como inspiração o movimento tropicalista.

O próprio título faz alusão à música de mesmo nome, do álbum Tropicália ou Panis et Circenses, lançado em 1968 e considerado o manifesto musical do movimento que contou com a participação de artistas, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Nara Leão e o grupo Os Mutantes, entre outros. Em forma de conto e ao som somente de músicas brasileiras, o espetáculo faz temporada até o dia 22 de julho, às sextas e sábados, às 20h; e aos domingos, às 18h. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). A montagem foi contemplada pela Funarte no Edital de Espetáculos de Artes Cênicas e Música 2018.

Sobre o espetáculo
Geléia Geral é uma fábula contemporânea sobre a história de uma trupe de artistas, nômades, que expandem o limite de seu fazer a cada novo palco e nova cidade em que se apresentam.
Conta-se que uma trupe de artistas vivia na Floresta Escondida, aperfeiçoando sua arte, para que com ela pudesse hipnotizar aqueles que por lá perambulavam. Eles não tinham nome, lugar certo, nem um número concreto que apresentassem com frequência. Cada dia era uma apresentação diferente.
Um dia, a trupe cruzou o caminho de um homem, que nada parecia haver escondido nele. Nenhuma ilusão, representação, mentira. Havia paz e nada mais. Puro, sem máscaras. Olhar para ele era como se olhar num espelho, perceber a própria identidade na falta de identidade nesse ser, que não tinha nome. Nunca teve porque a ideia de nome não lhe fazia sentido. Era uma palavra aleatória que representa uma pessoa. E ele não era apenas uma pessoa. Era mais.
Com isso, todos da trupe começaram a enxergar a si próprios, enxergar o que eram de verdade. Tornaram-se então a Trupe Invisível e o Teatro dos Espelhos. Seu teatro é móvel, e montado minutos antes do início de cada performance. Somente ao som de músicas brasileiras, os personagens, inspirados no movimento da Tropicália, aproximam os limites da apresentação, performance e política, trabalhando através de uma metalinguagem em que se espelham uns aos outros, no tempo e na história do Brasil.
O título – uma alusão à música de mesmo nome, do álbum Tropicália ou Panis et Circenses – refere-se à mistura da qual todos somos feitos. Há um pouco de cada um em todos nós.

Ficha técnica
Direção Geral e Coreografias: Lucas Sauer e Ricardo Lima
Direção de Produção: Fernando Filetto
Produtora Associada: Bia Perez
Assistentes de Produção: Camila Sauer, Henrique Veloso, João Gabriel Carvalho – “JG”
Iluminador: Nando Pereira e Ariel Rodrigues
Cenógrafa: Clívia Cohen
Figurinista: Paula Beliene
Produtor Musical e Arranjador: Danilo D´Avila
Operador de Som: Felipe Rodrigues
Programação Visual: Carol Caldas
Visagismo: Vitor Inácio
Fotografias: Bernardo Marques
Elenco: Carol Caldas, Clara Franciss, Clarissa Giesta, Diego Alves, Lucas Sauer, Marco Shau, Mario Perdomo, Ricardo Lima e Roberta Moreira
Produção Executiva: Serelepe Produções Artísticas

Crütz Companhia de Dança
Surgiu em 2010 como um grupo de danças urbanas formado por amigos. Em 2016, se tornou uma companhia, a Crütz Cia. de Dança, e no mesmo ano, estreou dois espetáculos: Um Samba de Amor Desfeito e Uma Dancinha para Machucar os Corações, ambos com 30 minutos de duração.
A companhia busca nas ruas, nas casas, nos bares, nas viagens e nas relações afetivas, a inspiração para as suas criações e traz para a cena elementos do cotidiano. Busca também resgatar alguns autores que já não fazem parte do cenário musical atual, unindo a linguagem das danças urbanas com o humor de Adoniran Barbosa e João Nogueira, o romantismo de Toquinho e Vinícius, a complexidade poética de Caetano Veloso e a suavidade de Nara Leão. Em suas criações, a riqueza da música brasileira é enfatizada pela complexa movimentação derivada das danças urbanas, aliada à estética da dança contemporânea.
Entre os prêmios conquistados pela Crütz Cia. de Dança estão: Prêmio Novos Talentos Coreográficos (SPDRJ/2014); Prêmio Ana Botafogo de Dança, categoria Maior Acesso (2013); Destaque da Noite (XI Festival de Dança de Rio das Ostras); e o primeiro lugar no showcase do festival Rio H2K (2017).

Serviço

Geléia Geral
De 29 de junho a 22 de julho
Sextas e sábados, às 20h; domingos, às 18h

Classificação etária: Livre

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)

Teatro Cacilda Becker
Rua do Catete, 338 – Catete – Rio de Janeiro (RJ)
Telefone: (21) 2265 9933

Este projeto foi contemplado pela Funarte no Edital de Espetáculos de Artes Cênicas e Música 2018